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iPhil

iPhil

To the Future & Beyond

23.01.15
To the Future & Beyond

 

Depois de muito reflectir, decidi dar o passo em frente, no que ao blog diz respeito. É só um blog, é certo, mas não foi uma decisão fácil.

 

Depois de algumas experiências na blogosfera e no podcasting, decidi criar a 1 de Janeiro de 2008, o novo iPhil, uma espécie de persona que transporto até hoje e que foi ficando um pouco menos anónima com o passar dos anos.

 

Apesar da conotação com o branding da Apple, a expressão é lata o suficiente para ser duradoura no tempo, uma vez que poderá significar apenas "Eu Phil".

 

Nos últimos anos, tenho ponderando dar uma nova vida ao blog ou à forma como me apresento digitalmente. Houve uma pequena experiência com o Wordpress, mas a experiência não me convenceu totalmente e a insistência da sempre simpática equipa dos Blogs do Sapo, fez-me regressar. Mas sempre senti que faltava qualquer coisa.

 

Olhava para outras plataformas... especialmente o Squarespace e mais recentemente, o Medium. Infelizmente, o tempo é pouco e os outros projectos que foi tendo ao longo dos anos, eram uma forma de testar outras plataformas, enquanto que o blog, mantinha-se no seu cantinho bem confortável nos Blogs do Sapo.

 

No dias que correm, o meu único projecto pessoal é o blog e a sua extensão nas redes sociais.

 

Olhei para o Medium, mas não é exactamente o que pretendo, uma vez que me parece uma versão com muitos mais caracteres do Twitter, com um UI/UX absolutamente espectacular. Mas não cumpre exactamente os meus objectivos.

 

O Squarespace sempre me deixou curioso. Mas a falta de projectos paralelos e sobretudo o seu preço, fizeram-me desistir do Squarespace.

 

Perante esta impasse... devia ficar nos Blogs do Sapo ou seguir outro caminho completamente diferente?

 

Os Blogs do Sapo, apresentaram um refresh à plataforma, mas o "core" é o mesmo. Quis acreditar que ainda havia uma hipótese. Estão a seguir o caminho certo, mas faltará mais qualquer coisa... eventualmente a adopção de uma nova plataforma será o caminho a seguir... até lá, será um caminho que não farei com Sapo. Eu sei... é só um blog, mas a minha ligação aos Blogs do Sapo é muito anterior a este blog. Foi uma jornada fantástica com... e agora que penso nisso, com aproximadamente 10 anos. É muito tempo. Aconteceu muita coisa.

 

Uma coisa é certa... vão continuar a levar comigo! E pouco ou nada vão ter que fazer desse lado, para que isso aconteça. Mas existem algumas novidades.

 

A primeira novidade foi a escolha da plataforma que se segue no percurso deste blog e que incidiu sobre o Tumblr. Talvez por influência da Rafaela Mota Lemos, que me picou para começar a utilizar o Tumblr ou pelo facto de se tratar de uma startup de Nova Iorque (há poucos meses, vi um post, que não consigo descobrir, fotos absolutamente brutais da sua sede em NYC)... não sei bem. Uma coisa é certa... colocou o Tumblr no meu radar.

 

A outra novidade é o domínio. Quando registei o domínio .com.pt, tentei naturalmente registar primeiro o endereço iphil.pt. O endereço .com é completamente impossível e por isso, virei-me para os domínios nacionais. Afinal, era uma forma de ser um pouco diferente. A esmagadora maioria opta pelos subdomínios dos serviços de blogs e CMSs ou regista um endereço .com. Entretanto, as regras mudaram um pouco e na primeira oportunidade reservei o endereço iphil.pt, mas ficou-se sempre como um endereço de redirect.

 

A partir de hoje, é oficialmente o endereço de topo, ficando o domínio iphil.com.pt, como endereço de redirect. Portanto, iPhil.pt é o endereço que importa registar.

 

E este blog... o que acontecerá? A resposta é fácil... nada! Servirá de arquivo até o Sapo decidir dar-lhe um destino, daqui a muitos anos, claro. Isto, porque neste processo, descobri o primeiro defeito do Tumblr, que é não permitir a importação de posts e conteúdos.

 

Numa situação normal, era suficiente para desistir. Mas este também é um momento para uma espécie de "fresh start". E assim será... começar do zero.

 

Quanto aos feeds, social media e afins? Tudo igual! Nada muda. Aliás... vou aproveitar esta oportunidade para ter o IFTTT como parceiro, na difusão e distribuição dos conteúdos. Dos primeiros testes que fiz, tem imenso potencial para oferecer conteúdos mais interessantes no que diz respeito à partilha nas redes sociais. Até aqui utilizava o dlvr.it.

 

Dito isto... está na hora de partir... vemo-nos por aí.

Nómadas Modernos

21.01.15
Nómadas Modernos

 

Em Outubro, descrevia a aventura da Rafaela Mota Lemos, durante 3 meses em NYC, num projecto que inclui 5 cidades diferentes. Agora, o jornal Público descreve o que isso dos "Nómadas Modernos".

 

No passado fim de semana, o jornal Público, publicou uma peça dedicada aos "Nómadas Modernos", pessoas que decidem mudar a sua vida, têm um momento disruptivo e partem à descoberta de todo um mundo novo.

 

Recomendo uma leitura atenta do artigo. Aposto que muitos de vós têm um certo bichinho por este conceito. Mas a esmagadora maioria, por diversos motivos, não poderá fazê-lo e por isso, deixo aqui algumas frases chave.

 

O que é difícil, considera Gustav, são duas coisas: ter um bom emprego (porque é muito difícil encontrar quem queira empregar um nómada) e gerir a mente (que “às vezes trabalha contra nós”).

 

Esta primeira frase, define de forma exemplar, duas premissas essenciais para seguir este estilo de vida. É verdade que há países onde é possível viver com 5 euros/dólares por dia (como foi o caso de Susana Eisenchlas e Carlos Alperin no período em que estiveram na Índia). Mas é sempre necessário garantir algum tipo de rendimento. Há viagens para fazer. Há uma vida para manter. Não fico admirado que muitos destes "nómadas" sejam freelancers ou o seu trabalho pode ser feito à distância e através da Internet, o que lhes permite trabalhar em qualquer ponto do planeta. Como já referi, a grande maioria não tem esta flexibilidade. Sim, existem aqueles que efectivamente abandonam o seu emprego e mudam radicalmente de vida, mas não sejamos hipócritas. Ou têm um "pé de meia" bem jeitoso ou têm a ajuda dos pais (e atenção, não há nenhum problema nisso).

 

E a mente?

 

No artigo, a Rafaela Mota Lemos, cujo projecto, tive oportunidade de destacar em Outubro, refere que ainda está a "processar" a experiência nova-iorquina. Na realidade, não é a primeira pessoa que tem uma certa dificuldade em partilhar a sua experiência enquanto esteve em NYC. Eu próprio, que tive por duas vezes, sempre em férias, tive a minha dose. De facto, houve "momentos" que me faziam repensar uma série de coisas e sentia que todos aqueles que escolhessem viver em NYC, seriam "engolidos" pela cidade que nunca dorme.

 

Ou seja, mesmo quando nos encontramos na nossa zona de conforto, é possível sentir a nossa mente a trair-nos. Imagino como será em situações extremas... ou não imagino...

 

Outros temas que não vejo abordados nestas peças são o elemento "família" e "filhos". Já referi a questão do trabalho e do rendimento. E quando já existe uma família constituída e filhos pequenos? Qual é a percentagem de "nómadas" nestas condições?

 

“Tínhamos muito pouco e tudo o que precisávamos estava nas nossas mochilas. Sentia que podia viver em qualquer lado.

 

Posse. Propriedade. Ora aí está um factor e uma forma de estar muito portuguesa. O português tem que ter, possuir e se possível, melhor que o do vizinho. Eu próprio até defendia essa posição, especialmente quando falava da casa ou do automóvel. Hoje, defendo que devemos possuir o menos possível. Primeiro, pelos impostos que nos cobram e depois, pelo efeito libertador de não ter essas ligações tão pesadas e definitivas, como uma casa. Há arrendamento, há renting, há leasing... 

 

Há dias, ouvia uma conversa durante o almoço e a forma como eram defendidos os argumentos: comprar casa vs arrendar casa. Não é um tema que consiga gerar unanimidade. Nota-se imenso o peso cultural, quando se tenta defender o factor "comprar casa".

 

Não vou trazer para a discussão se a esmagadora maioria dos portugueses conseguia suportar as rendas associadas à casa e ao automóvel, em simultâneo. Certamente que não. Mas por uma questão de principio, faz-me cada vez mais sentido "não comprar" em oposição ao "arrendar" ou "alugar". Um dia, só uma mochila bastará e não é preciso ser-se "nómada". Cada vez mais teremos que estar preparados para uma vida mais móvel, mesmo que isso ocorra no nosso país.

 

“A minha vida não está completa, estou a perder o mundo”

 

Mas e esta vontade em conhecer e partir? Falo por mim, está sempre presente. Sempre. E condições? Nem por isso. Não tenho espírito para isso. Faço o que gosto. Trabalho com pessoas fantásticas. Mas há um profundo e preocupante vazio... lembram-se da "traição da mente"?

 

Bom, a Rita Golden Gelman, retratada na peça do "Público", tem 77 anos e tornou-se "nómada" com 48 anos... quero achar que ainda vou a tempo.

 

Uma amiga minha dizia que não sabia o que me contar porque a sua vida era casa-trabalho.

 

Considero que este é um dos maiores "cancros" da nossa sociedade. Somos absolutamente sugados pela sociedade em que vivemos e muitos de nós, temos a tendência, por apatia, falta de dinheiro ou outros factores, por agravar aquilo que a sociedade já nos rouba.

 

Também eu, contribuo para este problema. Tornei-me "workaholic". Para além da "casa-trabalho", há tempo para o ginásio e pouco mais (tempo que faço questão de reservar para ficar "off the grid"). Depois entra-se numa espécie de espiral. Trabalha-se mais por necessidade ou ocupação do tempo, porque uma grande parte dos amigos partiu para o estrangeiro, mudou de vida ou simplesmente deixou de "responder" e depois acabamos por trabalhar demais, restando pouco tempo para sair e a vida social é escassa.

 

O segredo é perceber como podemos interromper esta espiral. Será suficiente tornar-nos "nómadas" ou isso é simplesmente uma fuga para resolver o problema essencial?

 

No fundo, é esta pergunta ou desafio que vos deixo, num post que acabou por se tornar um pouco mais pessoal, em jeito de desabafo, naquele que é um dos últimos posts que farei nesta versão do blog.

 

 

Lá mais para o final da semana, darei mais novidades sobre o futuro do blog e da minha presença digital (na realidade, pouco ou nada muda).

Desejo

16.01.15
Desejo

 

Não sou de fazer grandes previsões e desejos no início do ano. Mas este ano, há uma coisa que não me sai da cabeça fazer... assistir a um Grande Prémio de F1.

 

Vamos mudar um bocadinho o tom do blog, nesta minha tentativa de animar um pouco mais este espaço, numa altura que as redes sociais parecem padecer de algumas maleitas.

 

Feito o disclaimer, vamos então falar deste meu desejo. Nunca vi um Grande Prémio de F1. Mesmo no tempo em os bólides rolavam na pista do Estoril, não tive oportunidade de assistir. É verdade, que já não é a mesma coisa... mas o bichinho ficou.

 

Agora, o mais próximo que será possível assistir será a um Grande Prémio de Espanha em Barcelona ou aos treinos de Inverno em Jerez no primeira semana de Fevereiro ou em Barcelona no final de Fevereiro.

 

Veremos se não passará de uma ideia, que poderá ser sempre repensada em 2016... mas não gostaria de deixar passar muito mais tempo...

 

Faltam cerca de 55 dias para o início da temporada de 2015 e parece-me uma boa oportunidade para um vídeo com o balanço da temporada de 2014!

 

 

O Dia do Zé

31.08.14
O Dia do Zé

 

Este último fim de semana de Agosto de 2014 ficou marcado pela realização do “Ultra-Trail du Mont Blanc” em Chamonix, uma prova que acompanhei com especial atenção.


O Ultra Trail du Mont Blanc é uma prova com cerca de 166km, com desnível positivo de 9600m, com postos de abastecimento espalhados pelo percurso, onde os atletas têm oportunidade para mudar de equipamento, alimentar e fazer alguma recuperação física. O percurso atinge várias vezes os 2500m de altitude, num percurso que passa por três países (Suiça, França e Itália).


José Guimarães | Carlos Sá


A prova contou com a participação do já conhecido Carlos Sá, que ficou em 8º lugar e do Nuno Mendes da Silva, que ficou em 12º. Mas a comitiva portuguesa era composta ainda pelo José Guimarães.

 

E é a história do Zé que eu pretendo destacar.

 

Quis o destino que o Zé encontrasse na corrida e no exercício uma forma de se encontrar.

 

Após alguns anos a viver em pleno sedentarismo, uma partida do destino lançou o Zé para o mundo do desemprego e para uma situação com demasiado tempo em mãos, sem qualquer tipo de orientação.

 

O Zé não baixou os braços. Decidiu mudar de estilo de vida. Entre outras práticas saudáveis adoptou o exercício físico regular como parte do seu dia-a-dia e, apesar da corrida ser, na altura, um desporto desconhecido para o Zé, ele deu o benefício da dúvida e experimentou. Assim começou uma paixão.

 

Com os treinos descomprometidos, surgem os primeiros objectivos ou melhor, o primeiro grande objectivo:

 

Ser capaz de correr uma maratona ainda em 2011!


Maratona de Munique 2014

 

E assim aconteceu… em Outubro de 2011, o Zé completou a Maratona de Munique. Estava atingido o primeiro grande objectivo.

 

Como o Zé achava que esta experiência de vida, merecia ser partilhada, criou o “De Sedentário a Maratonista” (que depressa cresceu para o Facebook e Twitter). Felizmente, foi um projecto que vi nascer de perto e é com orgulho que vejo o caminho que o projecto percorreu até hoje… materializado no maior objectivo que o Zé estabeleceu há 2 anos (se não estou em erro): ser capaz de correr e completar o Ultra-Trail du Mont Blanc.

 

José Guimarães antes da partida para o UTMB 2014



No dia 31 de Agosto de 2014, com o dorsal nº 2528, o Zé completou o seu objectivo em 41h:43m:13s na posição nº 858, conseguindo a proeza de entrar no Top 900, mas o mais importante foi mesmo o facto do Zé ter conseguido cumprir o seu sonho, o seu objectivo, terminando a prova.

 

 

UTMB 2014

 


Eu sabia que ele perseguia este sonho e desde 6ª feira que me agarrei ao Live Trail, para acompanhar o dorsal nº2528 do Zé.

 

Assim que me apercebi que a prova se realizava este fim de semana, comecei a estar um pouco mais atento à realização do UTMB. Por isso, com algum entusiasmo, comecei a seguir pelo Live Trail, a prova do Zé, logo na partida e ao longo da prova, através do Live Trail, Facebook e do Twitter.

 

São imensas as histórias que nos inspiram, mas poder ter uma histórias destas, de forma tão próxima (apesar das nossas vidas se terem afastado um pouco), não posso deixar de ficar emocionado e inspirado pela história do Zé e de que forma vou poder dizer a outras pessoas:

 

“Estão a ver? Este é o Zé. Esta é a sua história.”

 


José Guimarães após ter terminado o UTMB 2014 | Foto: Luis Marôco

 


A história do Zé é muito mais do que isto…há um percurso, um caminho, feito de altos e baixos, com mais ou menos dificuldades. E a vida é como o Mont Blanc…com força, inspiração, sacríficio, empenho, cumprimos o nosso objectivo.

 

 

 

Post publicado em simultâneo no Medium 

Tanto para escrever...

01.06.14
Tanto para escrever...

 

Desde que tenho o blog, foi o terceiro mês, em que não consegui publicar um único post. Se calhar está na hora de regressar...

 

Como tem sido longos os dias, logo após a edição deste ano do Codebits e tanto para escrever. Safa-se apenas o que vou partilhando pelas redes sociais.

 

A inauguração do Village Underground Lisboa, a campanha daquela marca que  os Toastmasters, o Chromecast (se tudo correr bem, receberei entre amanhã e terça-feira) e a keynote de amanhã da Apple e as suas recentes aquisições e porque não...até fazer uma avaliação da crise política que atingiu Portugal e que merece alguma reflexão (a abstenção, o jogo político vs vida dos portugueses).

 

Foram assuntos que foram ficando para trás e que teriam merecido vários posts. Veremos o que nos reserva o futuro...este blog merece mais! :)

 

Manuel Forjaz

06.04.14
Manuel Forjaz

 

6 de Abril de 2014 ficará marcado como o dia em que Manuel Forjaz derrotou finalmente o cancro.

 

Já aqui fiz no blog, várias referências ao Manuel Forjaz. Quis o destino que apanhasse uma repetição do seu programa na TVI24, na madrugada passada, quando até estava à espera de ver uma repetição do "Governo Sombra", como seria de esperar.

 

Não via o programa há umas semanas e foi com agradável surpresa que vi um Manuel Forjaz na forma como o podem ver na imagem que ilustra este post. Sim, falo especialmente no cabelo, um visível sinal de recuperação. Sem saber, infelizmente, seria a última imagem que teria do Manuel Forjaz.

 

Fica a recordação, mas também o objectivo fazer cumprir a sua vontade: Seguirmos em frente, lutar pelos nossos sonhos e fazer acontecer.

 

Deixo-vos com uma TEDx Talk, onde estive presente (integrado na equipa que organizou o evento) e o Manuel Forjaz teve oportunidade de comparecer com uma daquelas intervenções disruptivas. Não é politicamente correcto, é polémico. Mas o seu discurso continuará a fazer sentido. Pelo menos para mim.

 

 

Senna

21.03.14
Senna

 

Hoje, Ayrton Senna faria 54 anos. Foi este brasileiro que me fazia colar à televisão todos os domingos em que havia um Grande Prémio de F1. Foi por causa dele que ganhei uma paixão imensa pelo desporto motorizado.

 

E de repente, este blog é só F1. Primeiro com a nova temporada de F1 e agora, com o aniversário de Ayrton Senna, eventualmente o mais talentoso piloto de todos os tempos e que nos deixou cedo demais.

 

As tardes de domingo eram especiais, porque havia um tal Senna a correr na televisão e desde que me lembro, ao volante de um mítico Lotus, preto e dourado (com o qual ganharia o seu primeiro Grande Prémio, em Portugal, no Estoril) e mais tarde, ao volante do ainda mais mítico McLaren, com as cores vermelho e branco.

 

Senna foi o rei do Mónaco. Senna foi protagonista de uma das maiores rivalidades, com Alain Prost. Fez milagres com carros que não eram competitivos. Depois de geração de Hunt e Lauda, Senna conseguiu trazer a F1 para níveis nunca vistos.

 

Partiu muito cedo, no GP de San Marino, em Imola em Maio de 1994. Foi um daqueles momentos, que ficou na memória colectiva...e cada um de nós, consegue descrever onde estava e o que estava a fazer.

 

Para quem não teve oportunidade de ver ou não teve oportunidade de viver todos aqueles momentos em directo, recomendo vivamente o documentário Senna (2010), um brutal filme sobre a vida deste brilhante piloto.

 




Nota: A imagem que ilustra este post é do McLaren MP4/8 de 1993. É o meu F1 preferido. Não foi o melhor. Mas, talvez por ser pilotado por Ayrton Senna e por causa da carreira dele na McLaren, foi um carro que me marcou. Quis o destino que a temporada de 1993 ficasse marcada pela fantástica volta à chuva em Donington Park e pelas vitórias em Interlagos (Brasil), Mónaco, Suzuka (Japão) e Adelaide (Austrália). De resto, o GP da Austrália, ao contrário do que acontece hoje, fechava a temporada e foi a última corrida ganha por Ayrton Senna.

 

 

 

Recife

20.02.14
Recife

 

Recife...e de repente, o Recife está nas bocas do mundo, por causa da emigração de Fernando Tordo e o terno post do seu filho, João Tordo, sobre a opção de vida do seu pai, aos 65 anos.

 

Quis o destino, que também eu estivesse "próximo" do Recife. Não, não vou emigrar...mas os meus tios vão. O meu primo já lá está...entretanto foi a minha tia e assim que possível, vai o meu tio.

 

Os meus tios estão longe de merecer o estatuto de "reformados" e o meu primo está na flor na idade...com imensas ideias e projectos. Sendo ele "chef" (não faço ideia se devo escrever desta forma), optaram por apostar num projecto de restauração e hotelaria, precisamente no Recife, para onde vai Fernando Tordo. Por isso, consigo identificar-me completamente com o texto do João Tordo, o seu filho. 

 

Mas houve outra questão que me impressionou no texto do João Tordo...o ódio. Reconheço que não sou fã do trabalho do seu pai. Reconheço a sua importância, nos anos 70, nos difíceis anos pré-revolução. Para lá disso...a figura "Fernando Tordo", pouco ou nada me diz. No entanto, isso não significa que tenha que odiar o senhor. Não o conheço e até me reconheço nas motivações para abandonar um país, que tudo tem feito nos últimos anos, para que o seu povo perca a esperança.

 

Infelizmente, nas mais diversas áreas sinto esse ódio. Há falta de tolerância..."Se não é branco, é preto." "Se não estou a favor, é porque estou contra." e esquecem-se que há um meio-termo...uma zona de discussão cada vez mais curta, onde a hipocrisia tem ganho espaço.

 

Neste caso...era preferível ver um artista com o historial de Fernando Tordo (repito, goste-se ou não) a caminhar para a pobreza? A depender de subsídios? Receber 200 euros da SPA (lembram-se da revisão da Lei da Cópia Privada e da eliminação das entidades intermediárias)? Fernando Tordo não baixou os braços...foi à luta e aposta numa aventura brasileira no Recife e espero que tenha imensa sorte e consiga cumprir o seu sonho, exactamente o mesmo que desejo às pessoas que me são próximas e que se viram obrigadas a viver o sonho, fora de Portugal ou de Lisboa. E quantas pessoas "perdi" nos últimos anos. Custa-me falar no assunto. Fico deprimido só de pensar.

 

Se há revolta que devemos ter...é com este país e com quem nos governa. Esses sim, merecem o nosso ódio. Agora...aquela pessoa que decidiu prosseguir com os seus sonhos fora do país...por muito que me custe...só tenho que apoiar e esperar (cada vez com menos esperança) que essas pessoas regressem um dia.

 

Sim...este é um post mais pessoal, daqueles que deixei de fazer...tratando-se de um assunto, com o qual não me sinto confortável.

 

 

Ah! E já agora, quando forem ao Recife, passem pelo Sardinha! ;)

The Armstrong Lie

16.02.14
The Armstrong Lie

 

Há cerca de um ano, em entrevista à Oprah, Lance Armstrong confessava o que já muitos assumiam como dado adquirido: Lance Armstrong tinha conseguido conquistar os 7 Tours de França dopado.

 

O documentário "The Armstrong Lie" começou a ser desenvolvido para documentar o regresso de Armstrong em 2009 ao Tour de França e logo na altura se colocava a questão: "Porquê?"

 

Mas os acontecimentos seguiram outro caminho. Lance Armstrong ficou em 3º no Tour de 2009 e foi a partir desse Tour que os holofotes se viraram em definitivo para o norte-americano e o próprio assume-me. Se não tivesse regressado, talvez a história fosse diferente...muito diferente.

 

Assim, o documentário, que tinha objectivo, retratar o regresso do campeão, passou a ser um documentário para explicar o início do fim do campeão e de que forma, foi apagado dos registos.

 

O documentário da autoria de Alex Gibney (que se viu, no meio de uma autêntica guerra, pelo facto de ter acesso exclusivo a Lance Armstrong em 2009), tenta traçar o perfil de Lance Armstrong e daqueles que colaboram com uma das maiores mentiras e decepções da história do desporto.

 

Projectos e Ideias: 28 Minutos e 7 Segundos de Vida

03.02.14
Projectos e Ideias: 28 Minutos e 7 Segundos de Vida

 

Sim...vou voltar a falar do Manuel Forjaz...porque estaria longe de imaginar que estaria para começar na TVI24, o extraordinário "28 Minutos e 7 Segundos de Vida".

 

A ideia destes posts de 2ª feira, seria destacar todo o tipo de projectos, mais ou menos conhecidos e estaria longe de pensar em destacar um programa de televisão.

 

Quando ouvi falar do "28 Minutos e 7 Segundos de Vida", julgava que seria um programa de entrevistas, liderado pelo José Alberto Carvalho (outro grande profissional da comunicação) e o programa de estreia teria a presença do Manuel Forjaz. O momento e o contexto era o mais indicado.

 

No entanto, descobri pelas partilhas nas redes sociais que andava por aí, o vídeo do primeiro programa e melhor do que isso...rapidamente percebi que o programa contará com a presença permanente do José Alberto Carvalho e do Manuel Forjaz.

 

O primeiro programa foi dedicado ao "Sentido da Vida" e foi inevitável não tocar na questão do cancro e estou na expectativa para ver os próximos programas.

 

O programa será semanal, transmitido às quartas-feiras, às 23h. Em cada semana... um tema: com ideias, vídeos, ferramentas para refletir e aproveitar cada aspecto da nossa vida. Cada momento. Cada gesto, sentimento ou afeição. Ou cada falhanço.

 

Eu fiquei viciado...e vocês?