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iPhil

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Nómadas Modernos

21.01.15
Nómadas Modernos

 

Em Outubro, descrevia a aventura da Rafaela Mota Lemos, durante 3 meses em NYC, num projecto que inclui 5 cidades diferentes. Agora, o jornal Público descreve o que isso dos "Nómadas Modernos".

 

No passado fim de semana, o jornal Público, publicou uma peça dedicada aos "Nómadas Modernos", pessoas que decidem mudar a sua vida, têm um momento disruptivo e partem à descoberta de todo um mundo novo.

 

Recomendo uma leitura atenta do artigo. Aposto que muitos de vós têm um certo bichinho por este conceito. Mas a esmagadora maioria, por diversos motivos, não poderá fazê-lo e por isso, deixo aqui algumas frases chave.

 

O que é difícil, considera Gustav, são duas coisas: ter um bom emprego (porque é muito difícil encontrar quem queira empregar um nómada) e gerir a mente (que “às vezes trabalha contra nós”).

 

Esta primeira frase, define de forma exemplar, duas premissas essenciais para seguir este estilo de vida. É verdade que há países onde é possível viver com 5 euros/dólares por dia (como foi o caso de Susana Eisenchlas e Carlos Alperin no período em que estiveram na Índia). Mas é sempre necessário garantir algum tipo de rendimento. Há viagens para fazer. Há uma vida para manter. Não fico admirado que muitos destes "nómadas" sejam freelancers ou o seu trabalho pode ser feito à distância e através da Internet, o que lhes permite trabalhar em qualquer ponto do planeta. Como já referi, a grande maioria não tem esta flexibilidade. Sim, existem aqueles que efectivamente abandonam o seu emprego e mudam radicalmente de vida, mas não sejamos hipócritas. Ou têm um "pé de meia" bem jeitoso ou têm a ajuda dos pais (e atenção, não há nenhum problema nisso).

 

E a mente?

 

No artigo, a Rafaela Mota Lemos, cujo projecto, tive oportunidade de destacar em Outubro, refere que ainda está a "processar" a experiência nova-iorquina. Na realidade, não é a primeira pessoa que tem uma certa dificuldade em partilhar a sua experiência enquanto esteve em NYC. Eu próprio, que tive por duas vezes, sempre em férias, tive a minha dose. De facto, houve "momentos" que me faziam repensar uma série de coisas e sentia que todos aqueles que escolhessem viver em NYC, seriam "engolidos" pela cidade que nunca dorme.

 

Ou seja, mesmo quando nos encontramos na nossa zona de conforto, é possível sentir a nossa mente a trair-nos. Imagino como será em situações extremas... ou não imagino...

 

Outros temas que não vejo abordados nestas peças são o elemento "família" e "filhos". Já referi a questão do trabalho e do rendimento. E quando já existe uma família constituída e filhos pequenos? Qual é a percentagem de "nómadas" nestas condições?

 

“Tínhamos muito pouco e tudo o que precisávamos estava nas nossas mochilas. Sentia que podia viver em qualquer lado.

 

Posse. Propriedade. Ora aí está um factor e uma forma de estar muito portuguesa. O português tem que ter, possuir e se possível, melhor que o do vizinho. Eu próprio até defendia essa posição, especialmente quando falava da casa ou do automóvel. Hoje, defendo que devemos possuir o menos possível. Primeiro, pelos impostos que nos cobram e depois, pelo efeito libertador de não ter essas ligações tão pesadas e definitivas, como uma casa. Há arrendamento, há renting, há leasing... 

 

Há dias, ouvia uma conversa durante o almoço e a forma como eram defendidos os argumentos: comprar casa vs arrendar casa. Não é um tema que consiga gerar unanimidade. Nota-se imenso o peso cultural, quando se tenta defender o factor "comprar casa".

 

Não vou trazer para a discussão se a esmagadora maioria dos portugueses conseguia suportar as rendas associadas à casa e ao automóvel, em simultâneo. Certamente que não. Mas por uma questão de principio, faz-me cada vez mais sentido "não comprar" em oposição ao "arrendar" ou "alugar". Um dia, só uma mochila bastará e não é preciso ser-se "nómada". Cada vez mais teremos que estar preparados para uma vida mais móvel, mesmo que isso ocorra no nosso país.

 

“A minha vida não está completa, estou a perder o mundo”

 

Mas e esta vontade em conhecer e partir? Falo por mim, está sempre presente. Sempre. E condições? Nem por isso. Não tenho espírito para isso. Faço o que gosto. Trabalho com pessoas fantásticas. Mas há um profundo e preocupante vazio... lembram-se da "traição da mente"?

 

Bom, a Rita Golden Gelman, retratada na peça do "Público", tem 77 anos e tornou-se "nómada" com 48 anos... quero achar que ainda vou a tempo.

 

Uma amiga minha dizia que não sabia o que me contar porque a sua vida era casa-trabalho.

 

Considero que este é um dos maiores "cancros" da nossa sociedade. Somos absolutamente sugados pela sociedade em que vivemos e muitos de nós, temos a tendência, por apatia, falta de dinheiro ou outros factores, por agravar aquilo que a sociedade já nos rouba.

 

Também eu, contribuo para este problema. Tornei-me "workaholic". Para além da "casa-trabalho", há tempo para o ginásio e pouco mais (tempo que faço questão de reservar para ficar "off the grid"). Depois entra-se numa espécie de espiral. Trabalha-se mais por necessidade ou ocupação do tempo, porque uma grande parte dos amigos partiu para o estrangeiro, mudou de vida ou simplesmente deixou de "responder" e depois acabamos por trabalhar demais, restando pouco tempo para sair e a vida social é escassa.

 

O segredo é perceber como podemos interromper esta espiral. Será suficiente tornar-nos "nómadas" ou isso é simplesmente uma fuga para resolver o problema essencial?

 

No fundo, é esta pergunta ou desafio que vos deixo, num post que acabou por se tornar um pouco mais pessoal, em jeito de desabafo, naquele que é um dos últimos posts que farei nesta versão do blog.

 

 

Lá mais para o final da semana, darei mais novidades sobre o futuro do blog e da minha presença digital (na realidade, pouco ou nada muda).

Odisseando

13.10.14

Odisseando

"O meu nome é Rafaela. Sou uma tradutora portuguesa, apaixonada pela vida de freelancing e pelo conceito de coworking." Ou a pessoa com o espírito nómada, que todos nós gostávamos de ter.

 

Há algum tempo atrás o meu caro amigo Jorge, falava-me recorrentemente de um projecto que estava prestes a ser iniciado pela sua amiga, Rafaela Mota Lemos e que era tão somente, um sonho antigo de cada um de nós e que a Rafaela acabaria por concretizar dentro de pouco tempo.

 

Não sei precisar quando tivemos essas conversas sobre o projecto da Rafaela... mas fiquei com o bichinho de saber um pouco mais. O tempo passou e quis o destino que a Rafaela já tivesse passado por Lisboa (naturalmente), Milão e Rio de Janeiro. Quis o destino que os mundos da Rafa e do iPhil colidissem nos últimos dias, pouco depois da Rafaela chegar a Nova Iorque ou a New York City, como eu gosto de dizer.

 

Odisseando | New York City

 

 

Neste universo digitalizado, acabei por reparar que amigos comuns tinham feito Like e comentado uma foto e um texto já publicado a partir de NYC. Foi o clique que eu precisava para conhecer finalmente o projecto "Odisseando".

 

"Home is where I am"

 

A Rafaela é tradutora, é apaixonada pela vida de freelancing e pelo conceito de coworking. Na realidade, o projecto tem como premissa "Home is where I am" e surge da necessidade da Rafaela colocar um desafio a ela mesma e de viver em cidades em que sempre desejou viver, como Milão, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Nápoles, Luanda e Telavive.

 

Eventualmente, mais cidades podem ser acrescentadas a esta lista. São 3 meses em cada uma, com o objectivo de se tornar numa local, mantendo uma rotina de trabalho e de vida social, como qualquer pessoa, passando rapidamente de turista a residente e local.

 

Considerando-se uma "nómada digital" (adoro a expressão) que se desafiou a viver durante dois anos pelo mundo fora, seria impossível não partilhar a sua experiência nas plataformas em que nos habituámos a partilhar as nossas experiências e emoções, como os blogs ou as redes sociais, seja através de texto, fotografia ou vídeo (e pareceu-me ser a pessoa ideal para experimentar os mais diversos formatos).

 

Odisseando

 

Pelo Twitter, pelo Facebook, pelo Instagram, pelo Tumblr ou através do Blog, não deixem de acompanhar as aventuras da Rafaela pelo mundo e nos próximos meses, pela "minha cidade"... New York City e futuramente por Nápoles, Luanda e Telavive.

Bucket List

02.01.14
Bucket List


Não sou dessas coisas da "Bucket List", mas o show oferecido pelo Dubai nos festejos de Ano Novo, obrigaram-me a rever a minha "lista", se é que ela existe.

 

Detesto promessas e "listas". Normalmente, é uma forma de nos lembrarmos das coisas que vamos adiando de forma permanente e por isso, não tenho uma "Bucket List" oficial. Mas isso não significa que não tenha aquelas coisas e eu considero como "um dia, tem que ser".

 

Por acaso, em 2013, posso dizer que um desses momentos aconteceu mesmo, quando estive no circuito do Estoril em Agosto.

 

No primeiro dia do ano, começa a ser tradição, rever no YouTube (evitam-se os bebedos das notícias) os festejos do Ano Novo no resto do Mundo, onde se destaca: Sydney, Dubai, Londres, Madeira (apesar de tudo, acho que merecem o destaque), Rio de Janeiro e Nova Iorque.

 

Espera... Dubai? Sim, o Dubai e por este andar, fica mesmo no roteiro (nem que seja imaginário) dos festejos de ano novo. Diz que este ano, bateram o recorde do Guiness, com o fogo de artíficio nas ilhas artificiais Palm Jumeirah e The World.

 

Para que não vos falte nada, deixo-vos com os vídeos dos festejos no Burj Khalifa (estejam atentos ao minuto 4:34...pode ser que reconheçam a música da Dulce Pontes) e das ilhas Palm Jumeirah e The World.

 


Link do Vídeo

 


Link do Vídeo

 

Rita à volta do Mundo

20.11.12
Rita à volta do mundo

 

Nos dias que correm, é complicado ou tornou-se menos importante descobrir novos blogs. Excepcionalmente, surge mais um. Sempre tive um fascínio por viagens e por descobrir novos mundos, mesmo que seja através de outros olhos.

 

Foi o caso do blog da Rita da Nova, o "Rita à volta do Mundo" (e ainda por cima, no Sapo) e o blog receberá novos textos, no âmbito do inter-rail realizado pela Rita entre Outubro e Novembro e que tivemos oportunidade de acampanhar através do Instagram. Considerando os textos já publicados sobre Veneza, Paris, Praga, Budapeste e Sarajevo, então os próximos textos prometem bastante, até pelas emoções que transparecem através das palavras da Rita.

 

Sem dúvida, um blog para acompanhar e subscrever no vosso leitor de feeds.

This is NYC

16.09.12

Sonia's Travels

 

 

Vamos lá mudar um bocadinho do tom do blog. De repente, este blog, tornou-se numa espécie de mural, daqueles que ainda se viam em Lisboa, nos anos 80, no tempo da APU (e atenção, não sou de esquerda).

 

 

Por estes dias, estão a fazer dois anos que estive pela última vez em Nova Iorque e se for possível, embora o horizonte não pareça favorável, gostaria de voltar, pelo menos, em 2014.

 

 

Hoje, através de uma partilha no Google+, descobri a Sonia Gil e o seu canal YouTube Sonia's Travels. Nem de propósito, nesta altura, estão a ser publicados os vídeos dos diversos bairros de Nova Iorque. Felizmente, deu para conhecer ligeiramente a maioria e estes vídeos fazem um retrato muito interessante e fidedigno da cidade de Nova Iorque e como são diferentes os bairros que compõem a cidade que nunca dorme.

 

 

San Francisco

04.09.12
San Francisco

 

 

E continuamos do outro lado do Atlântico. Hoje, em conversa com colegas, falava-se em viagens e rapidamente acabámos nas pesquisas. Um conhece um site...outro conhece outro site.

 

 

O resultado foi perceber que há uma hipótese de ir a São Francisco, por um preço simpático. Este ano, já não será possível...mas quem sabe, não será o destino para o ano?

 

 

Era uma viagem que já ambicionava fazer. Ter a possibilidade de fazer as visitas aos locais emblemáticos de São Francisco, mas também passar pela sede da Apple em Cupertino e passar por Petaluma, num domingo, para poder conhecer o Leo Laporte e assistir em directo à gravação de um TWiT (This Week in Tech). Obviamente, que será um dia aproveitado, se possível, para conhecer a zona de vinhos de Sonoma e Napa.

 

 

Rita na China

09.08.12
Rita na China

 

 

Há muito que andava para fazer este plug, mas o tempo...vocês sabem...

 

 

A Rita Fresh e o pessoal da Jing-She (o Alexandre e o Luís), estiveram há um ano, na China Wudang Kung Fu Academy, na vila Wudangshan, província de Hubei no centro da China. Tratou-se, naturalmente de uma viagem e de uma experiência que marca toda uma vida.

 

 

Rita Fresh

 

 

Um ano depois, a Rita está a publicar no seu blog, posts que relatam os episódios que marcaram a viagem de há ano. Passem pelo blog e leiam as crónicas da Rita na China.