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iPhil

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CES 2015 - Balanço

11.01.15
CES 2015 - Balanço

 

Foi um final de semana, absolutamente épico, que me impediu de acompanhar os dias 2 e 3 da CES 2015. NA medida do possível aqui fica o balanço da edição deste ano, que deixa mais questões do que respostas.

 

Televisores 4K & Beyond

Havia imensa expectativa em torno do que podia ser apresentado, quer em termos de hardware, ecrãs e conteúdos. Por um lado, de facto houve novidades interessantes. Por outro, a abordagem foi muito conservadora.

 

Samsung SUHD TV

  

Quantum Dots

 

 

As marcas aproveitaram para apresentar alguns modelos que incorporam tecnologia que pretende trazer com a melhor qualidade possível os actuais conteúdos em HD para o universo 4K. Foi o caso da tecnologia "quantum dot" da Samsung.

 

No caso dos interfaces, destaque para a força presença do Google e da plataforma Android TV, que marcará nas principais marcas de televisores. A primeira a fazê-lo em grande foi a Sony.

 

Sony 4K | Android TV

 

 Ou seja, havia uma hipótese, que fossem apresentados alguns protótipos 8K, mas foi o 4K que esteve em grande, ainda com muitas dúvidas, uma vez que faltam conteúdos em 4K e os mesmos são difíceis de distribuir, considerando as estruturas actuais e os tarifários praticados pelos operadores de internet fixa e móvel. Foram anunciadas algumas parcerias para a distribuição de conteúdos em 4K. Veremos na prática no que vai resultado.

 

Para o movimento CordCutters, o Sling TV foi uma simpática novidade. Mas é preciso não esquecer que o seu modelo de negócio baseia-se num modelo desactualizado, isto é, através desta plataforma, é possível ter um serviço de televisão via Internet. A questão é que a forma de consumo mudou e não basta passar a distribuição do cabo ou da fibra para a web. A tendência será ter acesso a um conjunto de contéudos... filmes, séries ou eventos específicos.

 

Sling TV

 

Automóveis e a tecnologia

A CES 2015, foi marcada, sem dúvida, pelas novidades apresentadas pela indústria automóvel, em que a BMW demonstrou um sistema anti-colisão, com obstáculos, peões ou outros veículos. A BMW foi mais longe e apresentou uma solução compatível com alguns smartwatches que permite que o veículo de forma autónoma consiga encontrar um lugar de estacionamento.

 

BMW i3 - Sistema anti-colisão

 

 A Audi foi a demonstração com maior destaque, com a apresentação do sistema "Audi Piloted Driving". Até à realização da CES, o ponto alto desta tecnologia tinha sido demonstrada em Hockenheim, quando a Audi colocou em ritmo de corrida um dos modelos A7 disponíveis com esta nova tecnologia, que dispensa totalmente o condutor. Para a CES, o teste passava por transportar jornalistas de Silicon Valley e Las Vegas. Impressionante. Sem dúvida.

 

Audi Piloted Driving

 

 Mas a indústria automóvel veio para ficar. As principais keynotes foram das responsabilidade das principais marcas de automóveis, uma semana antes do seu próprio evento em Detroit. O que comprova o peso que a CES passou a ter na estratégia destas empresas.

 

IoT - Internet of Things

Obviamente, seria um tema obrigatório. Mas pela cobertura que foi dada pela imprensa, porque efectivamente estamos longe, muito longe do cenário ideal. O que foi para mim, uma desilusão, especialmente após o lançamento das plataformas de desenvolvimento da Apple com o Home Kit e o Android Home.

 

Há projectos interessantes, como o pseudo-ecossistema da Samsung ou o WeMo da Belkin. Mas, nada de disruptivo foi apresentado na CES.

 

Internet of Things

 

 

Game of Drones

De forma surpreendente, os drones marcaram uma forte presença, especialmente com a DJI e o seu Inspire 1.

 

DJI Inspire 1

 

 Mas foram apresentados drones para todos os gostos, com destaque para os drones apresentados na keynote da Intel, que utilizam a tecnologia RealSense, uma plataforma que estará disponível, praticamente em todos os equipamentos e cenários onde a tecnologia poderá ter um papel ou uma função. Podemos estar a falar de um drone que se torna autónomo e "lê" o ambiente que o rodeia, até ao cego que utiliza um colete que o ajuda a evitar obstáculos.

 

Pessoalmente, acho que a utilização dos drones deverá ser regulamentada e fiscalizada. Felizmente, ainda não houve uma massificação destes equipamentos. Eventualmente, essa regulamentação só será feita, depois de um acontecimento grave, envolvendo drones.

 

Ainda há PCs...

Sim, sou um feliz utilizador Mac desde 2007. Não pretendo voltar. Mas não posso deixar de estar atento às novidades (e espero bastante do novo Windows 10). E há pelo menos 3 novidades apresentadas na CES, que eu não posso deixar de destacar.

 

Dell XPS 13

Fiquei bastante impressionado com o novo Dell XPS 13. É lindíssimo. É tudo ultra naquela máquina. O design. O ecrã. Se tivesse que comprar um portátil, faria tudo para conseguir comprar este XPS 13. Nos EUA, tem como preço inicial $799.

 

Dell XPS 13

 

Lenovo ThinkPad X1 Carbon

A estrela da CES foi o Lenovo Yoga, mas aquele que me deixou igualmente babado foi o Lenovo ThinkPad X1 Carbon. Desde sempre que oiço falar da robustez destas máquinas e se há máquina que mostra isso é este modelo do Lenovo. Outro facto curioso foi o site criado pela Lenovo, apenas com produtos que foram apresentados na CES 2015.

 

Lenovo ThinkPad X1 Carbon

  

Intel Stick

As boxes Android são uma realidade há muito tempo. A CES trouxe-nos os televisores com Android TV e hardware compatível. Depois do Chromecast, do Roku ou do Fire Stick da Amazon, agora é possível transformar o vosso televisor num computador Windows 8.1, com o Intel Stick.

 

Intel Stick

Wearables e smartwatches

Outra desilusão... wearables e smartwatches. Aparentemente o mercado está em suspenso para ver o que acontece com o Apple Watch, que poderá ser lançado em Março. Mesmo assim, houve apresentações bem interessantes, que merecem destaque:

 

Sony SmartWatch 3

Sony SmartWatch 3

 

 

LG webOS smartwatch

LG webOS smartwatch

 

Alcatel One Touch Watch

Alcatel One Touch Watch

 

Withings Activité Pop

Withings Activité Pop

  

E o pior?

Essa é fácil... Selfies e Belfies Sticks... porquê? PORQUÊ?

 

Belfie Stick

 

 

E havia muito mais, mas muito mais para referir... por isso, deixo-vos o desafio para revelarem as vossas escolhas ou passaram pelas escolhas do The Verge ou 257 Gadgets em 3 minutos.

 

 

CES 2015 - Dia 0

07.01.15
CES 2015 - Dia 0

 

Automóveis, automóveis, automóveis e mais automóveis. Parece que o cruzamento entre tecnologia e a indústria automóvel veio para ficar. Mas não só... há mais cruzamentos... alguns inesperados, outros nem tanto!

 

No momento em que escrevo este post, a CES vai no primeiro dia oficial e decorre a keynote oficial de arranque do evento, que actualmente é da responsabilidade da Intel. Mas muito já aconteceu, no chamado "Press Day" e será complicado resumir tudo num único post. Vou tentar fazê-lo.

 

4K, 4K, 4K

No último post, apontei que podíamos ter algumas novidades nas resoluções apresentadas pelos fabricantes de televisores. Contudo, parece que houve uma clara aposta em mais e melhor 4K (com o maior ou mais fino ecrã e a tecnologia Quantum), apostando antes em conteúdos, aplicações e mais importante do que isso, uma clara aposta na optimização do interface e menus. É aqui que encontramos o primeiro cruzamento... com tablets. Aparentemente, a experiência "second screen" com tablets, demonstrou aos fabricantes que o caminho a seguir, deveria ser o da implementação de interfaces baseados em tablets. A Sony optou por incorporar hardware optimizado para receber o Android TV da Google (deixando por isso cair o projecto Google TV). A Samsung optou por integrar o seu antigo sistema operativo Tizen e integrá-lo nos televisores. Neste caso, cai o conceito "SmartTV".

 

Samsung 4K TV

Sony 4K TV

 

 

 

Em jeito de "spoiler", diz-se que a indústria chinesa vai responder em força às concorrentes coreanas, como são os casos da TCL e da Hisense (nomes para começar a reter).

 

Fazendo um curto enquadramento com o cenário em Portugal, é curioso ver o aparente desinteresse na adoptação do HD, quando o 4K já está aí, em grande força, porque ao contrário do HD, tudo leva em crer que os fabricantes, a indústria cinematográfica, os produtores de conteúdos, os distribuidores de conteúdos e especialmente os utilizadores e consumidores estão a adoptar muito rapidamente o 4K. O que é um contraditório, quando pensamos nas necessidades em termos de largura de banda e limites de tráfego e a forma conservadora como os operadores de Internet olham para esta tecnologia. Portugal, parece alheado disto tudo.

 

Internet of things e wearables

Este "report" é baseado no que foi possível ver e ler no dia 0 e aparentamente estas duas categorias não surgiram com a força que era esperada. A Alcatel e a Sony apresentaram os seus novos smartwatches, mas a principal novidade ou curiosidade tem a ver com o maior ponto fraco destes equipamentos: autonomia. Tudo indica que estes dois novos modelos apresentam uma autonomia de 2 dias. O melhor apresentado até hoje. Considerando que a Apple se prepara para lançar (em Março) o muito aguardado Apple Watch, ficará a curiosidade em saber se a Apple vai a tempo de conseguir garantir, pelo menos, 2 dias de autonomia. Ou até mais do que isso.

 

sony-watch

 

alcatel-one-touch

 

 

E "Internet of Things"? Eu diria mais "Internet of All Things". Parece que a Samsung tem uma ideia muito clara do futuro e que o futuro é o presente... E começa com a sigla "IoT"!

 

 

 

Eu vejo este vídeo e limito-me a ver alguns conceitos engraçados... todos eles perfeitamente reais e acessíveis a todos nós. Com um pequeno detalhe... o ecossistema. Com a ausência de uma verdadeira standardização entre plataformas, equipamentos e sistemas operativos, ficará complicado alinhar de forma harmoniosa, o nosso carro, com o nosso smartphone, com o nosso smartwatch e que por sua vez, terão que ser compatíveis com os equipamentos de automatização da nossa casa e todos os equipamentos que fazem parte desse universo, desde o televisor até ao frigorífico ou máquina de lavar roupa.

 

 Apesar da existência de alguns SDKs de desenvolvimento para developers, parece que a standardização está ainda distante.

 

Automóveis, Automóveis, Automóveis

Mercedes, Audi, Wolkswagen e Hyundai são algumas marcas de automóveis que marcam presença oficial na CES 2015, confirmando de uma vez por todas, que a indústria automóvel veio para ficar.

 

Depois de uma experiência de cegueira, a indústria automóvel percebeu finalmente que a tecnologia teria que fazer parte do futuro da indústria automóvel. E a vários níveis. A um nível mais básico, incorporando o nosso smartphone e o respectivo ecossistema no dashboard e sistemas do carro. Estou naturalmente a referir os sistemas Android Auto e Apple CarPlay. Quando foram anunciados, estava com algum receio que as marcas acabassem por escolher uma plataforma em detrimento de outra. Felizmente parece isso não vai acontecer a Parrot parece indicar o caminho (especialmente para os automóveis actuais ou mais antigos), isto é, os sistemas incorporados, serão em teoria, compatíveis as duas plataformas.

 

 

 

As marcas estão no entanto, a recorrer à tecnologia também na segurança e a níveis nunca vistos. No ano passado já tínhamos assistido ao estacionamento automático e autónomo, sem condutor, da Audi. Este ano, a BMW apresentou um sistema semelhante e ainda lhe acrescentou as funcionalidades que permitem que o veículo possa colidir com qualquer objecto, seja uma parede, um muro, outro veículo ou um peão.

 

 

 

Mas o que impressiona verdadeiramente são os sistemas da Audi, instalados no Audi A7 e testados nos protótipos RS7, sendo que, parte da tecnologia é da Nvidia, que fez questão de incluir a Audi na sua própria apresentação. Nessa mesma apresentação, o representante da Audi fez questão de resumir o que tem sido desenvolvido, na parceria Audi/Nvidia e que o expoente máximo foi apresentado na última corrida do DTM em Hockenheim, com a demonstração do Audi RS7 em pista, sem condutor em ritmo de corrida.

 

 

 

Para a CES, a Audi decidiu testar a longa distância, transportando jornalistas durante 2 dias entre Silicon Valley e Las Vegas para a CES. O teste em Hockenheim, em ritmo de corrida correu de forma espectacular. Estou curioso por ver o resultado desta primeira viagem longa dos Audi A7 sem condutor.

 

Mercedes

 

 

A Mercedes preferiu apostar num conceito, onde o automóvel é um espaço partilhado de trabalho ou lazer, em que o condutor é dispensável, apesar da existência do volante e que é inteligente o suficiente para interargir com o espaço que o rodeia, através de referências visuais como os LEDs frontais e traseiros.

 

 

 

Resta saber o que aconteceu aos automóveis do Google e qual é o ponto de situação do projecto.

 

Nvidia

 

 

Mas há mais... as marcas estão a desenvolver interfaces baseados em gestos, como o Kinect (é curioso, já não termos necessidade de comparar com o "Minority Report"). Pessoalmente, não sei se me convence, por causa da aprendizagem de que necessidades, quando já estamos habituais aos interfaces multitouch do iOS e Android, quando estes até estarão disponíveis via CarPlay ou Android Auto.

 

BMW Parking

 

 

Algo me parece evidente... tal como nos televisores, também nos automóveis há um cruzamento com os tablets e os enormes ecrãs multitouch no dashboard central dos automóveis. Outra tendência foi a interacção entre os automóveis com os smartwatches, evocando uma certa e determinada memória dos anos 80...

 

 

 

A BMW apostou numa parceria com a Samsung com tablets e smartwatches e a Hyundai apostou numa aplicação para Android Wear, em que é possível controlar algumas das funções básicas do automóvel.

 

Então e motas??

Sim, sendo eu agora uma espécie de motard... (sim, não devo passar da Scooter), não esperava ver absolutamente nada, até ver isto...

 

Gogoro

 

 

 

 

Falo da SmartScooter (acabei de inventar a categoria) Gogoro, uma startup criada por alguns ex-colaboradores da HTC (análise da Forbes).

 

E não há mais nada??

Sinceramente, tirando os habituais "mais rápido, mais fino e com maior resolução", as estranhas keynotes e o louco da ASUS, não há muito mais a destacar deste dia 0 da CES e para ser sincero, pouco mais haverá para mostrar, embora o novo Dell XPS 13 me tivesse impressionado bastante... e é "só" um portátil.

 

 

O que esperar da CES 2015

05.01.15
O que esperar da CES 2015

 

Como é habitual, no início de cada ano, logo na primeira semana, começa em Las Vegas a CES ou International CES, como a organização deseja que seja identificada a maior exposição de tecnologia do mundo.

 

A edição de 2014, ficou marcada pela forte presença da indústria automóvel, dos wearables e das televisões 4K, confirmando o fim do 3D. Como será então a CES 2015?

 

Em jeito de "preview", posso dizer com alguma segurança, que a indústria automóvel veio para ficar na CES, seja através da nova tecnologia aplicada aos motores híbridos e recuperação de energia (como podemos ver nas "power units" V6 híbridos na F1), quer através dos veículos com novos sistemas de segurança e condução automática, sem recurso a condutor. No ano passado, várias marcas já fizeram apresentações bem interessantes. Este ano, um rumor (já não é exactamente um rumor) aponta que a Audi transportará jornalistas dos respectivos hóteis para os locais onde se realiza a CES, recorrendo ao Audi A7 sem condutor. Recordo que o percurso implica percorrer um trajecto real em plena Las Vegas, cidade onde se realiza o evento.

 

Estou igualmente curioso com os sistemas Apple Carplay e Google Android Auto que serão lançados, não só com os novos modelos, mas para os modelos mais antigos. Parece que uma das marcas há mais tempo no mercado com produtos que tentam levar o séc. XXI para os automóveis, a Parrot, vai anunciar uma muito aguardada actualização do seu sistema Asteroid, até aqui, apenas disponível com o sistema Android 2.3. Segundo o The Verge, o novo sistema será compatível com os sistemas Apple e Google, sendo a sua "killer feature".

 

Mas haverá muito mais para ver na CES 2015. Com certeza que teremos muitos relógios e wearables, uma vez que ainda nos encontramos no período em que a Apple já apresentou o Apple Watch, mas ainda não anunciou a sua data de lançamento e gama de preços para os diversos modelos. Com este cenário, todos os concorrentes, "em desespero", vão tentar apresentar os seus modelos ou os modelos actualizados das marcas que já marcavam presença no mercado, como o Pebble.

 

As últimas versões do iOS e Android apresentam SDKs de desenvolvimento para dispositivos de "home automation", mas a indústria pouco ou nada apresentou desde a apresentação das SDKs. Será na CES 2015 que veremos toda uma gama e variedade de produtos dedicados a essa área de negócio?

 

4K? 8K? Standard para o 4K? Julgo que no universo dos televisores veremos novos televisores e novas câmaras 8K. Mas convém fechar de uma vez por todas, a questão do formato standard para o 4K. De qualquer forma, a ausência de um standard e a difícil forma de distribuição (por causa da largura de banda e tamanho dos ficheiros), podem oferecer aos modelos Full HD/1080p, alguma margem de desenvolvimento, com um custo cada vez mais baixo, enquanto a indústria terá que tomar decisões em relação aos formatos seguintes.

 

As primeiras apresentações e keynotes, começam hoje mesmo, dia 5 de Janeiro, por volta da 17 horas, hora portuguesa. Tanto quanto possível, espero fazer alguns posts, que consigam resumir o que vai acontecer nos próximos dias em Las Vegas.

 

Quem quiser, pode ir acompanhando tudo o que vai acontecer em Las Vegas, através do The Verge - theverge.com/ces-2015.

O Melhor de 2014: iPhone 6

17.12.14
O Melhor de 2014: iPhone 6

A equipa dos Blogs do Sapo, lançou-me o desafio de apresentar o meu destaque Tech ou Objecto do Ano de 2014. Eu sei, a minha escolha é mais ou menos óbvia... o iPhone 6.

 

Vamos perceber o porquê da minha escolha em 3 grandes tópicos:



HYPE

O iPhone foi originalmente apresentado em Janeiro de 2007 e lançado em Junho do mesmo ano. Ou seja, há mais de 7 anos, o iPhone veio revolucionar o mercado dos telemóveis e dos smartphones. Actualmente, o smartphone é o centro tecnológico do nosso dia-a-dia e alterou por completo a oferta de smartphones.

 

Hoje, empresas como o Google, Samsung, HTC, ZTE, Huawei ou projectos independentes como o One Plus, são sucessos globais de vendas. Conseguiram, com recurso ao Android, alcançar o iPhone e o iOS. Em alguns casos, até superar. Mas nada bate o engagement e o hype criado pelo iPhone, num negócio que é o mais importante da Apple neste momento, superando o volume de negócio gerado pelo iPad e pelo o Mac.

 

Todos os anos, continua a acontecer a mesma coisa. Recorde vendas, filas q.b., stocks esgotados durante meses ou com entrega demorada ou "haters" que decidem procurar por uma qualquer falha no iPhone e por mínima que seja, o mundo inteiro revolta-se em torno daquela falha.

 

O iPhone 6 é um bom exemplo disso. Rapidamente alguém se apercebeu, com a alteração do design e do chassis do iPhone, que ele seria mais susceptível de dobrar num determinado ponto e com uma determinada força aplicada nesse ponto. Vídeos, posts, social media... o mais comum dos utilizadores sabia do problema: "Esse é o iPhone que dobra, não é?"

 

Digam-me... fanboys e haters, qual é o outro dispositivo no mercado que cria esta onda de interesse. Recordo que um dos equipamentos concorrentes do iPhone 6 Plus, o Samsung Galaxy Note 4, também apresentava uma falha no espaçamento entre o ecrã e a case, que permitia facilmente colocar folhas ou post-its nessa zona. Ao contrário do iPhone, esse problema passou quase despercebido.

 

Um dispositivo que cria este impacto, tem que pesar nas escolhas do ano, apesar de ser um dispositivo que já vai no seu 7º ano de vida.




INOVAÇÃO

O iPhone apresenta-se ainda como um produto inovador? Obviamente que não! Nem sequer é esse o método habitual da Apple.

 

Na realidade, o único iPhone verdadeiramente inovador foi o original, com a primeira iteração do iOS e o interface multi-touch, associado ao ecossistema Apple, inspirado naquilo que já era feito com o iPod.

 

Mas a combinação hardware/software e a forma como a Apple apresenta e desenvolve novas features, permite colocar os seus produtos no topo, em termos de usabilidade e experiência de utilização.

 

Um dos exemplos que posso dar, é a Câmara. Desde o iPhone 4S, que a câmara do iPhone apresenta um sensor de 8MP. Ao contrário do que se pensa, o mais importante não são os "Megapixeis", mas a abertura e a qualidade na composição das fotos no equipamento (até porque o número de Megapixeis, afecta o tamanho das fotos. É preciso considerar que a esmagadora maioria dos utilizadores têm equipamentos com menos de 16GB de espaço).

 

Por isso, a Apple tem apostado tudo na renovação e melhoria do sensor e da abertura da lente, mas sempre em torno dos 8MP. Para além disso, melhorou e muito as capacidades vídeo da mesma lente, especialmente nas funções secundárias da câmara e não apenas somente em torno da resolução. Com o iPhone 4, era possível filmar a 720p a 30fps (frames por segundo). A partir do iPhone 4S foi possível filmar a 1080p (FullHD) a 30fps. Com o iPhone 5S, a Apple virou-se para a GoPro e passou a permitir vídeos a 120fps, com vídeos em slow-motion, com um efeito que impressiona qualquer um. Com o iPhone 6 e 6 Plus, a Apple apostou na rapidez do auto-focus, na estabilização por software e hardware e no slow-motion a 240fps. Se impressionava a 120fps...a 240fps é qualquer coisa fora de série.

 

 

 

Outro exemplo que posso dar é o TouchID. Há muito tempo que existem computadores com reconhecimento através da impressão digital. Chegou mesmo a alguns equipamentos móveis (julgo que terá sido a Samsung, com um sensor na parte de trás do equipamento). Mas a tecnologia nunca "pegou". Nunca. A tecnologia biométrica chegou mesmo ao nosso Cartão do Cidadão. Mas serve exactamente para quê? Na eventualidade de usar o leitor do Cartão do Cidadão, utilizo o habitual Chip/PIN e nem sequer utilizo um dos dedos indicadores para validar o cartão.

 

 

 

 

Com a introdução do TouchID, a Apple volta a pegar numa tecnologia moribunda ou adormecida. Integra-a no ecossistema Apple e permite inicialmente, de forma quase perfeita, desbloquear o equipamento, em vez do PIN e permite adquirir apps na App Store, sem recorrer à sempre incómoda introdução da password do Apple ID, uma das 500 mil passwords que temos que memorizar. Com o iPhone 6 e com o iOS 8, o TouchID viu aumentadas as suas capacidades. Pode ser utilizado por outras apps e passou a servir para validar os pagamentos através do novo sistema Apple Pay (lojas físicas e apps).



APPLE PAY

Teria que dar um particular destaque ao Apple Pay, até porque é um assunto que me é caro. Tal como os sensores de impressões digitais, também os pagamentos móveis ou os sistemas alternativos aos cartões tardavam em pegar. Há ou havia uma enorme resistência nos diversos players no mercado, fossem os bancos, as entidades emissoras de cartões, as lojas de retalho (de pequena ou grande dimensão) ou até mesmo os utilizadores.

 

Com o Apple Pay, o cenário muda completamente e abre espaço para o Google Wallet acompanhar o mesmo sistema. Ao contrário do que se pensa, o Apple Pay não é exactamente um sistema proprietário. É verdade que só pode ser utilizado pelos utilizadores com AppleID e um equipamento Apple, mas é baseado num sistema standard de Tokenização criado pela EMVco (um consórcio com 6 membros: American Express, Discover, JCB, MasterCard, UnionPay e Visa) e todos os interessados pode utilizar este standard. Apple Pay e Google Wallet são os mais conhecidos, bem como todos os sistemas compatíveis com PayWave.

 

Ou seja, falamos de um sistema que até já se encontrava disponível em algumas lojas com terminais com PayWave ou com Contactless, como também é conhecido. Mas como referi anteriormente, o que aconteceu com as impressões digitais, este sistema não tem praticamente qualquer utilização e há mais de 2 anos que alguns sistemas em Portugal tentam solucionar a questão dos pagamentos móveis, sem qualquer sucesso. Tal como o Google Wallet, que ninguém utiliza desta forma, porque no fim, o processo "Cartão Débito/Crédito -> Chip/PIN", numa compra, ainda é o processo mais rápido.

 

Com o Apple Pay, o cenário é diferente. A Apple não só utiliza um standard, como conseguiu desbloquear a complexidade associada a uma compra e respectivo pagamento. Encostamos o iPhone, abre automaticamente o Passbook e validamos o pagamento. Simples. E de facto, os primeiros números demonstram que o serviço é um sucesso nos EUA, para já, o único mercado onde o Apple Pay está disponível.

 

 




Considerando estes factores, parece-me que não há dúvidas em nomear o iPhone como o produto do ano e com "pequenos passos", vai elevando a fasquia e a concorrência tem respondido à altura, colocando o smartphone no centro da nossa vida e tenho sérias dúvidas que os wearables consigam o mesmo sucesso, apesar do Apple Watch chegar em 2015 (tenho dúvidas que chegará em Portugal no próximo ano).

 

Uber

22.10.14

Uber

 

Já alguns anos que ouvia falar e lia sobre o projecto "Uber", criado em 2009 em São Francisco. Foi um sucesso, expandiu-se pelo mundo e chegou finalmente a Lisboa.

 

Lançado oficialmente em Junho de 2010 em São Francisco, o Uber chegou no início do Verão a Portugal, especificamente a Lisboa e já deu que falar, com a habitual desconfiança dos taxistas (problemática que não é um exclusivo nacional). Para quem ainda não conhece, é um serviço de transporte privado personalizado em veículos topo de gama, baseado numa app, disponível para iOSAndroid e Windows Phone.

 

Uber App

 

Actualmente, o Uber está disponível em 45 países, em mais de 100 cidades em todo o mundo e começou o seu negócio com a conceito do UberBlack, uma clara alusão aos automóveis de transporte privado de Nova Iorque. Regra geral são veículos topos de gama e de cor preta. Sim, como aqueles que nos habituamos a ver nos filmes.

 

Dito isto e sendo eu, um curioso por estes projectos que saem de Silicon Valley e que acabam por chegar até nós, seria inevitável que tentaria utilizar o serviço. Na passada sexta-feira foi o dia ideal para o fazer.

 

Numa saída de amigos, decidimos que ninguém levaria transporte pessoal... automóvel, mota, etc. Conseguimos boleia para o local e no regresso, como sempre, o táxi seria a opção (e não me lembrava que já estava disponível uma certa aplicação do Meo).

 

Através de uma dica recebida no final da noite, decidimos na hora, instalar a aplicação, fazer o registo, carregar o cartão de crédito... e chamar um UberBlack. De resto, o processo é extremamente simples e a captação dos dados do cartão de crédito é semelhante ao Apple Pay, através da captação da imagem e leitura dos dados do cartão. No caso do Uber, com utilização de um recurso disponibilizado pelo PayPal.

 

Imediamente, temos acesso ao tracking da localização do automóvel que nos virá buscar, no local onde nos encontramos, bem como o nome do motorista, o modelo do automóvel (BMW Série 5) e a matrícula. Cerca de 8/9 minutos depois, o UberBlack chegou ao ponto de encontro (enquanto não chega, é possível contactar directamente o motorista, por telefone ou SMS). Um fantástico BMW Série 5 branco (sim, não era preto) na versão carrinha. Que maquinão. Do seu interior, saiu o Carlos, com óculos vermelhos na ponta do nariz, como se fosse declamar um poema, de fato e laço, que simpaticamente nos abriu as portas. Apesar de conhecer o serviço, nunca ia imaginar que o serviço prestado chegaria a este nível.

 

BMW Série 5

 

11 minutos e meio depois, num percurso de 9Kms, chegámos ao destino e confirmámos que o trajecto não teria qualquer custo, uma vez que as duas primeiras viagens são oferecidas, apesar do código promocional que tínhamos conseguido durante a noite e que nos fez arriscar contratar o serviço do Uber. De qualquer forma, acabamos por ter acesso ao custo da viagem. Neste caso, seria de 14,58€, com um arrendondamento de 0,58€ (uma prática habitual do Uber), ou seja, o serviço ficaria por 14,00€.

 

Durante a viagem, deu para confirmar mais alguns detalhes e curiosidades sobre o serviço. Os problemas com os taxistas, a entrada em funcionamento do horário 24 horas, a expansão para outras cidades portuguesas, como o Porto, criação de uma tarifa económica no centro de Lisboa com uma frota de Toyota Prius e que a frota actual do Uber é exclusivamente BMW (cerca de 20 veículos).

 

Em suma, recomendo vivamente o serviço, especialmente com as últimas experiências muito penosas com os taxistas de Lisboa, como utilizador, como condutor de veículo automóvel e como condutor de uma scooter. A qualidade de serviço apresentada pelo Uber é completamente imbatível. O automóvel, o trato, a simpatia e a educação do motorista (pelo que percebi, dava ideia que era originalmente motorista da Carris e o Uber é um part-time) e a qualidade geral do serviço não tem sequer comparação com o serviço prestado pelos Táxis, com condutores mal educados, rudes, veículos em péssimo estado e sempre com uma condução perigosa e abusiva.

 

Em relação ao preço... bom, não é, de facto um serviço barato. Mas não é muito mais caro do que uma viagem de táxi. Mas é preciso não esquecer o serviço diferenciador que é oferecido pelo Uber. Eu gosto de dizer que o Uber é low cost, quando comparado com os serviços de transporte com motorista premium, mas é um serviço premium quando comparado com os táxis.

 

Quem quiser conhecer um pouco mais do serviço, passe pelo uber.com ou visualize o vídeo de formação do Uber.

 

 

O iPhone e os operadores - Versão 2014

02.10.14
O iPhone e os operadores - Versão 2014

 

Chegados a Outubro, está na altura de fazer as habituais contas e comparativos no que diz respeito aos preços de aquisição dos novos iPhones 6, para que possamos perceber, porque razão em Portugal são definidos os preços que conhecemos.

 

Para facilitar a explicação, vamos centrar os números no iPhone 6 de 16GB, com preço base definido pela Apple de 699.00€.

 

Em Portugal, o iPhone poderá ser aquirido através dos 3 operadores nacionais: MEO, NOS e Vodafone e poderá ser comprado desbloqueado através da Apple Store online portuguesa ou através das lojas Premium Reseller da Apple, como a Fnac, Worten, GMS, iStore, entre outras.

 

Como já vem sendo habitual, assim que os operadores anunciam o preço dos novos modelos do iPhone, a primeira interrogação que todos fazem é: "Então, mas só 10 euros de diferença entre o preço do iPhone bloqueado e o iPhone desbloqueado? Como é possível?"

 

A realidade é que os operadores em Portugal, em virtude da alteração da Lei que abrange o desbloqueio deste tipo de equipamentos, passaram a incorporar o custo do desbloqueio no PVP do equipamento desbloqueado. Ou seja, no caso do iPhone 6 de 16GB, a Apple apresenta, como já referi, um PVP de 699.00€ e os operadores referem que o mesmo valor é de 862.38€. Um incremento de aproximadamente 160€. Por coincidência, o valor de referência para o desbloqueio do mesmo equipamento.

 

Para quem tem planos pré-pagos, não tenho dúvidas em afirmar, que efectivamente não vale a pena comprar através dos operadores. O desbloqueio terá sempre um custo associado, uma vez que ele será cobrado a quem compra como pré-pago. Com uma diferença efectiva de 10/20€ na compra do equipamento, então não há como justificar a compra a através de um operador.

 

Mas mantém-se a questão... "Valerá a pena adquirir um iPhone 6 de 16GB através dos operadores? Eventualmente através de planos?"

 

Eu diria que em Portugal, efectivamente não vale a pena comprar através dos operadores, seja em que cenário for (especialmente se não considerarmos apenas os valores, mas também a liberdade obtida). Por isso, decidi comparar os valores de aquisição através dos três principais tarifários dos três operadores, para conseguir obter o valor ou o custo total ao fim de 24 meses, somando o custo do tarifário e o custo do equipamento. Na análise que é feita, é preciso considerar alguns vectores. A saber:

 

- Do ponto de vista do custo para o utilizador (equipamento e/ou tarifário)

 

- Do ponto de vista do operador e a rentabilidade obtida através das margens e serviços

 

Para ajudar nesta análise, vamos recorrer a um quadro, que resume os elementos apontados anteriormente...

 

 

 

Como podemos verificar, através da aquisição com planos pós-pagos, o valor mais baixo em que é possível aquirir o iPhone é de 339,89€ na Vodafone. Contudo, através do MEO é possível fazê-lo por 137,90€, mas será uma aquisição a prestações e o valor do serviço será acrescido de 23,00€, relativo ao custo do equipamento. Rapidamente, é possível concluir que a aquisição através do MEO, aproxima-se e muito dos valores, quando o equipamento é adquirido através da Apple... no entanto, é preciso relembrar que esse equipamento será desbloqueado, ao contrário do equipamento comprado no MEO. Também não nos podemos esquecer que a aquisição da através da Apple, não implica a assinatura de um contrato de fidelização de 24 meses, apesar do período em análise, ser sempre de 24 meses.

 

Uma outra conclusão que podemos tirar, está relacionada com o perfil e segmento dos utilizadores em Portugal. Tenho ideia, que a esmagadora maioria dos utilizadores que contratam tarifários pós-pago, ficam-se pelos tarifários de 25€ e 30€. Contudo esses utilizadores são penalizados pelos valores de aquisição do equipamento. Sendo que, estamos a falar de diferenças na ordem dos 100€ e 200€, respectivamente para o PVP desbloqueado. Tem sido o modelo de negócio que tem imperado em Portugal. Mas não é assim noutros países.

 

Segue-se então a apresentação de um novo quadro, que apresenta os valores comparativos de 3 operadores estrangeiros: a AT&T dos Estados Unidos e de Inglaterra, a EE e a Vodafone.

 

Compra nos Operadores Estrangeiros

 

Rapidamente verificamos uma tendência. Nos tarifários e operadores em análise, partimos de equipamentos sem custo para o utilizador, até aos $200 e há uma clara aposta dos operadores em cobrar fortemente nos serviços, que pouco ou nada se distinguem do que é oferecido em Portugal. A oferta da Vodafone é um bom exemplo disso. Tal como em Portugal, estamos a avaliar períodos contratuais de 24 meses.

 

Também podemos verificar que os totais em Euros, se aproximam e muito dos totais de Portugal. Com uma clara diferença: O custo inicial do equipamento.

 

Em suma, em Portugal, quando juntamos o custo de equipamento, com o custo do serviço, não existe uma clara diferença de preços (operador vs Apple). De resto, até podemos sair prejudicados, quando compramos directamente à Apple. No entanto, é preciso não esquecer que estamos a "pagar" o desbloqueio do equipamento, quando fazemos a aquisição através do operador. Por outro lado, percebe-se que os operadores tentam manter o mais possível o valor dos tarifários. Mas esticam-se no custo inicial do equipamento, passando a ideia que os operadores tentam rentabilizar nos serviços e nos equipamentos que vendem.

 

No estrangeiro e nos principais mercados, a lógica muda... os equipamentos têm o menor valor possível, gratuito se possível e depois cobram um pouco mais pelos serviços, que são praticamente os mesmos que são disponibilizados em Portugal, o que me leva a questionar: "Então, mas o core business dos operadores não são os serviços?" Obviamente, que me faz todo o sentido, ver um operador fazer um esforço para pôr os melhores equipamentos nas mãos dos utilizadores e depois fazê-los pagar por isso (em serviços), durante 24 meses.

 

Nas conversas que tenho com colegas e amigos, um dos principais impedimentos para comprar equipamentos de topo, seja qualquer for o sistema operativo, é precisamente o custo inicial do equipamento. Assim que um equipamento custa mais de 200€, dificilmente será comprado pela esmagadora maioria das pessoas. Fica por responder, se essas mesmas pessoas estariam dispostas em ficar com um equipamento desses, de forma gratuita, mas teriam que pagar mensalmente um valor bem mais elevado pelo tarifário contratado.

 

Não vou negar que é uma tarefa complicada para os operadores, que apostam cada vez mais no cross-selling e nos pacotes integrados de serviços, o custo do serviço móvel esbate-se no preço total do serviço. Mas continuamos com o mesmo problema com o custo do equipamento e o MEO é um bom exemplo dessa incapacidade de oferecer preços competitivos para clientes com M5O ou M4O. Se o conseguem com os clientes empresa, porque razão não o conseguem fazer com os clientes particulares?

 

Com estes números, será que os operadores não têm margem (literalmente) para baixar o custo inicial de um smartphone de topo?

 

 

GoPro 4

30.09.14
GoPro 4

 

Depois dos rumores vindos da Rússia no passado fim de semana, eis que a GoPro confirmou finalmente o lançamento da nova GoPro 4 e o 4K está em grande destaque.

Life is either a daring adventure or nothing at all

 

E como tem sido habitual em cada lançamento, a GoPro lança um novo vídeo de promoção das novas câmaras dando um enorme destaque à funcionalidade de se poder filmar em 4K, um formato que começa finalmente a massificar-se junto dos utilizadores.

 

"Life is either a daring adventure or nothing at all"

 

Esta é a citação de Helen Keller que dá o mote para mais um vídeo fabuloso apresentado pela GoPro e com um "storytelling" absolutamente brilhante.

 

Bem sei que os vídeos costumam ser brutais...mas sempre fiquei com a ideia que o vídeo de 2012, da GoPro 3 continuava a ser o melhor (os leões do vídeo de 2013 não me conseguiram impressionar tanto).

 

Este ano, foi impossível ficar indiferente ao vídeo de apresentação da GoPro 4. Não sei se é a empatia com intervenientes, se é com o storytelling, se é a música... o que eu sei é que não me importo de rever e rever e rever e rever...

 

É verdade... de por falar em música... para os que gostam destas coisas, a música é o "Run Boy Run" dos Woodkid (Link Spotify) que passaram este ano pelo Super Bock Super Rock no Meco e diz quem lá esteve, que deram um super concerto...

 

E agora... o vídeo, claro que pode ser apreciado em glorioso HD ou 4K, para quem tiver um ecrã onde possa apreciar esta brutalidade de vídeo! :)

 

 

 

E já agora, um recado para os senhores da GoPro... isto dos vídeos é muito bonito, mas vejam lá aquela coisa do delay do Preview nas apps para iOS e Android. Obrigado.

 

Projecto de Férias

28.09.14
Projecto de Férias

 

Já algum tempo que ponderava dar uma nova vida ao meu iMac de 24 polegadas de 2009. Estas férias e a chegada do OS X Yosemite foram o pretexto ideal para avançar com este projecto.


Com a descida constante de preços dos discos SSD, tornava-se cada vez mais apelativo, apostar na substituição do disco original (1TB) do iMac de 2009 por um disco SSD. Após uma pesquisa na web e com a ajuda do pessoal do Twitter, cheguei à conclusão que o Samsung EVO 840 de 250GB seria a melhor opção.

 

Sim, passei de 1TB para 250GB, mas o que perco em espaço (que posso recuperar com discos externos), compenso e muito em performance. Mas ao contrário dos portáteis, o processo de substituição do disco num iMac não é fácil.

 

iMac

 

Utilizei como referência o guia de substituição do disco rígido do iFixit, que indica que se trata de um guia com nível de dificuldade: Moderado. Não sei se será um pouco mais do que isso... alguns sensores que precisam de ser desligado e repostos. E depois de colocado o novo adaptador e o novo disco, apercebi que tudo ali é feito à medida e foi preciso colocar o disco SSD numa posição que é não compatível com o adaptador, por causa do comprimento dos cabos SATA.

 

iMac

 

Depois de tudo montado... chegou o momento de recolocar o vidro e necessitava de garantir que o LCD e o vidro ficariam limpos e imaculados, processo que se tornou quase tão complicado como a substituição do disco.

 

 

Após a substituição do disco, seguiu-se o momento de instalar da versão Beta do OS X Yosemite, para poder fazer uma instalação limpa. A performance impressionou, mas as aplicações de terceiros e limbo criado pelo iCloud Drive (que ainda não é reconhecido pelas actuais aplicações de terceiros), acabaram por criar um problema e acabei por regressar ao OS X Mavericks e voltarei a pensar na questão da instalação limpa, depois do lançamento do OS X Yosemite no próximo mês de Outubro, assim espero.

Lisbon Mini Maker Faire 2014

28.09.14
Lisbon Mini Maker Faire 2014

 

Nos passados dias 19, 20 e 21 de Setembro, realizou-se em Lisboa, a primeira Maker Faire em Portugal, uma parceria entre o Sapo, o Pavilhão do Conhecimento e a Câmara Municipal de Lisboa.


Como estive de férias, não tive oportunidade de marcar presença na primeira Maker Faire de Lisboa. Fui estando atento ao que ia sendo publicado no Twitter, mas fiquei com a clara sensação que estava perante uma espécie de Codebits, aberto ao público, onde o pessoal que normalmente passa 48 horas a desenvolver projectos, teve agora oportunidade de os apresentar ao público em geral e com um sucesso esmagador.

 

Foram cerca de 100 projetos nacionais ligados ao movimento dos Makers, sendo que o evento recebeu quase 10000 visitantes em apenas pouco mais de dois dias. As previsões da organização apontam para uma Mini Maker Faire com 70 Makers (e não projectos) e cerca de 3000 visitantes.

 

Lisbon Mini Maker Faire 2014

 

Como os números o comprovam... as estimativas estavam completamente erradas e a Maker Faire foi um sucesso. Mas melhor do que palavras, temos o vídeo que mostra bem como foram os dias passados no Pavilhão do Conhecimento.

 

 

Por não ter estado presente, não consegui acompanhar todos os projectos presentes... mas há 3 projectos que não posso deixar de destacar...

 

The RiftCycles - O projecto já tinha estado presente no Codebits deste ano e com imenso sucesso, não só no evento, mas também na blogosfera internacional.

 

Projecto eINKwall - Mais um excelente projecto do Basílio Vieira, que nunca deixe de nos surpreender. Desta feita, com um display integrado numa parede, com uma forma elegante de apresentar dados como se não existisse tecnologia associada, como por magia.

 

Balua - Eu sou um fã de tudo o que esteja relacionado com o Espaço. Acompanhei os voos do Spacebits e estou sempre atento e este tipo de voos, mais caseiros. E foi com surpresa que vi a presença de mais um projecto deste género e com lançamento (com sucesso) marcado para a Lisbon Maker Faire.

 

 

Não sei como será em 2015, mas espero estar presente, nem que seja como simples espectador... numa Maker Faire que se calhar já não será assim tão Mini, como esta já não foi.

 

Lisbon Mini Maker Faire 2014

 

 

Uma palavra ainda para a foto de capa deste post, com um dos "tricopters" do Luís Correia! ;)

Ello

27.09.14
Ello

 

Há uma pergunta que eu faço mentalmente, de tempos a tempos... "Qual será a próxima rede social de referência?"


Sim, isso vai acontecer... é simplesmente uma questão de tempo. Resta saber qual será e se será alguma rede que já existe ou ainda estará para ser criada. Esta questão volta a ser colocada, sempre que uma nova rede social ganha algum buzz e hype.

 

5 Years of Social Media

 

O caso mais recente é a rede social Ello, que se apresenta como uma rede simples e apelativa, sem publicidade (em que os utilizadores não são um produto, ao contrário das outras redes, que monitorizam toda a actividade para ceder a terceiros por causa da publicidade), criada por um pequeno grupo de artistas e designers. Originalmente, era uma rede social privada, mas o interesse aumentou e acabaram por abrir a plataforma, agora disponível por convite, numa versão Beta pública.

 

Muito do buzz agora criado, está relacionado com a política de "nomes reais e verdadeiros" do Facebook, sendo que, há um número considerável de utilizadores que preferem utilizar outro nome para se apresentarem na web (é questionável, não faltam razões legítimas para o fazer). Não é preciso ir muito longe para descobrirem um... iPhil??

 

A grande maioria dirá que é "mais uma que não terá sucesso", mas será mesmo assim? Quando surgiu o Facebook reinava o Hi5 e recordo-me de suspender a conta do Facebook, porque a esmagadora maioria dos meus amigos, não usava o Facebook ou nunca tinha ouvido falar do Facebook. E acreditem, não foi assim há tanto tempo.

 

Voltemos ao Ello...

 

Pessoalmente, fiquei com a ideia que o conceito do Ello é uma intersecção entre o Facebook e o Twitter ou uma espécie de Twitter, com funcionalidades mais alargadas, em que temos uma timeline, baseada em nicknames com a mesma estrutura do Twitter (@username), em que podemos criar threads de resposta e contra resposta e sem um aparente limite de caracteres. Contudo, a inexistência de apps nativas, poderá ser um problema, apesar do site poder funcionar em browsers mobile.

 

Segundo o Vox, nos últimos dias, o Ello estava a conseguir cerca de 31.000 utilizadores por hora. São números consideráveis...mas, podemos esperar muito mais do que um hype?