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iPhil

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Projectos e Ideias: Rubim - Incursões

10.02.14
Projectos e Ideias: Rubim - Incursões

 

Após um grande período de afastamento do mundo da música, Rubim tomou a decisão de avançar para estúdio com o músico e produtor Paulo Filipe Carvalho, depois de uma passagem profissional numa actividade completamente diferente.

 

Juntos, fizeram despertar composições originais que se encontravam há anos adormecidas na memória volátil de um teclado digital.

 

No trabalho “Incursões”, a par com os teclados do compositor, encontramos valorizando e reforçando o lado português da sonoridade global, a guitarra portuguesa e o cavaquinho de Paulo Soares, o acordeão de Pedro Santos e de Pedro Cunha e as percussões tradicionais tocadas por Tiago Soares, Acácio Salero e Paulo Coelho de Castro. Marcam ainda presença, o baixo acústico e o baixo elétrico de Paulo Filipe, o contrabaixo de Sara Ribeiro, o violoncelo de Jed Barahal, a trompa de Ricardo Matosinhos, a níquel harpa de Sérgio Calisto e a voz de Rui Rodrigues nos coros.

 

O registo vocal é feminino e ficou a cargo de Ana Celeste Ferreira, Sílvia Guerner e da cantora galega Uxía conferindo diversidade e cor a um trabalho por si só já variado nas abordagens. “Incursões” é constituído por temas instrumentais e por temas cantados exclusivamente em português, cujas melodias e letras evocam épocas passadas, lendas, festas populares, passagens oníricas, e que refletem também sobre o tempo presente e sobre a forma como atualmente se “vive”. “… as influências são múltiplas e encontram-se heterogeneamente dispersas pelo trabalho, embora conscientemente não consiga especificar alguma em particular. Creio que se pode falar de música portuguesa moderna”.

 


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Teatro Ibérico

 

Na passada quinta-feira, tive oportunidade de assistir à apresentação deste trabalho, no Teatro Ibérico, um espaço fabuloso que ainda não tinha tido oportunidade de conhecer.

 

O "Incursões" pode ser adquirido na Fnac ou em formato digital, através do Google Play. Passem também pelo site oficial ou façam Like no Facebook, para acompanharem este novo projecto.

 

Nota: Fiquei fã da música que marcou a abertura do espectáculo..."Capítulo I" e "A lenda do Cervo"...uma clara evocação à lenda de Vila Nova de Cerveira, onde não vou há demasiado tempo. :(

Google Play Music All Access disponível em Portugal

08.08.13
Google Play Music All Access disponível em Portugal

 

O serviço Google Play Music All Access (pior nome da história), está desde ontem, disponível em novos mercados. Um dos mercados é Portugal, onde a oferta deste tipo de serviço aumentou bastante no último ano. 

Enquanto, certos elementos de certas organizações ainda pensam que conseguem salvar alguma coisa, através da promoção de leis que prejudicam os consumidores e não resolvem o problema dos artistas, alguns dos principais serviços de subscrição de música vão chegando a Portugal, sendo que, a pouco e pouco, já nem vai fazendo muito sentido, falar do conceito de downloads, uma vez que grande parte do consumo de música já é feito através da cloud.

 

O primeiro serviço a ganhar alguma dimensão em Portugal foi o Musicbox, um produto da PT e que está disponível de forma totalmente gratuita para um alargado conjunto de utilizadores com planos e tarifários associados a serviços da PT. Para além disso, o tráfego não é considerado para quem utiliza Internet Móvel da PT, o que é uma vantagem, quando comparamos com outros serviços.

 

É o caso do Spotify, que ganhou muito rapidamente, imensos utilizadores em Portugal, especialmente porque apresenta a possibilidade de ser utilizado no Desktop de forma completamente gratuita, com anúncios, muito próximo do modelo de negócio praticamente pelas rádios privadas. Nem consigo imaginar o impacto, se o Spotify conseguisse implementar o mesmo plano no Mobile.

 

Antes do Spotify, muitos utilizadores já andavam pelo Grooveshark e o Rdio foi outra plataforma que entrou no mercado nacional. Infelizmente, só o Spotify apresenta uma solução completamente gratuita.

 

Com este cenário em Portugal e com a aproximação do lançamento (ainda sem previsão para Portugal) do iTunes Radio pela Apple, com um modelo de negócio semelhante ao Spotify, o Google disponibilizou desde ontem o serviço All Access do Google Play Music.

 

Desta forma, o Google passa a ter também uma oferta para todos os que procuram o acesso ilimitado a música. Neste caso, o serviço arranca com uma promoção de 7,99€ por mês, para quem subscrever o serviço até 15 de Setembro.

 

No entanto, quem quiser optar pela solução gratuita, pode fazer o upload das suas músicas para o serviço e poderá ouvi-las em qualquer dispositivo com acesso à net. É verdade que não nos permite o acesso a todas as músicas, como o Spotify, mas dá-nos a oportunidade de ouvir na nossa biblioteca de música em qualquer dispositivo.

 

Como é possível verificar, o que não faltam são soluções para ouvir música, sem limites, com baixo custo e sem o tal peso na consciência de que não estamos a compensar os artistas. Não vou aqui discutir, as margens praticadas por estes serviços e as percentagens partilhadas com os artistas. A sensação que fica, é que deviam ser mais altas. De qualquer forma, considerando a crescente utilização da cloud e a constanta desmaterialização destes meios, parece-me que existem soluções para agradar todas as partes.

 

Obviamente que há aqui um elemento que deixa de importar, neste circuito. Escuso de referir, de que entidades estou a falar.

Popular Jump

20.05.13
Popular Jump

 

Raramente falo de trabalho na web ou nas redes sociais. São universos e esferas diferentes. Contudo, não posso deixar de destacar o trabalho da Popular Jump, com quem já tive o prazer de colaborar e são a prova que é possível fazer diferente e melhor, nas redes sociais e no vídeo.

 

Normalmente, gosto de atribuir aos vídeos produzidos pelo The Verge, um rótulo e um estilo muito próprio. A Popular Jump também o consegue e prova disso, apresento 4 vídeos que provam isso mesmo.

 

Também eu acho que chegou a altura de fazer um bocadinho maior.

 


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MEO Arena

20.05.13
MEO Arena

 

Na semana passada, a Portugal Telecom anunciou que tinha garantido os "naming rights" do Pavilhão Atlântico, passando-se a chamar MEO Arena, na linha do que já é feito há muitos anos, na Europa e nos EUA e em alguns estádios em Portugal, como são os casos do Estádio EFAPEL Cidade de Coimbra ou do Estádio AXA em Braga.

 

No entanto, não foi possível ignorar as críticas que surgiram em torno desta decisão, que me parece perfeitamente lógica e mesmo desconhecendo os contornos do negócio, podem eventualmente, garantir a viabilização financeira do projecto agora liderado pelo consórcio de Luíz Montez.

 

Não querendo a abordar a questão do processo de aquisição do Pavilhão Atlântico, não posso deixar de elogiar a primeira grande decisão do consórcio, em ceder os "naming rights", neste caso, para uma marca, que nos últimos anos, se posicionou na área da cultura, em especial da música, com os festivais de verão ou eventos um pouco mais pequenos como o Outjazz, por exemplo. E não só...estamos a falar de uma empresa portuguesa e de uma marca portuguesa. Ou seja, apesar da cedência de direitos do nome, conseguimos que esses direitos ficassem com uma marca portuguesa e como sabemos, não é uma marca qualquer.

 

Com uma rápida pesquisa pela web, percebemos que a principal crítica prende-se pelo facto, do Pavilhão Atlântico mudar de nome. Simplesmente isto. Mas como alguns apontaram... o Terreiro do Paço passou a chamar-se Praça do Comércio e a praça continua a ser conhecida como Terreiro do Paço e até o próprio Parque das Nações, continua a ser carinhosamente conhecido como Expo. Portanto, não há nada que impeça de identificar a MEO Arena, como Pavilhão Atlântico. De resto, como é referido no comunicado da PT, "do espetáculo “Heranças e Utopias”, realizado ao longo de toda a EXPO’98, este espaço herdou a capacidade de através dos seus espetáculos fazer sonhar e concretizar sonhos."

 

Curiosa, esta frase, quando eu já tinha o hábito de lhe chamar o nosso Palco dos Sonhos.

 

E para que não haja dúvidas, deixo-vos com um link para a lista das arenas e pavilhões do mundo e no caso da Europa e EUA, percebem rapidamente, qual é o padrão ou tendência, no que diz respeito a "naming rights".

Keywords

02.09.12
Keywords

 

 

Então, diz que há uma foto da minha autoria, incluída num vídeo de música country, que se baseia em Keywords.

 

 

Aqui fica o vídeo.

 

 


Link do Vídeo

 

 

É por estas e por outras que o Flickr ainda poderá ter futuro, considerando o pedido de utilização de fotos que continuo a receber e já não tenho conta Pro.

Sassetti

11.05.12
Bernardo Sassetti

 

 

No ano passado tive oportunidade de fotografar o Bernardo Sassetti, no evento anual do Largo do Teatro de São Carlos e na altura, achei que estava perante uma oportunidade única de poder assistir e fotografar um daqueles artistas que reconhecemos valor, inspiração e talento, que sai da sua área de conforto e arrisca, sempre de forma brilhante.

 

 


Link do Vídeo

 

 

Partiu cedo demais...demasiado cedo.

What Life Is For

05.02.12
David Fonseca - What Life Is For

 

 

"What Life Is For" é o primeiro avanço do novo álbum de David Fonseca, cujo primeiro volume será lançado em Março. Sim, primeiro volume...porque em Setembro teremos o lançamento do segundo volume.


 

"Seasons" é o nome do álbum, sendo que o lançamento da 21 de Março terá o subtítulo de "Rising" e o lançamento de 21 de Setembro terá o subtítulo de "Falling".

 

 

O novo single, "What Life Is For" terá a sua estreia no dia 6 de Fevereiro, embora já tenha passado na Rádio Comercial durante a semana passada e passa aqui no blog, através do SoundCloud.

 

 

A Cantiga é uma Arma

07.03.11

Portugal, acordou ontem com a notícia que os Homens da Luta tinham ganho o Festival da Canção 2011 e estarão presentes na semi-final que se vai realizar na Alemanha (isto é cada coincidência).

 

 

Homens da Luta

 

 

 

Mal ou bem, estamos todos a falar do Festival da Canção e com certeza que todos vocês estarão com vontade de assistir à final.

 

Infelizmente, parece que em Portugal, o conceito e a ideia "Homens da Luta" ainda não foi apreendido por todos, talvez porque se trata de um fenómeno que vem da TV por cabo e é consumido por faixas etárias mais jovens.

 

Ainda assim, a simples presença dos Homens da Luta no leque de opções do Festival, terá com certeza, aumentado e muito o interesse do evento. Por mim, falo...votaria nos Homens na Luta, sem ver, sequer, a sua prestação. A organização, provavelmente, sem saber muito bem quem eram estes rapazes, terá pensado a dada altura..."vamos lá ver como estes se enterram". Infelizmente, os abutres de sempre enganaram-se e o povo, fez ouvir a sua voz e os Homens da Luta, ganharam o Festival, algo que eu próprio achava improvável, apesar de o desejar. De resto, acho que nem os próprios acreditavam nessa possibilidade, mas teriam os seu tempo de antena.

 

O argumento que ouvi e li inicialmente foi: "Como foi possível aquela música ter ganho?"

 

Eu coloco outra questão: "Se não fosse a votação do público, que raio de música ia representar Portugal? Nuno Norte? Porquê?"

 

Nos dias que correm, iniciativas como os Homens da Luta, têm imensa força. Se havia dúvidas, a vitória de sábado prova-o. A ideia revolucionária, de combater tudo e todos, defendida pelos Homens da Luta, é do agrado de muitos. Os mais atentos, já terão verificado que os Homens da Luta, são visualmente e esteticamente de esquerda, mas com ideais que estão muito longe de ser de esquerda. Por outro lado, a tal estética esquerdista é uma afronta à direita. Portanto, perante os Homens da Luta, ninguém fica impune...

 

O que ganhou no passado sábado, não foi uma música...foi o humor, foi uma ideia revolucionária, tal como aconteceu nos anos 70, com a música de intervenção (o povo tem memória curta). Os tais que na altura, tentavam fazer o que fazem os Homens da Luta e hoje se sentam nas primeiras filas de um festival com ar altivo e arrogante.

 

Agora, se me perguntarem se o número resultará na Alemanha, perante uma audiência europeia? Se a música levar um refresh linguístico, um milagre poderá estar prestes a acontecer, mas receio que não será isso que acontecerá. Se a nossa imagem será afectada? Claro que não...para o ano, já ninguém se vai lembrar deste episódio.