Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

iPhil

iPhil

Odisseando

13.10.14

Odisseando

"O meu nome é Rafaela. Sou uma tradutora portuguesa, apaixonada pela vida de freelancing e pelo conceito de coworking." Ou a pessoa com o espírito nómada, que todos nós gostávamos de ter.

 

Há algum tempo atrás o meu caro amigo Jorge, falava-me recorrentemente de um projecto que estava prestes a ser iniciado pela sua amiga, Rafaela Mota Lemos e que era tão somente, um sonho antigo de cada um de nós e que a Rafaela acabaria por concretizar dentro de pouco tempo.

 

Não sei precisar quando tivemos essas conversas sobre o projecto da Rafaela... mas fiquei com o bichinho de saber um pouco mais. O tempo passou e quis o destino que a Rafaela já tivesse passado por Lisboa (naturalmente), Milão e Rio de Janeiro. Quis o destino que os mundos da Rafa e do iPhil colidissem nos últimos dias, pouco depois da Rafaela chegar a Nova Iorque ou a New York City, como eu gosto de dizer.

 

Odisseando | New York City

 

 

Neste universo digitalizado, acabei por reparar que amigos comuns tinham feito Like e comentado uma foto e um texto já publicado a partir de NYC. Foi o clique que eu precisava para conhecer finalmente o projecto "Odisseando".

 

"Home is where I am"

 

A Rafaela é tradutora, é apaixonada pela vida de freelancing e pelo conceito de coworking. Na realidade, o projecto tem como premissa "Home is where I am" e surge da necessidade da Rafaela colocar um desafio a ela mesma e de viver em cidades em que sempre desejou viver, como Milão, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Nápoles, Luanda e Telavive.

 

Eventualmente, mais cidades podem ser acrescentadas a esta lista. São 3 meses em cada uma, com o objectivo de se tornar numa local, mantendo uma rotina de trabalho e de vida social, como qualquer pessoa, passando rapidamente de turista a residente e local.

 

Considerando-se uma "nómada digital" (adoro a expressão) que se desafiou a viver durante dois anos pelo mundo fora, seria impossível não partilhar a sua experiência nas plataformas em que nos habituámos a partilhar as nossas experiências e emoções, como os blogs ou as redes sociais, seja através de texto, fotografia ou vídeo (e pareceu-me ser a pessoa ideal para experimentar os mais diversos formatos).

 

Odisseando

 

Pelo Twitter, pelo Facebook, pelo Instagram, pelo Tumblr ou através do Blog, não deixem de acompanhar as aventuras da Rafaela pelo mundo e nos próximos meses, pela "minha cidade"... New York City e futuramente por Nápoles, Luanda e Telavive.

Ello

27.09.14
Ello

 

Há uma pergunta que eu faço mentalmente, de tempos a tempos... "Qual será a próxima rede social de referência?"


Sim, isso vai acontecer... é simplesmente uma questão de tempo. Resta saber qual será e se será alguma rede que já existe ou ainda estará para ser criada. Esta questão volta a ser colocada, sempre que uma nova rede social ganha algum buzz e hype.

 

5 Years of Social Media

 

O caso mais recente é a rede social Ello, que se apresenta como uma rede simples e apelativa, sem publicidade (em que os utilizadores não são um produto, ao contrário das outras redes, que monitorizam toda a actividade para ceder a terceiros por causa da publicidade), criada por um pequeno grupo de artistas e designers. Originalmente, era uma rede social privada, mas o interesse aumentou e acabaram por abrir a plataforma, agora disponível por convite, numa versão Beta pública.

 

Muito do buzz agora criado, está relacionado com a política de "nomes reais e verdadeiros" do Facebook, sendo que, há um número considerável de utilizadores que preferem utilizar outro nome para se apresentarem na web (é questionável, não faltam razões legítimas para o fazer). Não é preciso ir muito longe para descobrirem um... iPhil??

 

A grande maioria dirá que é "mais uma que não terá sucesso", mas será mesmo assim? Quando surgiu o Facebook reinava o Hi5 e recordo-me de suspender a conta do Facebook, porque a esmagadora maioria dos meus amigos, não usava o Facebook ou nunca tinha ouvido falar do Facebook. E acreditem, não foi assim há tanto tempo.

 

Voltemos ao Ello...

 

Pessoalmente, fiquei com a ideia que o conceito do Ello é uma intersecção entre o Facebook e o Twitter ou uma espécie de Twitter, com funcionalidades mais alargadas, em que temos uma timeline, baseada em nicknames com a mesma estrutura do Twitter (@username), em que podemos criar threads de resposta e contra resposta e sem um aparente limite de caracteres. Contudo, a inexistência de apps nativas, poderá ser um problema, apesar do site poder funcionar em browsers mobile.

 

Segundo o Vox, nos últimos dias, o Ello estava a conseguir cerca de 31.000 utilizadores por hora. São números consideráveis...mas, podemos esperar muito mais do que um hype?

Apple Pay vs PayPal

17.09.14
Apple Pay vs PayPal

 

Parece que o PayPal percebeu que a Apple encostou a empresa de pagamentos contra a parede, após o anúncio do lançamento do serviço Apple Pay, no próximo mês de Outubro.


Efectivamente, das novidades apresentadas na semana passada, Apple Pay pareceu-me ser a novidade mais interessante, porque será o serviço que mais impacto vai provocar no nosso dia-a-dia, porque a Apple poderá ter desbloqueado, de uma vez por todas, a questão dos pagamentos móveis e que poderá resultar na desmaterialização dos cartões de plástico, conseguindo manter o modelo de negócio actual e que perdura há muitos anos, entretanto a Apple como mais um interveniente, mostrando o caminho que outros poderão seguir. Poderá ser o caso do Google, com o Google Wallet e os smartphones Android.

 

Reparem como a empresa que não entra nestas contas, é precisamente, a PayPal, que não foi incluída como parceira do Apple Pay e ou do Google Wallet, porque o modelo de negócio está pensado exclusivamente para cartões de crédito ou débito.

 

Apple Pay

 

Mas as novidades não se ficam por aí. A solução encontrada pela Apple está próxima do perfeito, partindo do príncipio que não há soluções perfeitas, obviamente, uma vez que a Apple está a percorrer o caminho da desmaterialização dos cartões de plástico e da tokenização dos pagamentos, uma solução que não é propriamente nova, uma vez que o modelo utilizado pelo MBNet, não é assim tão diferente, uma vez, que a Apple utiliza dados gerados automaticamente, para realizar cada pagamento, da mesma forma que um utilizador do MBNet pode gerar um cartão virtual para cada pagamento que realiza. Só pode ser utilizador uma vez, porque o valor do cartão virtual é igual ao valor da compra e a informação do cartão original não é incluída na transacção.

 


Link do Vídeo

 

Também já sabemos que o NFC dos novos iPhones 6 só servirá para o Apple Pay. Mas isso não é propriamente uma novidade. É a forma da Apple lançar funcionalidades e tal como no Touch ID, talvez só com o iOS 9, a Apple acabe por criar as APIs para o NFC e Apple Pay e eventualmente continuará a servir apenas para realizar pagamentos.

 

Pessoalmente, estou bastante entusiasmado com o facto de poder reforça a minha utilização do Touch ID, em particular com o 1Password, um serviço que pretendo utilizar ainda mais, para dispensar de uma vez por todas, a utilização de passwords. Estou curioso para saber o que fará a Apple com os outros iDevices e com os Macs, no que diz respeito ao Touch ID.

 

 

Quanto à campanha da PayPal... bom, eu diria que não passa de uma campanha que tem como objectivo aproveitar o buzz de apresentação e lançamento do iPhone 6 e o caso das fotos descarregadas do iCloud. Mas não podemos esquecer que a PayPal não é propriamente uma empresa perfeita e a sua única função são pagamentos. Como sabemos, a Apple está muito para além disso.

 

Por isso, trata-se apenas de uma campanha que fica ali na fronteira entre o fail e o pânico, por tudo aquilo que já enumerei anteriormente.

 

Veremos o que acontecerá nos próximos meses e o quão de depressa, estas novas plataformas chegarão aos restantes mercados, especialmente o mercado europeu.

Depois dos Prós e Contras #PL118 / #PL246

16.09.14
Depois dos Prós e Contras #PL118 / #PL246

 

Obviamente, depois de concluído o Prós e Contras de hoje, é impossível não publicar um post de reacção ao programa, com as principais notas que ficam do debate sobre a revisão da Lei da Cópia Privada.


Como seria de esperar, foi um debate intenso e com acusações injustas. Mas vamos directamente às notas principais, que destaco do debate:

 

- Os "autores" e os representantes das entidades dos autores continuam sem compreender o problema fundamental.

 

- Fica mesmo a ideia que os "autores" não concordam com a existência da Lei da Cópia Privada. Como existe um normativo europeu, então que se cobre de forma transversal e sem distinção.

 

- Para ter a aprovação popular, os "autores" apontam baterias para o retalho e para os representantes da indústria tecnológica, neste caso, na pessoa de José Valverde, representante da AGEFE e que esteve presente no debate. Os "autores" alegam que deviam ser essas entidades a assumir o custo das novas taxas.

 

- Os "autores" não estão dispostos a cobrar na aquisição, mas sim na utilização do "conteúdo". Bem conveniente esta separação... porque é possível contabilizar as vezes que compramos uma música...mas ninguém consegue contabilizar quantas cópias ou leituras fazemos (até nisto os autores são limitados, porque é possível contabilizar esse número, nos serviços de streaming). Resolve-se a questão cobrando nos equipamentos. O João David Nunes foi claro numa resposta: "O autor não é remunerado na compra." Se calhar respondeu ao problema.

 

- O debate, mais uma vez, centrou-se na música, quando temos outros meios envolvidos (livros, filmes, etc). É verdade que estão representados pelas entidades presentes no debate, mas individualmente só vi músicos e um ou outro escritor. Curiosidade ou não... o autor mais novo que esteve presente, foi o Miguel Ângelo e isso explica muito do que se passa neste mundo da intermediação autoral. Onde estão os autores da geração Kindle e Spotify?

 

- Também ficou clara, a ideia que a representação individual e livre incomoda muita gente, fosse com a presença no programa ou através das redes sociais e blogs. 

 

- Foi interessante ver a "esquerda caviar" (adoro esta expressão) a defender com unhas e dentes, um novo imposto. A mesma "esquerda caviar" também se incomoda muito com a representação individual e livre. Parece que Abril para essa gente, só serviu de inspiração criativa. Hoje, não existem.

 

- Faltou bom senso aos "Prós". Especialmente a David Ferreira. Qual Octávio Machado, levantou a questão do Cartel. Eu diria que o Cartel está na intermediação que é feita pelas SPAs desta vida. Infelizmente não vi essa questão ser debatida. Ou seja, não estaria na altura de rever a posição e as percentagens que são recebidas e geridas por estas entidades? Se calhar está na altura dessas entidades abdicarem da sua parte ou não? Claro que os autores ficariam com esses montantes.

 

- Se calhar, o projecto de revisão da Lei dos Direitos de Autor terá esse objectivo e por isso, a SPA e a Secretária de Estado da Cultura já não estão em sintonia, como no caso da Lei da Cópia Privada.

 

 

Em jeito de conclusão, eu diria que as perspectivas não são boas e resta à Assembleia da República tomar a decisão correcta e para isso, ainda temos uma petição a decorrer e que já ultrapassou as 1.200 assinaturas. Se este debate provou é que é preciso travar este projecto de Lei. Mas como foi sugerido pelo Rui Lourenço durante o debate, também é preciso repensar a questão, para que os autores recebam o que lhes é devido. Ninguém tem dúvidas sobre isso.

 

Por isso, é ler, assinar (se concordarem) e divulgar. Divulgar o mais possível.

 

Não esquecer que é necessário confirmar a assinatura, através do mail que é enviado pela plataforma de petições.

 

 

Uma última nota de agradecimento à Maria João Nogueira, ao Rui Lourenço, ao Rui Seabra e ao José Valverde, pela representação que fizeram de todos aqueles que não são autores e serão afectados pela alteração desta lei. Será que isto esclarece a questão a representatividade? Ou o 25 de Abril não chegou?

 

Petição contra a Lei da Cópia Privada #PL118 / #PL246

15.09.14
Petição contra a Lei da Cópia Privada #PL118 / #PL246

 

Em noite de Prós e Contras dedicado à revisão da Lei da Cópia Privada, é dia para destacar a criação de uma nova petição.


A votação deste novo projecto de lei ocorrerá no próximo dia 17 de Setembro, na Assembleia da República e hoje, dia 15 de Setembro, o programa Prós e Contras será dedicado ao tema do momento.

 

O tempo é escasso, mas nunca é tarde para agir. Por isso e mais uma vez vos peço para assinar a Petição para Impedir a aprovação da proposta de lei n° 246/XII, da Cópia Privada.

 

É ler, assinar (se concordarem) e divulgar. Divulgar o mais possível, porque o tempo, escasseia.

 

Não esquecer que é necessário confirmar a assinatura, através do mail que é enviado pela plataforma de petições.

 

Em Março de 2012, o Projecto de Lei original foi cancelado pelo PS e na altura, a petição que foi criada na altura, conseguiu mais de 8.500 assinaturas e foi fundamental na pressão exercida sobre os partidos com representação na Assembleia da República.

A Matemática do Copyright #PL118 #PL246

13.09.14
A Matemática do Copyright #PL118 #PL246

 

Na tranquilidade do mês de Agosto, o Governo português tomou a iniciativa de aprovar em Conselho de Ministros, a revisão da Lei da Cópia Privada. Esta nova revisão seria uma evolução do projecto de lei nº. 118, sendo agora conhecido como projecto de lei nº. 246.


A votação deste novo projecto de lei ocorrerá no próximo dia 17 de Setembro, na Assembleia da República, sendo que, o próximo Prós e Contras será dedicado a este tema, que tanta polémica tem gerado, especialmente na web e nas redes sociais.

 

O que me fez escrever finalmente sobre este tema (porque até aqui, outros bloggers o têm feito de forma brilhante, como é o caso da Jonas), foi o mais recente comunicado da AGEFE - Associação Empresarial dos Sectores Eléctrico, Electrodoméstico, Fotográfico, Electrónico, que resume e bem, o sentimento geral de quem está contra este revisão da Lei da Cópia Privada e cuja transcrição eu aqui deixo:

 

 

ALGUMAS COISAS QUE TALVEZ NÃO SAIBA SOBRE A LEI DA CÓPIA PRIVADA

 

A AGEFE - Associação Empresarial dos Sectores Eléctrico, Electrodoméstico, Fotográfico, Electrónico, vem informar os decisores políticos e a opinião pública portuguesa, sobre as consequências que terá uma eventual aprovação da alteração à Lei da Cópia Privada, proposta pelo Governo, por iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, e que a Assembleia da República vai votar na próxima quarta-feira, dia 17 de Setembro.

 

- A aprovação desta lei vai sobrecarregar a economia e os contribuintes com um imposto encapotado, a pretexto da compensação por um alegado prejuízo aos detentores de direitos, que até à data ninguém foi capaz de demonstrar.

 

- Um consumidor que compre um telemóvel, e que não tenha ou nunca venha a ter, cópias de músicas ou de outros conteúdos protegidos por direito de autor no seu aparelho, terá de pagar até mais 18,45€ (taxa máxima IVA a 23%) pelo mesmo equipamento. Da mesma forma, quem comprar música em formato electrónico para o seu telemóvel ou subscreva um serviço de streaming, irá pagar direitos de autor em duplicado, ou mesmo em triplicado se utilizar adicionalmente um cartão de memória, que também será taxado.

 

- Qualquer contrato de televisão por subscrição que inclua uma set-top box passa a implicar o pagamento de uma taxa, a título de direitos de autor, apesar de estes direitos já terem sido contemplados  no serviço contratado. Mais uma vez, os consumidores vão ser duplamente taxados.

 

- Também as empresas e o próprio Estado vão ver os seus custos aumentados nas aquisições de produtos tecnológicos, tais como computadores, tablets, telemóveis ou impressores, havendo múltipla taxação para o mesmo fim, sem que haja a mínima evidência de que vá ser reproduzida qualquer obra protegida.

 

- Tal como aponta o jurista António Vitorino no Relatório que apresentou à Comissão Europeia em 2013, a pedido desta, as cópias feitas pelos consumidores para uso privado no contexto dos serviços online licenciados pelos detentores dos direitos não causam qualquer prejuízo aos autores, pelo que não justificam qualquer remuneração adicional sob a forma de taxas aplicadas aos equipamentos. O Senhor Secretário de Estado da Cultura comprometeu-se a apresentar uma proposta de alteração legislativa à luz das recomendações feitas neste documento, o que não aconteceu, bem pelo contrário.

 

É ainda de lamentar a falta de oportunidade desta Lei. De facto,

 

- É incompreensível que o Senhor Secretário de Estado da Cultura tenha ignorado totalmente as conclusões do Relatório de António Vitorino, bem como o compromisso do recém-eleito Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de modernizar nos seus primeiros seis meses de mandato, o quadro legislativo europeu sobre esta matéria, pelo que o momento escolhido para alterar a Lei em Portugal não podia ser mais desadequado.

 

- Carece de sentido que Portugal venha a adoptar uma Lei que replica a legislação que foi revogada em Espanha há quase dois anos por ter sido considerada desadequada face à realidade actual.

 

- Aquando a recente aprovação pelo Parlamento do Reino Unido, da reforma da Lei da Propriedade Intelectual, que introduziu o direito à cópia privada sem estabelecer qualquer taxa, a responsável governamental pela medida, Lucy Neville-Rolfe, declarou: "O governo não acredita que os consumidores britânicos tolerassem taxas pela cópia privada. São ineficientes, burocráticas e injustas, bem como penalizadoras dos cidadãos que já pagam pelos conteúdos."

 

- A alteração legislativa agora proposta não só não resolve um problema, como vai criar outros, a começar pelos efeitos extremamente negativos na economia. Vai aumentar o custo do acesso a produtos tecnológicos e travar o desenvolvimento da economia digital em Portugal, sem qualquer garantia de que o dinheiro resultante das taxas realmente chegue àqueles a quem alegadamente se destinaria e não se perde nas várias entidades encarregues de fazer a gestão e distribuição destas verbas.

 

Perante todos estes factos, a AGEFE apela às Senhoras e aos Senhores Deputados da Assembleia da República para que não aprovem a proposta de alteração da Lei da Cópia Privada, que ultrapassa em muito o âmbito dos políticas públicas para a área da Cultura, com evidente destruição de valor económico.

 

A adopção desta nova Lei da Cópia Privada, que é desadequada e injusta, seria mais um contributo para a perda de competividade das empresas portuguesas e para o incremento das compras ao exterior sem qualquer valor acrescentado nacional, bem como para a redução de receitas, directas e indirectas, do próprio Estado, colocando em risco empregos em Portugal.

 

 

A Direcção da AGEFE

 

Lisboa, 13 de Setembro de 2014

 

 

É impossível não me rever neste posição da AGEFE. Mas esta revisão da Lei da Cópia Privada tem mais problemas e questões que merecem ser discutidas e revistas.

 

Apesar da Lei da Cópia Privada nada ter a ver com a pirataria, os seus defensores insistem em misturar os temas. E porquê? Porque cheira a pirataria em toda a proposta, em virtudade da incompetência de quem tinha a obrigação de tomar medidas sobre esse tema. Qual é a solução mais simples? A mais óbvia. Agarrar numa lei existente, sobretaxá-la e com a chamada "Matemática do Copyright", garantir mais alguns milhões para as entidades que alegadamente representam os autores e artistas, quando o problema passa pelo facto, destas entidades não conseguirem garantir com eficácia, o seu papel, uma vez que os autores e artistas são os primeiros a queixar-se sobre os valores e montantes que não recebem ou que têm em atraso.

 

Já em 2012, eu revelava aqui no blog, os números reais de um pagamento a um pequeno autor pelas vendas do seu livro. Para memória futura, deixo novamente esses cálculos.

 

Estamos a falar de um livro que tem o valor unitário de 14,19€ (preço s/IVA) e no ano de 2011 foram vendidas 82 unidades (curiosidade: o livro já não é novo) e gerou em vendas, 716,28€. Considerando os escalões da taxa de direitos de autor, o valor será sujeito a uma taxação de 5,00% sobre o valor de total de vendas. Neste caso, o valor apurado é de 35,84€. Sobre o valor apurado incide uma percentagem do autor sobre os direitos apurados de 12,50%. Ou seja, no total, o autor receberá apenas 4,48€.

 

 

Para que não haja dúvidas, aqui fica a declaração, com a eliminação dos dados da obra e do autor em causa, por motivos óbvios (para quem quiser ver numa dimensão legível, bastará clicar na imagem).

 

Declaração de Direitos de Autor

 

 

Em suma, de um volume de vendas de 716,28€, o autor recebeu apenas 4,48€. Em todo este processo, vi ou senti vontade por parte das entidades que representam os autores, em rever estas percentagens. É fácil fazer as contas... se as taxas cobradas ao consumidor aumentam e as percentagens atribuídas aos autores se mantém, é escusado dizer que são as entidades e pessoas que vão facturar e muito com esta revisão da Lei.
A SPA poderá fazer as FAQs que quiser (mesmo copiadas), que nunca conseguirá explicar e justificar tudo que foi referido neste post ou no comunicado da AGEFE.
E para terminar... e porque o nome deste post não é inocente, não posso deixar de publicar o vídeo de Rob Reid, quando ele expôs a "Matemática do Copyright" numa TED Talk e que têm tudo a ver com as contas que são apresentadas pelas entidades que alegamente representam a indústria e os artistas.

 

 


Link do Vídeo

 

 

Sapo Blogs 2014

09.09.14
Sapo Blogs 2014

 

O Sapo vai renovar a plataforma de Blogs. O objetivo é fazer com que o SAPO Blogs continue a ser a plataforma mais fácil de usar para quem quer partilhar as suas ideias e opiniões num blog.


No fundo, a plataforma será a mesma, mas teremos em breve novidades ao nível da área de gestão, que foi repensada de raiz.

 

Apesar do desenvolvimento que foi realizado no último ano, o Sapo pretende receber o input de alguns dos utilizadores da plataforma de blogs, podendo realizar alguns testes de usabilidade ao vivo. Se estão em Lisboa, podem enviar um e-mail para sapoblogs@sapo.pt com o endereço do vosso blog e a vossa disponibilidade para nos fazerem uma visita de 30 minutos (de manhã ou à tarde).

 

Pessoalmente, gostaria de ver a plataforma de Blogs do Sapo seguir o caminho do Medium. Uma plataforma que aposte nas mais recentes novidades web, através de templates responsive, simples e que dedique uma especial atenção aos elementos gráficos de alta resolução, como a renderização de fonts e imagens (com um upload ultra facilitado de imagens e respectiva inserção nos posts).

 

No entanto, tudo isso só fará sentido se a experiência de criar e partilhar um post for completamente revista (quer no browser, quer numa app dedicada). Isto porque, umas das impressões com que fiquei na utilização que fiz do Medium foi precisamente a vontade em escrever e gerar conteúdo relevante e com um look and feel próximo do que é criado pelos principais blogs e sites.

 

Actualmente, todo o processo de criar de um post, que cumpra os requisitos de um conteúdo gerado em 2014, nada tem a ver com o paradigma do que existia há uns anos atrás, quando o Sapo passou de Movable Type para LiveJournal.

 

Sabendo do potencial que existe nas equipas do Sapo, é com expectativa que espero pelas novidades que estão para ser apresentadas.

Net Neutrality

08.06.14
Net Neutrality

 

Este é um tema recorrente no blog e que me interessou desde o primeiro segundo, mas parece ser um assunto que tem passado despercebido pelos media nacionais.

 

Desde que a discussão começou há uns anos, especialmente nos Estados Unidos, que tenho tentado, na medida do possível, trazer para a esfera nacional o tema da manutenção da neutralidade na Internet, ou seja, forçar que todos os fornecedores de Internet, permitam o acesso igual para todos os utilizadores e todos os tipos de conteúdos, sem prejuízo para ninguém.

 

Recentemente, o feud entre o Netflix e a Comcast, resultou num acordo entre as duas empresas, o que implicará o pagamento de um fee por parte do Netflix à Comcast, com o compromisso que a Comcast não corte a velocidade de acesso aos conteúdos disponibilizados pelo Netflix (que tarda chegar a Portugal).

 

Mas serve este post, também para destacar o fantástico comentário realizado pelo comediante John Oliver, no seu programa "Last Week Tonight" em que explica de forma brilhante, em que consiste o conceito "Net Neutrality" e quais são as verdadeiras implicações, caso a mesma venha a terminar, como tudo indica.

 


Link do Vídeo

#Codebits 2014 - 3º dia

12.04.14
#Codebits 2014 - 3º dia

 

Chegámos ao final da edição 2014, aquela que terá sido, sem dúvida, a melhor e mais madura edição de sempre do Codebits.

 

O 3º e último dia do Codebits fica sempre marcado pela finalização e apresentação dos projectos que são submetidos ao concurso de programação non-stop 48h.

 

E confirmou-se a tendência que já tinha verificado na passagem que ia fazendo pelas mesas do recinto principal: MEO Wallet, BITalino, Drones e robótica.

 

Parece-me, fazendo uma comparação com anos anteriores, há uma maior consistência nos projectos apresentados. É verdade que seguem tendências, mas enquanto projectos, pareceram-me mais consistentes e potencialmente, com maior margem de progressão para um verdadeiro produto de consumo.

 

 

Vamos então, conhecer os projectos vencedores da edição 2014 do Codebits:

 

Prémios do Júri 

1º lugar: NeLo

Projecto 500 | Weareable Open Hardware for Polio Patients | URL

 

2º lugar: Polícias Beduínos

Projecto 478 | Quais foram os temas mais falados nas notícias da última semana? | URL

 

3º lugar: SubZam

Projecto 517 | It's like Shazam for movies! Do you want to know which movie has that specific line you're thinking?

 

4º lugar: Tabs

Projecto 474 | Remember the old days when you had to remove your wallet from your pocket, pull out your card and input a secret code to pay for goods and services?

 

5º lugar: Babel Talk

Projecto 479 | Imaginem um "walkie-talkie" do futuro onde as pessoas de nacionalidades diferentes comunicam entre si utilizando o seu idioma nativo.

 

 

Prémios do Público 

1º lugar: The Spelling Loom

Projecto 461 | This is about patterns in language, textiles and music. We will develop a language diversity game.

 

2º lugar: ToBITas

Projecto 468 | Robots are cool, Biosignals as well… put both together, and things can become freakin’ awesome!

 

3º lugar: Telephone Operator as a Service

Projecto 503 | Allows anyone to create clients that interact with a multitude of services over the telephone line. | URL

 

 

Pessoalmente, fiquei satisfeito com a lista de vencedores. Em anos anteriores não tive a mesma sensação, mas este ano, não me parece que houvesse grandes dúvidas sobre a lista de vencedores.

 

#Codebits 2014

 

Em cima do momento e poucas horas depois do seu final, posso dizer que foi o melhor Codebits. Pareceu-me mais calmo, concentrado na loucura dos projectos. Pareceu-me, por isso, um Codebits mais maduro e consistente. Pegando naquilo que foi dito na keynote de fecho, para o ano haverá mais Codebits e pelo que percebi...a data de Abril será para manter. Uma aposta ganha por parte da organização.

 

Para terminar, palavras de agradecimento à equipa do Sapo, que sempre me tem recebido de forma espectacular. Os restantes que me perdoem, mas assistir à apresentação dos projectos ao lado da Ana Godinho é uma experiência! :) O meu muito e muito obrigado.

 

#Codebits 2014

#Codebits 2014 - Geek is the new Sexy

12.04.14
#Codebits 2014 - Geek is the new Sexy

 

Respondendo ao Expresso, eu diria que não há dúvidas sobre o facto do "Geek is the new Sexy". E no Codebits 2014, as "geekas" provaram-no!

 

Existe a ideia pré-concebida que um evento como o Codebits é só para o género masculino. Sim, é verdade. As esmagadora maioria dos participantes é do sexo masculino. Mas as poucas participantes do sexo feminino, eram a prova de que havia todas as condições para mudar esse cenário.

 

A edição 2014 do Codebits, prova isso mesmo. O número de participantes femininas aumentou consideravelmente, quer em quantidade, mas também em qualidade. E como eu ouvi hoje: "Meninas, venham...eles não mordem!"

 

#Codebits 2014 - Geek is the new Sexy

 

Esse é o desafio da iniciativa "Geek is the new Sexy", que mostra o outro lado de alguns dos elementos da equipa do Sapo, que ficou devidamente registado em vídeo. Sim...meninas, este vídeo é para vocês.

 

webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen >

Link do Vídeo