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iPhil

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HelloLab

20.08.13
HelloLab

 

Voltamos a falar de mais um projecto "Made in Portugal". A HelloLab, é uma aplicação para iOS de edição de fotografia, desenvolvida pela Marcel Schmitz, disponível gratuitamente na App Store.

 

HelloLab é uma aplicação de edição de fotografia para o seu iPad, iPhone e iPod touch, que está disponível gratuitamente na App Store.

 

Com a HelloLab é possível editar as fotos que tira com o seu dispositivo iOS, para que apresente um resultado final, absolutamente profissional.

 

A principal característica, é sem dúvida, o seu interface simples e eficaz. De resto, é um problema, da maioria das aplicações de edição de fotografia, disponíveis para smartphones e tablets.

 

Para além do seu interface, apresenta 14 packs de filtros, com 8 opções para ajustar a sua foto, como exposição, contraste ou saturação. Sendo certo, que a aplicação é gratuita, há conjuntos de filtros que são adquiridos mais tarde, através de "In-app Purchases". No total, a aplicação como todos os filtros fica por 4,99€.

 

Como é habitual, também é possível fazer a partilha das vossas fotos nas principais redes sociais e claro, Instagram.

 

Um detalhe engraçado e de que sou fã, é a exportação das fotos editadas, com as tags estilizadas dos filtros utilizados. A maioria dos utilizadores, não deverá ser fã desta opção, pelo ruído causado pela tag, mas eu acho que fica absolutamente cool. Infelizmente, a exportação com a tag só está disponível em baixa resolução, mas a curta prazo o Marcel deverá fazer algumas melhorias e upgrades à aplicação, nos próximos dias.

 

Em baixo, deixo-vos com um exemplo de edição, de uma foto tirada com pouca luz, durante o espectáculo "Arco de Luz" no Terreiro do Paço. Podem clicar nas imagens, para terem acesso ao ficheiro na resolução original.

 

HelloLab - Original
Original
 
HelloLab - Alta Resolução
Alta Resolução
HelloLab - Baixa Resolução com tag
Baixa Resolução com tag

 

A app está disponível gratuitamente através da App Store e podem passar pelo hellolabapp.com, para descobrir um pouco mais sobre esta nova aplicação.

 


Link do Vídeo

Jeff Bezos compra o The Washington Post

05.08.13
Jeff Bezos compra o The Washington Post

 

É seguramente, a notícia do dia e que marcará as notícias de tecnologia nos próximos dias. Aquele que eu considero que será a figura influente que irá suceder a Steve Jobs, adquiriu o jornal The Washington Post por 250 milhões de dólares em dinheiro. Falo de Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon.

 

A notícia, foi já confirmada pelo jornal que acaba de ser comprado e está a agitar a blogosfera, num mês que se esperava calmo, tivemos as reacções ao lançamento do Moto X, por parte da Motorola, que agora pertence ao Google e agora, o fundador e CEO da Amazon, vem agitar as águas, com a compra, a título pessoal (através de uma outra entidade, propriedade de Jeff Bezos, que não a Amazon), o lendário jornal The Washington Post, responsável pela divulgação do caso Watergate, que resultou na demissão do presidente Nixon.

 

Alegadamente, Jeff Bezos terá vendido um volume considerável de acções da Amazon há poucos dias, eventualmente com o objectivo de concretizar este negócio. Negócios e milhões à parte, a pergunta que todos fazem na web neste momento é: "Porquê?"

 

Para já, Jeff Bezos garante que a gestão vai manter-se como até aqui (até porque vai manter o seu emprego principal, como o próprio refere). No entanto, ninguém realiza um negócio desta escala com o objectivo de manter a gestão como está, especialmente num negócio já viu melhores dias.

 

Por isso, deixo uma aposta pessoal. E não passa de pura especulação. Nós sabemos como a Amazon mudou alguns mercados e continua a mudar, especialmente no mercado dos livros e dos e-books. Apesar do negócio ser feito em nome pessoal e nada tem a ver com a Amazon, será que Jeff Bezos acredita que pode mudar o mercado da imprensa escrita e dos jornais? Será que pretende mostrar aos poderes instalados nesses meios, que caminho devem seguir daqui para a frente?

 

Outra dúvida que fica e essa, terá eventualmente uma resposta mais simples é: "Porquê o The Washington Post? Porque não, outra publicação?"

 

Não é inocente a escolha por uma publicação sediada na capital, no centro do poder. Será este negócio, uma forma de Jeff Bezos mostrar que o 4º poder ainda tem peso numa sociedade livre e que toda esta confusão com a NSA e a pressão sobre os media terá que ser repensada (ainda no TWiT gravado ontem, se discutia essa questão)? Qual é o melhor sítio no planeta para o fazer? You get it!

 

De resto, o The Verge já teve acesso ao comunicado enviado aos funcionários do The Washington Post:

 

To the employees of The Washington Post:

 

You'll have heard the news, and many of you will greet it with a degree of apprehension. When a single family owns a company for many decades, and when that family acts for all those decades in good faith, in a principled manner, in good times and in rough times, as stewards of important values - when that family has done such a good job - it is only natural to worry about change.

 

So, let me start with something critical. The values of The Post do not need changing. The paper's duty will remain to its readers and not to the private interests of its owners. We will continue to follow the truth wherever it leads, and we'll work hard not to make mistakes. When we do, we will own up to them quickly and completely.

 

I won't be leading The Washington Post day-to-day. I am happily living in "the other Washington" where I have a day job that I love. Besides that, The Post already has an excellent leadership team that knows much more about the news business than I do, and I'm extremely grateful to them for agreeing to stay on.

 

There will of course be change at The Post over the coming years. That's essential and would have happened with or without new ownership. The Internet is transforming almost every element of the news business: shortening news cycles, eroding long-reliable revenue sources, and enabling new kinds of competition, some of which bear little or no news-gathering costs. There is no map, and charting a path ahead will not be easy. We will need to invent, which means we will need to experiment. Our touchstone will be readers, understanding what they care about - government, local leaders, restaurant openings, scout troops, businesses, charities, governors, sports - and working backwards from there. I'm excited and optimistic about the opportunity for invention.

 

Journalism plays a critical role in a free society, and The Washington Post -- as the hometown paper of the capital city of the United States -- is especially important. I would highlight two kinds of courage the Grahams have shown as owners that I hope to channel. The first is the courage to say wait, be sure, slow down, get another source. Real people and their reputations, livelihoods and families are at stake. The second is the courage to say follow the story, no matter the cost. While I hope no one ever threatens to put one of my body parts through a wringer, if they do, thanks to Mrs. Graham's example, I'll be ready.

 

I want to say one last thing that's really not about the paper or this change in ownership. I have had the great pleasure of getting to know Don very well over the last ten plus years. I do not know a finer man.

 

Sincerely,

Jeff Bezos



Vamos ficar à aguardar, nos próximos dias, das reacções e consequências deste negócio.

Alma Portuguesa por Catarina Portas

05.08.13
Alma Portuguesa por Catarina Portas

 

No passado 27 de Julho, a RTP transmitiu o programa "Portugal de...Catarina Portas", em que a jornalista e agora empresária, fala do seu projecto "A Vida Portuguesa", mas também aborda a relação do seu projecto, com o futuro de Portugal e a sua tentativa em (re)encontrar ou (re)descobrir a Alma Portuguesa.

 

Há umas semanas, tive oportunidade de visitar pela primeira vez, a loja "A Vida Portuguesa" no Chiado. Naturalmente, já sabia da sua existência e os moldes em que tinha sido criada. Mas o sentimento que nos percorre a espinha, no momento em que visitamos a loja é absolutamente impagável.

 

Quando damos os primeiros passos naquela loja, é impossível ficar indiferente aos produtos e às marcas que estão expostos naquelas prateleiras. Somos imediatamente transportados para uma viagem no tempo. As recordações, os momentos, os cheiros, um tempo que não volta...mas a realidade é que a loja existe e aqueles produtos existem...em 2013.

 

A Vida Portuguesa

Foi durante a mesma visita, que me ocorreram outras questões:

 

 

"Mas então estes produtos não desapareceram?"


 

"Como chegaram estes produtos a 2013?"


 

"Quem produz estes produtos?"

 

 

 

No programa "Portugal de... Catarina Portas", com a autoria de Luís Osório, Catarina Portas fala sobre o seu projecto, mas não só. Fala das motivações que a levaram a apostar num mercado que a própria apelida de "Comércio Delicado", em clara oposição aos shoppings, aos hipermercados e ao comércio de retalho obessivo.

 

É nesse conceito em que se baseia o projecto "A Vida Portuguesa". Muitos olham para o projecto, como um projecto saudosista, que tenta recuperar produtos antigos. Mas o projecto é muito mais do que isso. Pode ser simplesmente uma "metáfora" para o país. Um país que deve apostar no que é seu. Um país que ainda tem uma capacidade diferenciadora, com produtos diferenciadores. A Europa já pode ter perdido isso. Devemos ser mais rigorosos e selectivos nos produtos que escolhemos. Como refere Catarina Portas, a forma como consumimos, por ser um acto político. A forma como podemos ser mais exigentes no momento em que compramos, pode definir o nosso futuro.

 

Como já terão percebido, revejo-me completamente nas palavras da Catarina Portas. Mas melhor do que qualquer texto que eu possa escrever, é ouvirem o seu relato pessoal, assistindo ao programa transmitido na RTP e à sua talk no TEDxPorto 2013.

 


Link do Vídeo

 


Link do Vídeo

 

"A Vida Portuguesa" está presente fisicamente com duas lojas, em Lisboa e no Porto. Mas podem conhecer a sua oferta, na loja online. O projecto, também pode ser acompanhado no Facebook.

Novos tempos

23.04.13
Novos tempos

 

Na manhã de hoje, três notícias passaram-me pelos ecrãs e por algum motivo, achei que havia uma relação entre elas e podia ainda acrescentar uma outra, que fazia referência aos números sobre as salas de cinema, no último fim de semana, sendo o pior dos últimos dois anos.

 

Mas vamos ao que importa.

 

Jorge Jorge Letria, presidente da SPA, revelou à TSF, que "Há autores consagrados que não conseguem editar livros", no mesmo dia em que um dos elementos da banda The Curimakers, confessa quanto recebeu da SPA, a quantia de 0,01€ relativa aos direito de autor do ano de 2012.

 

De resto, a questão dos valores relativos aos direitos de autor, não são uma novidade no blog. Em Março de 2012, já tive oportunidade de publicar alguns dos valores que são pagos a um escritor.

 

Portanto, quando a SPA revela que os autores não conseguem editar, também é preciso compreender, se não o fazem, é porque não vendem ou porque não recebem o valor que deveriam receber. Na mesma notícia, é referido que, as editoras portuguesas cortaram no número de edições e na quantidade de exemplares impressos de cada obra e que vai ser solicitado o apoio do Estado (estou curioso para saber, em que sentido vão pedir a ajuda do Estado).

 

Mas os dados revelados pela SPA, não esclarecem, no que diz respeito às vendas de e-books. Acredito que haja uma redução no mercado. Mas também acredito que alguma dessa redução, é compensada pela compra de e-books, que não seguem exactamente as mesmas regras dos livros em papel.

 

Contudo, não deixa de ser irónico que a SPA, que não cumpre o seu papel, venha queixar-se que os autores não conseguem fazer chegar as suas obras ao público, quando, nunca como agora, esse acesso foi democratizado e qualquer um de nós, tem ferramentas que permitem publicar facilmente uma obra. Obviamente, que os novos circuitos funcionam à margem da SPA. Escuso de dizer que a curto prazo o papel da SPA deixa de fazer sentido e serão os seus sócios a perceber isso.

 

Para finalizar e fazendo uma ponte com as novas formas de publicação de obras, não posso deixar de destacar a entrevista do filósofo Anselm Jappe ao jornal Público, em que é colocada a questão: "O que faremos se o sistema já não conseguir criar trabalho?"

 

Podemos concordar ou não, mas não podemos ficar indiferentes com as palavras de Jappe. O paradigma está a mudar. Temos novas formas de obter o nosso rendimento. Há evolução tecnológica. Há novas necessidades. Há novos recursos para explorar. Há novos modelos de negócio para criar. É preciso reconhecer essas alterações e dar o passo em frente (apesar da constante pressão de certo lobbies).

 

Repito, entidades como a SPA, estão ultrapassadas. Fazem parte de um século que já ficou para trás há 13 anos. O mesmo se aplica à Europa, que está agarrada a uma União, que de união tem muito pouco. Dizem que a história se repete...e se calhar repete-se mesmo, porque temos novamente uma Alemanha, a reconhecer que os países do Euro terão que ceder a sua soberania. Pergunto, se a Alemanha também estará disposta a fazê-lo.

 

Uma coisa é garantida...o mundo começou a mudar em 2001, numa certa manhã de Setembro...13 anos depois, ainda não percebemos que mudança foi essa e para onde caminhamos.

 

Como diria, José Hermano Saraiva, vamos continuar a ter "noite de luar, a Serra de Sintra e o Tejo a correr para o mar". Pessoalmente, gostava de ter esta visão optimista, mas olhando o mundo que nos rodeia, fica um pouco complicado.

Algo de muito errado..."Mas o sistema é um "castelo de cartas que começa a perder peças". E é tempo de repensar o conceito de trabalho"

Passaporte escolar +

24.09.12
Lisboa Participa

 

 

O "Passaporte escolar +" é um projecto que conta com a participação do Ginásio Mental, do meu caro amigo Jorge Amorim. Este novo projecto, na área de Educação e Juventude está disponível para votação pública até 31 de Outubro no site Lisboa Participa no âmbito do Orçamento Participativo '12.

 

 

O projecto destina-se às crianças do 1º. Ciclo do Ensino Básico, da rede pública da cidade de Lisboa e integra o Programa Passaporte Escolar. Tem como principal objectivo promover o desenvolvimento de competências nas crianças na área da educação emocional, comportamental, cognitiva, cívica e de cálculo mental, através de sessões e ações de animação a realizarem-se durante o ano letivo no espaço da escola ou em espaços e equipamentos pertencentes à rede do Passaporte Escolar. Prevê-se a utilização de novas técnicas e metodologias de ensino adequadas às áreas a serem trabalhadas (matemática prática, filosofia prática, meditação, educação emocional, educação cívica), pretendendo-se colmatar problemas como: hiperactividade, défice de atenção, falta de motivação, stress, aversão/medo a disciplinas. O projeto que poderá abranger 5000 crianças nas suas diferentes valências terá uma duração de dois anos letivos.

 

 

Para votar, acedam à página do "Passaporte escolar +", façam Login/Registo com o Facebook (ou criem um novo acesso) e votem neste projecto.

App.net

13.08.12
Dalton Caldwell

 

 

No passado dia 1 de Agosto, o developer Dalton Caldwell foi o destaque na web, depois de ter publicado uma carta aberta para o Mark Zuckerberg, criticando a postura do Facebook, ao perceber que o Facebook abordava algumas Startups com o objectivo de as comprar, ficando o sentimento que dessa forma, a potencial concorrência seria eliminada.

 

 

Numa dessas reuniões, Dalton esteve presente e simplesmente deu a nega para o Facebook. Insistiram e que só existiam duas saídas: a compra da empresa ou seriam esmagados pelo Facebook.

 

 

Insatisfeito, Dalton Caldwell publicou o que lhe ia na alma. Para além do Facebook, também criticou o Twitter e a forma como estas empresas tratam os utilizadores como produto e como fecham a porta a outras empresas para desenvolver aplicações com base em plataformas como o Facebook ou o Twitter.

 

 

Em resposta, surge o App.net, financiado pelos utilizadores e developers num modelo muito semelhante ao Kickstarter.

 

 

O App.net é um serviço em tempo real onde os utilizadores e developers vêm em primeiro lugar e não os anunciantes. A equipa que desenvolveu o projecto, tem cerca de 9 anos de experiência nesta área e chegou o momento de provar que o modelo baseado em publicidade pode apresentar problemas e chegou o momento de fazer alguma coisa e por isso, foi lançado o desafio para criar algo alternativo ao que existe, com um modelo de financiamento que desafia os modelos que vingaram nos últimos anos, na chamada Web 2.0.

 

 

Pessoalmente, tenho sérias dúvidas que este projecto consiga fazer frente a um Twitter ou Facebook. Mas, por uma questão de princípio, também eu, decidi apostar neste projecto, porque tenho a convicção que a Internet não tem que ser aquilo que aquele rapaz do Facebook acha que tem que ser.

 

 

Para quem quiser apostar neste projecto, ainda tem cerca de 12 horas para fazê-lo.

 

 

Para finalizar, deixo-vos com as palavras do próprio Dalton Caldwell.

 

 


Link do Vídeo

 

 

Entretanto, estou a aguardar pelo acesso à versão Alpha do App.net.

 

 

App.net Alpha

 

 

Por causa da demora, tive oportunidade de falar com um dos elementos do projecto e confessava que estavam um pouco atrapalhados com o volume de pedidos que surgiram durante o fim de semana e que está a ser um período e tanto. Havia entusiasmo nas suas palavras.

A alma é o segredo do negócio

05.07.12
Miguel Gonçalves

 

 

No dia em que arrancou a nova homepage do Sapo, acabei por descobrir a iniciativa "Portugal tem Vigor" no Sapo Vídeos, em que destaco a entrevista de Miguel Gonçalves, que ajuda a tornar ideias em projetos e projetos em realidade. Psicólogo de formação, é um dos fundadores da Spark Agency que ajuda a potenciar ideias de negócio. Trabalha muito, dorme pouco e essa é a sua receita para o sucesso.

 

 


Link do Vídeo

 

 

Para quem não se recorda, o Miguel ficou mais conhecido pelas suas intervenções no Prós e Contras na RTP.

 

 

Subscrevo genericamente o seu discurso. Aqui e ali, não concordo com algumas afirmações. Nomeadamente as sucessivas comparações com os EUA. Até nem sou a pessoa mais imparcial no que diz respeito aos EUA, porque nos últimos anos tenho estado mais próximo da realidade norte-americana. Ainda assim, é preciso manter uma certa distância e perceber que falamos de culturas, contextos e mentalidades diferentes.

 

 

O Miguel falou do Silicon Valley e o sucesso que as mesmas pessoas conseguiam fora do Silicon Valley. Então pergunto, porque razão o mundo não está recheado de Silicon Valleys? Já li e ouvi muita coisa sobre o fenómeno Silicon Valley e a verdade é que projectos como um Google, um Twitter ou um Facebook só podiam mesmo ter acontecido no Silicon Valley ou na área de São Francisco. Mesmo o Facebook, que não foi fundado no Silicon Valley, acabou por se mudar para lá. Porque razão o fez?

 

 

Com isto, não quero dizer que é completamente impossível desenvolver projectos interessantes e de sucesso fora de Silicon Valley. O que pretendo dizer que há um conjunto de factores que permitem que o Silicon Valley seja o Silicon Valley. Factores que podem decidir que um projecto que falhou em Lisboa, pode ter sucesso em Braga.

 

"Dormir pouco, comer depressa e trabalhar muito" pode ser a chave do sucesso, mas também pode ser uma fórmula suicida, depende dos tais factores que referia. O contexto em que nos encontramos. As pessoas que conhecemos. O local onde vivemos. O nosso quadro de valores. As viagens que fizemos. A formação que temos ou não temos. A vontade que temos em explorar novas situações. A capacidade de sair da nossa área de conforto. A lista é longa.

 

 

O Miguel é de Braga, mas acabei por conhecer melhor a realidade em Viana do Castelo (de qualquer forma são paradigmas semelhantes), por exemplo. Há muita coisa a acontecer naquela cidade. Quem tiver boas ideias e tiver espírito empreendedor, terá uma qualidade de vida e tempo para desenvolver essas ideias. Uma das coisas que sinto que Lisboa não permite. Lisboa, como outras grandes cidades, acaba por nos consumir e não nos deixe desenvolver tudo aquilo que ambicionamos desenvolver ao longo da nossa carreira. Não será por acaso, que Nova Iorque não consegue apresentar o mesmo potencial em termos de startups como São Francisco.

Lisbon - Startup City

15.05.12
Lisbon - Startup City

 

 

Enquanto não chegam novos depoimentos de estrangeiros que vivem em Portugal e qual é a sua opinião sobre Portugal e os Portugueses, deixo-vos com o vídeo criado pela InvestLisboa, com o depoimento de alguns empreendedores que se fixaram em Lisboa para iniciar a sua startup e porque razão escolheram Lisboa e Portugal para o fazer.

 

 

laire Chung (Chinesa-americana - Shangpin.com), Ekaterina Zhilina (Russa - Matrioshka.biz), Mariano Kostelec (Argentino - Uniplaces.com), Jesse Biroscak (Americano - Briiefly.com), Nitin Puri (Indiano - Annecto.eu), Saurabh Khanna (Indiano - Annecto.eu) e Alisson Ávila (Brasileiro - Wearecouture.com) são os intervenientes deste vídeo, que nos mostra uma Lisboa que muitos acreditam que não existem.

 

 


Link do Vídeo

 

 

Para quem perdeu, recomendo vivamente a leitura, da visão que a Manuela Ciaccio tem de Portugal e dos Portugueses.

 

 

Aproveito para voltar a lançar o desafio a todos os leitores do blog, que são estrangeiros e vivem em Portugal, podem enviar um mail (iphilmail@gmail.com) ou até deixar nos comentários, um texto que demonstre a vossa visão sobre Portugal e sobre os portugueses.

Jornalismo e Empreendedorismo

15.05.12
Más Público

 

 

Muito se tem falado da crise que tem afectado o jornalismo, quase da mesma forma que se fala em empreendedorismo. No entanto, raramente vejo as duas coisas de mãos dadas...até fico com a sensação que vejo mais o contrário.

 

 

Provavelmente, por causa dos sites e blogs de tecnologia que acompanho, sempre achei que os próprios jornalistas têm nas mãos, a oportunidade para marcar a diferença. Têm recursos humanos, têm formação...falta pôr a máquina a mexer.

 

 

Para cerca de 30 ex-jornalistas do jornal Público espanhol, que foi descontinuado em Fevereiro, chegou a hora de colocar a máquina a mexer. Juntaram-se para lançarem em conjunto, a publicação Más Público, um jornal de distribuição gratuita com uma tiragem de 16 mil exemplares, que foi lançado no passado dia 12 de Maio.

 

 

Está aqui a prova que é possível. Fica o exemplo.

Santa Apolónia - Entrada Norte

29.04.12
Movimento Entrada Norte

 

 

Já conhecia a iniciativa e cada vez que lá passo, recordo-me da mesma. Só não sabia que o Basílio Vieira, companheiro destas coisas das redes sociais e internet (acho que o posso chamar assim), era responsável pelo Movimento que foi criado e pela Petição online que foi criada.

 

Em resumo, todos os dias, cerca de 2000 utentes são obrigados a percorrer cerca de 150 metros em péssimas condições de segurança na Rua dos Caminhos de Ferro.

 

Movimento Entrada Norte

 

O objectivo desta iniciativa é convencer a REFER a criar um novo acesso através do muro do lado norte da estação de Santa Apolónica que sirva condignamente os 11.000 habitantes de São Vicente de Fora e Santa Engrácia. Vou mais longe e questiono se a REFER não teria interesse a nível comercial de aumentar os acessos através da estação, com este novo acesso.  Mas isto sou eu, que não ganho milhões como administrador da REFER e se calhar tenho boas ideias para rentabilizar os espaços muito pouco confortáveis dessa empresa que tão pouco tem feito pelo interesse público, até mesmo no serviço que presta ou devia prestar.

 

Passem pelo st-apolonia.org para conhecerem todos os pormenores, assinem a petição, façam Like no Facebook e estejam atentos à realização de uma marcha que pretende chamar a atenção desta iniciativa.