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iPhil

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Uber

22.10.14

Uber

 

Já alguns anos que ouvia falar e lia sobre o projecto "Uber", criado em 2009 em São Francisco. Foi um sucesso, expandiu-se pelo mundo e chegou finalmente a Lisboa.

 

Lançado oficialmente em Junho de 2010 em São Francisco, o Uber chegou no início do Verão a Portugal, especificamente a Lisboa e já deu que falar, com a habitual desconfiança dos taxistas (problemática que não é um exclusivo nacional). Para quem ainda não conhece, é um serviço de transporte privado personalizado em veículos topo de gama, baseado numa app, disponível para iOSAndroid e Windows Phone.

 

Uber App

 

Actualmente, o Uber está disponível em 45 países, em mais de 100 cidades em todo o mundo e começou o seu negócio com a conceito do UberBlack, uma clara alusão aos automóveis de transporte privado de Nova Iorque. Regra geral são veículos topos de gama e de cor preta. Sim, como aqueles que nos habituamos a ver nos filmes.

 

Dito isto e sendo eu, um curioso por estes projectos que saem de Silicon Valley e que acabam por chegar até nós, seria inevitável que tentaria utilizar o serviço. Na passada sexta-feira foi o dia ideal para o fazer.

 

Numa saída de amigos, decidimos que ninguém levaria transporte pessoal... automóvel, mota, etc. Conseguimos boleia para o local e no regresso, como sempre, o táxi seria a opção (e não me lembrava que já estava disponível uma certa aplicação do Meo).

 

Através de uma dica recebida no final da noite, decidimos na hora, instalar a aplicação, fazer o registo, carregar o cartão de crédito... e chamar um UberBlack. De resto, o processo é extremamente simples e a captação dos dados do cartão de crédito é semelhante ao Apple Pay, através da captação da imagem e leitura dos dados do cartão. No caso do Uber, com utilização de um recurso disponibilizado pelo PayPal.

 

Imediamente, temos acesso ao tracking da localização do automóvel que nos virá buscar, no local onde nos encontramos, bem como o nome do motorista, o modelo do automóvel (BMW Série 5) e a matrícula. Cerca de 8/9 minutos depois, o UberBlack chegou ao ponto de encontro (enquanto não chega, é possível contactar directamente o motorista, por telefone ou SMS). Um fantástico BMW Série 5 branco (sim, não era preto) na versão carrinha. Que maquinão. Do seu interior, saiu o Carlos, com óculos vermelhos na ponta do nariz, como se fosse declamar um poema, de fato e laço, que simpaticamente nos abriu as portas. Apesar de conhecer o serviço, nunca ia imaginar que o serviço prestado chegaria a este nível.

 

BMW Série 5

 

11 minutos e meio depois, num percurso de 9Kms, chegámos ao destino e confirmámos que o trajecto não teria qualquer custo, uma vez que as duas primeiras viagens são oferecidas, apesar do código promocional que tínhamos conseguido durante a noite e que nos fez arriscar contratar o serviço do Uber. De qualquer forma, acabamos por ter acesso ao custo da viagem. Neste caso, seria de 14,58€, com um arrendondamento de 0,58€ (uma prática habitual do Uber), ou seja, o serviço ficaria por 14,00€.

 

Durante a viagem, deu para confirmar mais alguns detalhes e curiosidades sobre o serviço. Os problemas com os taxistas, a entrada em funcionamento do horário 24 horas, a expansão para outras cidades portuguesas, como o Porto, criação de uma tarifa económica no centro de Lisboa com uma frota de Toyota Prius e que a frota actual do Uber é exclusivamente BMW (cerca de 20 veículos).

 

Em suma, recomendo vivamente o serviço, especialmente com as últimas experiências muito penosas com os taxistas de Lisboa, como utilizador, como condutor de veículo automóvel e como condutor de uma scooter. A qualidade de serviço apresentada pelo Uber é completamente imbatível. O automóvel, o trato, a simpatia e a educação do motorista (pelo que percebi, dava ideia que era originalmente motorista da Carris e o Uber é um part-time) e a qualidade geral do serviço não tem sequer comparação com o serviço prestado pelos Táxis, com condutores mal educados, rudes, veículos em péssimo estado e sempre com uma condução perigosa e abusiva.

 

Em relação ao preço... bom, não é, de facto um serviço barato. Mas não é muito mais caro do que uma viagem de táxi. Mas é preciso não esquecer o serviço diferenciador que é oferecido pelo Uber. Eu gosto de dizer que o Uber é low cost, quando comparado com os serviços de transporte com motorista premium, mas é um serviço premium quando comparado com os táxis.

 

Quem quiser conhecer um pouco mais do serviço, passe pelo uber.com ou visualize o vídeo de formação do Uber.

 

 

O iPhone e os operadores - Versão 2014

02.10.14
O iPhone e os operadores - Versão 2014

 

Chegados a Outubro, está na altura de fazer as habituais contas e comparativos no que diz respeito aos preços de aquisição dos novos iPhones 6, para que possamos perceber, porque razão em Portugal são definidos os preços que conhecemos.

 

Para facilitar a explicação, vamos centrar os números no iPhone 6 de 16GB, com preço base definido pela Apple de 699.00€.

 

Em Portugal, o iPhone poderá ser aquirido através dos 3 operadores nacionais: MEO, NOS e Vodafone e poderá ser comprado desbloqueado através da Apple Store online portuguesa ou através das lojas Premium Reseller da Apple, como a Fnac, Worten, GMS, iStore, entre outras.

 

Como já vem sendo habitual, assim que os operadores anunciam o preço dos novos modelos do iPhone, a primeira interrogação que todos fazem é: "Então, mas só 10 euros de diferença entre o preço do iPhone bloqueado e o iPhone desbloqueado? Como é possível?"

 

A realidade é que os operadores em Portugal, em virtude da alteração da Lei que abrange o desbloqueio deste tipo de equipamentos, passaram a incorporar o custo do desbloqueio no PVP do equipamento desbloqueado. Ou seja, no caso do iPhone 6 de 16GB, a Apple apresenta, como já referi, um PVP de 699.00€ e os operadores referem que o mesmo valor é de 862.38€. Um incremento de aproximadamente 160€. Por coincidência, o valor de referência para o desbloqueio do mesmo equipamento.

 

Para quem tem planos pré-pagos, não tenho dúvidas em afirmar, que efectivamente não vale a pena comprar através dos operadores. O desbloqueio terá sempre um custo associado, uma vez que ele será cobrado a quem compra como pré-pago. Com uma diferença efectiva de 10/20€ na compra do equipamento, então não há como justificar a compra a através de um operador.

 

Mas mantém-se a questão... "Valerá a pena adquirir um iPhone 6 de 16GB através dos operadores? Eventualmente através de planos?"

 

Eu diria que em Portugal, efectivamente não vale a pena comprar através dos operadores, seja em que cenário for (especialmente se não considerarmos apenas os valores, mas também a liberdade obtida). Por isso, decidi comparar os valores de aquisição através dos três principais tarifários dos três operadores, para conseguir obter o valor ou o custo total ao fim de 24 meses, somando o custo do tarifário e o custo do equipamento. Na análise que é feita, é preciso considerar alguns vectores. A saber:

 

- Do ponto de vista do custo para o utilizador (equipamento e/ou tarifário)

 

- Do ponto de vista do operador e a rentabilidade obtida através das margens e serviços

 

Para ajudar nesta análise, vamos recorrer a um quadro, que resume os elementos apontados anteriormente...

 

 

 

Como podemos verificar, através da aquisição com planos pós-pagos, o valor mais baixo em que é possível aquirir o iPhone é de 339,89€ na Vodafone. Contudo, através do MEO é possível fazê-lo por 137,90€, mas será uma aquisição a prestações e o valor do serviço será acrescido de 23,00€, relativo ao custo do equipamento. Rapidamente, é possível concluir que a aquisição através do MEO, aproxima-se e muito dos valores, quando o equipamento é adquirido através da Apple... no entanto, é preciso relembrar que esse equipamento será desbloqueado, ao contrário do equipamento comprado no MEO. Também não nos podemos esquecer que a aquisição da através da Apple, não implica a assinatura de um contrato de fidelização de 24 meses, apesar do período em análise, ser sempre de 24 meses.

 

Uma outra conclusão que podemos tirar, está relacionada com o perfil e segmento dos utilizadores em Portugal. Tenho ideia, que a esmagadora maioria dos utilizadores que contratam tarifários pós-pago, ficam-se pelos tarifários de 25€ e 30€. Contudo esses utilizadores são penalizados pelos valores de aquisição do equipamento. Sendo que, estamos a falar de diferenças na ordem dos 100€ e 200€, respectivamente para o PVP desbloqueado. Tem sido o modelo de negócio que tem imperado em Portugal. Mas não é assim noutros países.

 

Segue-se então a apresentação de um novo quadro, que apresenta os valores comparativos de 3 operadores estrangeiros: a AT&T dos Estados Unidos e de Inglaterra, a EE e a Vodafone.

 

Compra nos Operadores Estrangeiros

 

Rapidamente verificamos uma tendência. Nos tarifários e operadores em análise, partimos de equipamentos sem custo para o utilizador, até aos $200 e há uma clara aposta dos operadores em cobrar fortemente nos serviços, que pouco ou nada se distinguem do que é oferecido em Portugal. A oferta da Vodafone é um bom exemplo disso. Tal como em Portugal, estamos a avaliar períodos contratuais de 24 meses.

 

Também podemos verificar que os totais em Euros, se aproximam e muito dos totais de Portugal. Com uma clara diferença: O custo inicial do equipamento.

 

Em suma, em Portugal, quando juntamos o custo de equipamento, com o custo do serviço, não existe uma clara diferença de preços (operador vs Apple). De resto, até podemos sair prejudicados, quando compramos directamente à Apple. No entanto, é preciso não esquecer que estamos a "pagar" o desbloqueio do equipamento, quando fazemos a aquisição através do operador. Por outro lado, percebe-se que os operadores tentam manter o mais possível o valor dos tarifários. Mas esticam-se no custo inicial do equipamento, passando a ideia que os operadores tentam rentabilizar nos serviços e nos equipamentos que vendem.

 

No estrangeiro e nos principais mercados, a lógica muda... os equipamentos têm o menor valor possível, gratuito se possível e depois cobram um pouco mais pelos serviços, que são praticamente os mesmos que são disponibilizados em Portugal, o que me leva a questionar: "Então, mas o core business dos operadores não são os serviços?" Obviamente, que me faz todo o sentido, ver um operador fazer um esforço para pôr os melhores equipamentos nas mãos dos utilizadores e depois fazê-los pagar por isso (em serviços), durante 24 meses.

 

Nas conversas que tenho com colegas e amigos, um dos principais impedimentos para comprar equipamentos de topo, seja qualquer for o sistema operativo, é precisamente o custo inicial do equipamento. Assim que um equipamento custa mais de 200€, dificilmente será comprado pela esmagadora maioria das pessoas. Fica por responder, se essas mesmas pessoas estariam dispostas em ficar com um equipamento desses, de forma gratuita, mas teriam que pagar mensalmente um valor bem mais elevado pelo tarifário contratado.

 

Não vou negar que é uma tarefa complicada para os operadores, que apostam cada vez mais no cross-selling e nos pacotes integrados de serviços, o custo do serviço móvel esbate-se no preço total do serviço. Mas continuamos com o mesmo problema com o custo do equipamento e o MEO é um bom exemplo dessa incapacidade de oferecer preços competitivos para clientes com M5O ou M4O. Se o conseguem com os clientes empresa, porque razão não o conseguem fazer com os clientes particulares?

 

Com estes números, será que os operadores não têm margem (literalmente) para baixar o custo inicial de um smartphone de topo?

 

 

Crowdfunding e o poder de fazer acontecer

06.03.14
Crowdfunding e o poder de fazer acontecer

 

Está por provar, que o crowdfunding é uma forma viável e segura (do ponto de vista do investimento e retorno) de obter um financiamento para executar um determinado projecto.

 

Por isso, estou muito curioso para conhecer o desfecho deste financiamento através de crowdfunding, encabeçado pelo Nuno Markl. Afinal, teremos finalmente em Portugal, uma figura pública e com o talento do Markl e liderar um projecto de crowdfunding e poderá provar, de uma vez por todas, se o crowdfunding poderá ser uma opção viável, para figuras com a notoriedade de Markl.

 

Neste caso, o projecto consiste na realização do filme "Por Ela", protogonizado pela Ana Bacalhau (sim, dos Deolinda), pelo César Mourão e pelo Tónan Quito. O filme contará a história de Henrique (César Mourão) e Pedro (Tónan Quito), que têm uma coisa em comum: amam a mesma mulher, Luísa (Ana Bacalhau). Henrique, um pacato mas divertido e apaixonado professor, está a dias de casar com ela; Pedro, biscateiro rebelde e irritado com o mundo e consigo próprio, é o melhor amigo dela desde a escola, mas nunca teve a coragem de dar o passo que Henrique deu. Quando um dia ela desaparece da vida deles, nada mais lhes resta do que tentarem construir uma desastrada amizade aos solavancos, baseado numa simples evidência: cada um deles percebe que ninguém mais no planeta percebe melhor o seu desgosto... do que o outro.

 


Link do vídeo

 

A meta deste projecto cifra-se nos 100.000 Euros e no momento em que escrevo este post já leva 1.290 Euros (apenas 1 dia no ar).

 

Para quem ainda está desconfiado com este projecto, não deixem de ver a apresentação pelo próprio Nuno Markl.

 


Link do vídeo

 

Se estiverem com curiosidade em conhecer o projecto e ou até mesmo tornarem-se em "produtores", não deixem de passar pelos seguintes endereços:

 

Recife

20.02.14
Recife

 

Recife...e de repente, o Recife está nas bocas do mundo, por causa da emigração de Fernando Tordo e o terno post do seu filho, João Tordo, sobre a opção de vida do seu pai, aos 65 anos.

 

Quis o destino, que também eu estivesse "próximo" do Recife. Não, não vou emigrar...mas os meus tios vão. O meu primo já lá está...entretanto foi a minha tia e assim que possível, vai o meu tio.

 

Os meus tios estão longe de merecer o estatuto de "reformados" e o meu primo está na flor na idade...com imensas ideias e projectos. Sendo ele "chef" (não faço ideia se devo escrever desta forma), optaram por apostar num projecto de restauração e hotelaria, precisamente no Recife, para onde vai Fernando Tordo. Por isso, consigo identificar-me completamente com o texto do João Tordo, o seu filho. 

 

Mas houve outra questão que me impressionou no texto do João Tordo...o ódio. Reconheço que não sou fã do trabalho do seu pai. Reconheço a sua importância, nos anos 70, nos difíceis anos pré-revolução. Para lá disso...a figura "Fernando Tordo", pouco ou nada me diz. No entanto, isso não significa que tenha que odiar o senhor. Não o conheço e até me reconheço nas motivações para abandonar um país, que tudo tem feito nos últimos anos, para que o seu povo perca a esperança.

 

Infelizmente, nas mais diversas áreas sinto esse ódio. Há falta de tolerância..."Se não é branco, é preto." "Se não estou a favor, é porque estou contra." e esquecem-se que há um meio-termo...uma zona de discussão cada vez mais curta, onde a hipocrisia tem ganho espaço.

 

Neste caso...era preferível ver um artista com o historial de Fernando Tordo (repito, goste-se ou não) a caminhar para a pobreza? A depender de subsídios? Receber 200 euros da SPA (lembram-se da revisão da Lei da Cópia Privada e da eliminação das entidades intermediárias)? Fernando Tordo não baixou os braços...foi à luta e aposta numa aventura brasileira no Recife e espero que tenha imensa sorte e consiga cumprir o seu sonho, exactamente o mesmo que desejo às pessoas que me são próximas e que se viram obrigadas a viver o sonho, fora de Portugal ou de Lisboa. E quantas pessoas "perdi" nos últimos anos. Custa-me falar no assunto. Fico deprimido só de pensar.

 

Se há revolta que devemos ter...é com este país e com quem nos governa. Esses sim, merecem o nosso ódio. Agora...aquela pessoa que decidiu prosseguir com os seus sonhos fora do país...por muito que me custe...só tenho que apoiar e esperar (cada vez com menos esperança) que essas pessoas regressem um dia.

 

Sim...este é um post mais pessoal, daqueles que deixei de fazer...tratando-se de um assunto, com o qual não me sinto confortável.

 

 

Ah! E já agora, quando forem ao Recife, passem pelo Sardinha! ;)

Vodafone - Início do fim?

13.02.14
Projectos e Ideias: Rubim - Incursões

 

Finalmente, tive oportunidade de me deslocar a uma loja, para cancelar o contrato e solicitar o desbloqueio do equipamento. Será o início do fim da minha relação com a Vodafone?

 

Por coincidência, o dia que escolhi para me deslocar à Vodafone, coincidiu com a divulgação dos resultados da Vodafone, que revelam que a Vodafone Portugal perdeu cerca de 500 mil clientes no último ano.

 

De resto, os resultados apresentados não fogem muito da perpepção que eu tinha sobre o que estava a acontecer. A campanha RED estaria muito longe de conseguir recuperar uma empresa, que me parece completamente perdida e que está a ser "comida viva" pela concorrência, com uma preocupante fixação em oferecer um serviço triple play, esquecendo completamente o seu "core business". A prova disso foi a redução de aproxidamente 500 mil clientes. Por outro lado, no último trimestre conseguiram 39 mil novos clientes em triple play. Isoladamente, estes números revelam bem e colocam a nú, o erro estratégico da Vodafone.

 

Outra situação constragedora e isso ficou bem patente durante o período em que estive na loja, foi a completa falta de soluções para um cliente que utiliza sobretudo Internet. Os resultados apresentados pela Vodafone comprovam que os tarifários precisam de ser revistos quando no período entre Outubro e Dezembro, foram contabilizados mais de 3,1 mil milhões de minutos no serviço de voz, 4,28 mil milhões de mensagens e 2,9 mil milhões (em minutos) de dados. E arrisco dizer que os números associados a Internet, seriam muito superiores, se os limites de tráfego já tivessem sido revistos.

 

Ou seja, os resultados demonstram que o acesso à  Internet Móvel começa a ter um peso semelhante aos serviços de Voz e SMS. Contudo, os tarifários não reflectem essa realidade. Tive oportunidade de demonstrar o meu desagrado na loja, em relação a essa situação e o melhor que me apresentaram foram os tarifários RED com fidelização (não estou interessado) e eventualmente uma revisão do meu serviço de Televisão (ou seja, se associasse o serviço de televisão à Vodafone, talvez olhassem com outros olhos para o serviço móvel). Como estou satisfeito com o MEO, jamais pensaria nessa solução.

 

Em suma...não conseguiram apresentar uma proposta viável e aceitável para a minha situação. Tive ainda oportunidade de referir, no que diz respeito aos limites de tráfego, o RED foi um passo atrás e uma perseguição ridícula ao MEO, quando o limite standard passou para os 200MB, quando na altura, os limites mais baixos, cifravam-se ali nos 500/600MB.

 

Em pânico, os comerciais presentes, limitaram-se a questionar se eu tinha a intenção de os abandonar e não tendo qualquer capacidade para apresentar uma contra-proposta interessante. Não sei...responder com um tarifário semelhante ao Smart da Optimus, por 17 euros? Na realidade, eu não tenho qualquer queixa, em relação à qualidade de serviço apresentado durante estes anos todos. O meu problema com a Vodafone teve sempre a ver com os tarifários e a falta de clareza sobre os processos de comercialização do iPhone.

 

Nos próximos dois dias (úteis?), devo ter a confirmação do desbloqueio do iPhone 5, adquirido em 2012 e no dia 22, posso contactar a Vodafone e escolher outro tarifário e deixar de ser cobrado em 32 euros por mês pelo extinto Best Total Plus (225 min/SMS e 1GB).

 

O que se segue? Boa pergunta.

 

Há dias, estive a ajudar a configurar um iPhone 5C da Optimus e fiquei meio assustado com a performance de rede, com o 3G a desligar-se e muito lento (no centro de Lisboa). Como a opção mais evidente seria a Optimus (Smart de 17 euros, com 1GB), fiquei meio desiludido e talvez opte pelo MEO. O problema é que o MEO tem um esquema de tarifários muito parecido com a Vodafone e não sei, até que ponto, me interessa a convergência do M4O e o período de fidelização que lhe está associado, porque é algo que pretendo evitar.

 

Como já terão percebido, o objectivo passa por ter um qualquer tarifário com, pelo menos, 1GB de Internet Móvel e com o menor custo possível. O WTF da Optimus de 1GB, baixou esta semana para 9,90 euros e o Smart da Optimus tem um custo de 17 euros. Por isso, estão a ver a faixa de preços que me interessa.

 

Sabendo que, praticamente, todas as opções são más, qual é a vossa opinião? O que recomendariam?

Miró ou má gestão generalizada?

05.02.14
Miró ou má gestão generalizada?

 

Muito se tem discutido a questão dos quadros de Miró, adquiridos pelo BPN e que se tornaram activos do Estado. Agora discute-se a sua venda em leilão.

 

Não vou aqui discutir os detalhes deste tema. Os comentadores e a opinião pública, conseguem fazê-lo de forma muito mais rigorosa do que eu. Contudo, não posso deixar de abordar o tema.

 

Nos últimos anos, temos vários exemplos de má gestão, por parte do Estado português. Assim, de repente, consigo lembrar-me das parcerias público-privadas, a saúde, os processos de privatização, as ex-SCUTs, processo do novo aeroporto, o TGV, os portos marítimos, os estaleiros (especialmente de Viana do Castelo), etc.

 

Existe em todos estes casos, um denominador comum: Má gestão e uma profunda e total ausência de visão estratégica.

 

Este caso dos quadros Miró é mais uma prova disso. Não quero aqui discutir, se é legítimo ou não a venda dos quadros. O que me parece evidente é que a sua venda neste momento (até mesmo antes da polémica) e numa espécie de bundle, com a inclusão de todas as obras, só poderá ser um mau negócio para o Estado. Isto é válido para qualquer tipo de negócio.

 

Também por isso, concordo em absoluto com a opinião do Daniel Oliveira, na sua crónica no Expresso. Estas obras de arte, podem ser rentabilizadas, através de exposições e através da sua venda. No primeiro caso, seria uma rentabilização da longo prazo e a segunda mais imediata. Contudo, é possível seguir as duas vias. Expôr em Portugal, rentabilizar não só as obras, mas indirectamente através do Turismo e mais tarde, após a sua valorização, vender as obras e se possível, de forma gradual e não numa espécie de pacote..."Compre 80 e pague 40".

 

Ninguém fica a ganhar...especialmente o Estado e os cidadãos portugueses.

 

Como é evidente, estou-me nas tintas para a relevância destas obras, até porque não se trata de um autor nacional. Mas é preciso bom senso, para o Estado não sair, novamente, prejudicado.

A nova vida da TMN

28.01.14
A nova vida da TMN

 

O título deste post é o claim da campanha utilizada pelo MEO para promover, a já muito esperava transição da marca TMN para MEO, concluíndo o processo de convergência das diferentes marcas do grupo PT.

 

Em suma, absolutamente nada muda à excepção da marca TMN...que deixa de existir e a rede móvel passa a ser MEO. De resto, fica tudo na mesma. Ora...até podia ser positivo, como apontou Zeinal Bava, no dia de ontem, na apresentação desta alteração.

 

Pessoalmente, tenho uma visão um pouco diferente. Com a "nova marca", o grupo PT terá perdido, mais uma oportunidade para agitar o mercado, como aconteceu com o lançamento da oferta M4O. Não precisaria de mudar todos os tarifários, para não assustador os clientes mais conservadores e mesmo assim, muita gente...bom...prefiro não apelidar...estaria disposta a mudar de operador só porque ninguém os informou da mudança de marca.

 

Como referia, a PT perdeu uma excelente oportunidade para promover um novo tarifário que conseguisse agitar as águas dos tarifários móveis. Nada aconteceu e eu, que ando a ver se consigo terminar a minha ligação com a Vodafone, provavelmente vou optar pela Optimus, precisamente porque acabaram por não apresentar qualquer proposta alternativa de tarifário ou rever os limites de tráfego dos actuais tarifários.

 

Por última uma palavra para a campanha de vídeo, que continua a ter Gato Fedorento como protagonistas. Tenho sido bastante crítico das últimas campanhas...a do M4O em NYC é para lá de mau. Mas, como os índices de notoriedade ainda contam...e muito...o spot lá se aguentou. Agora...devo reconhecer que os spots que foram criados estão muito interessados. No fundo, pegaram nos 4 spots de maior sucesso da TMN (o cacilheiro - original da TMN, o Mimo, os Reis Magos e o boneco do "Deita cá para fora") e deram-lhe uma roupagem "Gato Fedorento", criando a versão 2014 do mesmo anúncio. Não vou dizer que isto foi das melhores coisinhas que os Gato fizeram...mas olhando aos últimos anos...está bem engraçado, sim senhor.

 

Para já...só está disponível o "Cacilheiro". 

 


Link do Vídeo

Haja pachorra para os operadores...

21.01.14
Haja pachorra para os operadores...

 

Estou a atingir o limite da paciência com estes senhores que vendem serviços de telefone fixo, móvel, televisão e internet, especialmente por causa da preferência por novos clientes e a fixação pelos períodos de fidelização.

 

Neste momento, estou com duas situações pendentes, em relação aos meus tarifários de telemóvel e banda larga móvel.

 

No telemóvel, estou com um período de fidelização até Novembro de 2014, na Vodafone, com o tarifário Best Plus Total (225 min/SMS e 1GB) com um contrato associado à aquisição do iPhone 5 de 24 meses.

 

A dada altura, a Vodafone lançou os planos RED que nada tem de inovador e uma grande parte dos clientes com plano Best saem prejudicados e aquele rebranding de tarifários foi uma oportunidade para a Vodafone realizar uma subida generalizada de preços. Ou seja, eu estou a pagar cerca de 32 euros e para ter mais ou menos o mesmo, terei que passar para um plano de 40 euros. Já nem vou pegar pelos 200MB...nem merece análise.

 

Como a Vodafone só tem olhos para a oferta de televisão e está a ser "comida vida" pela concorrência (e ainda não percebeu), o mais certo é ter uma vida muito curta e não me entendam mal...nada tenho a dizer sobre a qualidade de serviço. Mas comercialmente, está muito longe do que se pretende para uma empresa com o historial da Vodafone.

 

Já submeti um pedido de esclarecimentos à Vodafone para conseguir perceber qual será o custo para cancelar o contrato e desbloquear o iPhone. Veremos o que a Vodafone terá para me dizer.

 

Resta saber qual será a minha escolha no futuro...têm sugestões? Qual é o vosso preçário? Alerto que a minha utilização é quase 100% Internet e dados. Logo, SMS e Chamadas não têm qualquer tipo de relevância.

 

 

A outra situação é com a Banda Larga Móvel da TMN, que está associada à minha factura MEO. Há uns meses, verifiquei que o MEO oferecia um tarifário diferenciado de Banda Larga Móvel para quem tem Internet Fixa do MEO, que é o meu caso. Decidi questionar e foi-me respondido que seria somente para novas adesões.

 

Passados uns meses, dedici insistir e questionar, porque razão, a PT insistia em manter a restrição da adesão para actuais clientes. Nesse momento, descobri que a PT passou a receber questões através das Redes Sociais e a responder por esse meio tão moderno e rápido: Cartas.

 

Eu sei...eu sei...é uma resposta por escrito...mas não seria interessante enviar a carta e paralelamente responder pela mesma via em que a questão foi colocada originalmente? É uma forma subtil para adiar e complicar processos de cancelamento.

 

Já agora...no caso da Banda Larga Móvel, a solução passaria por cancelar o contrato actual e adquirir uma nova Pen, com fidelização e nesse caso, era assumida uma nova adesão. Estão a ver onde estou a chegar, certo?

 

 

Em resumo...deixo-vos uma lista com algumas práticas dos operadores, que me deixam irritado:

 

- O Ilimitado que nunca o é. As chamadas, as mensagens e o tráfego de internet...nenhum deles é realmente ilimitado.

 

- Períodos de fidelização. Especialmente quando não envolve a aquisição de equipamentos. Julgo que é imperativo que os operadores comecem a ter tarifários com e sem períodos de fidelização.

 

- Tarifários mais diversificados. Os operadores não evoluiram e continuam sem oferecer tarifários que cubram os mais diversos cenários...Mais dados...mais chamadas...mais mensagens. Quem usa mais internet, sai sempre mais prejudicado.

 

- Débitos directos e Facturas Electrónicas. O aproveitamento comercial que é feito pelos operadores, caso o cliente aceite o débito directo e a factura electrónica.

 

- Equipamentos bloqueados. Porque razão ainda vivemos no tempo dos equipamentos bloqueados? Especialmente quando os operadores subsidiam cada vez menos os equipamentos e ainda aumentam o valor de referência para desbloqueio do equipamento.

 

Sinceramente, gostaria que ANACOM fosse mais activa e tomasse algumas iniciativas no sentido de proteger os consumidores e promover a concorrência, afinal, algumas das funções de uma entidade reguladora.

Operadores recebem recomendação

16.01.14
Operadores recebem recomendação

 

A Direcção-Geral do Consumidor com base nas reclamações que recebeu, tomou a iniciativa de promover uma recomendação que visa notificar os operadores móveis e fixos sobre as violações que cometem ao publicitar os tarifários "Ilimitados".

 

Como é relativamente conhecido (até porque é um tema recorrente no blog), os operadores de internet fixa e móvel não estão cumprir a legislação ou agir de boa fé, ao promover o tráfego ilimitado, quando o serviço fixo está limitado a 200GB e o serviço móvel está limitado a 15GB.

 

Hoje, a Direcção-Geral do Consumidor revelou as recomendações que os operadores de internet devem seguir, com o respectivo enquadramento legal, de protecção do consumidor.

 

Em suma, a DGC recomenda aos operadores o seguinte:

 

- Respeitem a legislação em vigor;

 

- Adotem especial cuidado na comunicação com os consumidores, garantindo que as informações prestadas são claras, objetivas, adequadas e completas, contribuindo, assim, para uma correta formação da vontade negocial por parte dos consumidores;

 

- Incluam nas mensagens publicitárias os elementos essenciais dos serviços publicitados, entre os quais se destacam as condições aplicáveis aos preços promocionais, bem como a existência de períodos de fidelização aplicáveis;

 

- Informem de modo claro e destacado nas mensagens publicitárias quais os limites a que os utilizadores dos serviços estão sujeitos quando aplicáveis;

 

- Emitam sempre um alerta aos utilizadores que subscrevem serviços limitados a informá-los de que se estão a aproximar do limite máximo de downloads estipulado pelo prestador de serviços;

 

- Se abstenham de utilizar a expressão “ilimitado” sempre que estejam em causa produtos e serviços aos quais se apliquem restrições e/ou sobre os quais existam “políticas de utilização razoável”, i.e., sempre que haja condições, cláusulas e políticas de utilização que limitem, seja de que forma for, o tempo de utilização e/ou a quantidade, e/ou a qualidade, e/ou a acessibilidade e/ou a velocidade do serviço.

 

Mas considero que a recomendação mais importante, estará no final do documento, quando a DGC recomenda aos operadores que revejam a política de utilização razoável/responsável, tendo em consideração a crescente disponibilidade de conteúdos em alta definição que facultam uma grande variedade de produtos e serviços através da Internet, resultando numa utilização muito mais intensiva desses serviços.

 

Lamento que não seja a Anacom a ter a iniciativa de lançar este tipo de documento, uma vez que a DGC não é a entidade reguladora, apesar do enquadramento legal que obriga os operadores, em teoria, mudar a forma como promovem e comercializam os seus produtos.

 

A recomendação foi publicada no site da DGC e o documento poderá ser consultado na íntegra no mesmo site.

As compras do Google e o futuro da tecnologia

15.01.14
As compras do Google e o futuro da tecnologia

 

Ontem foi conhecida a última aquisição do Google. Por 3,2 mil milhões de dólares o Google comprou a empresa Nest, fundada pelo "senhor iPod", Tony Fadell. Mas o que significa realmente esta aquisição?

 

Tony Fadell fazia parte da Apple, na "Era iPod", estando mesmo envolvido no seu desenvolvimento. Mais recentemente, fundou a empresa Nest, uma empresa dedicada a criar um termostato de referência, em que o design é uma prioridade e a inovação omnipresente. Uma rápida consulta pelo site e pelos seus produtos, rapidamente identificamos um certo ADN ganho ali para os lados de Cupertino. O projecto tem sido um esmagador sucesso, mas tem tido algumas dificuldades em exportar os seus produtos para fora dos EUA.

 

Ontem, ficámos a conhecer que o Google tinha adquirido a empresa por 3,2 mil milhões de dólares. Para terem uma ideia...nem o YouTube foi tão caro (1,65 mil milhões de dólares).

 

O Google? Foi a pergunta que muitos fizeram, ao ter conhecimento da aquisição. Todos esperavam como natural, a compra por parte da Apple. Por isso, o que significa esta aquisição?

 

Sinceramente, é uma resposta que ficará, por enquanto, por conhecer. Estará o Google a roubar o rebuçado à Apple? O Nest ficará como está, integra-se com o ecossistema Google/Android e utilizará a escala do Google para se expandir? O Google tem um plano, tem uma estratégia para o mercado de Domótica ou Home Automation? Vai realizar mais compras para criar um portfolio de Home Automation, debaixo da mesma estratégia?

 

São demasiadas perguntas...mas numa altura em que se discute, qual será o próximo mercado tecnológico a vingar (da mesma forma que isso aconteceu com os telemóveis e smartphones com o iPhone)?

 

Como tenho vindo adiantar nas últimas semanas, de forma persistente, dois desses mercados, são, sem dúvida: Wearables e Automóveis. O terceiro mercado que poderá ver imensas novidades é o Home Automation. De alguma forma, é interessante perceber que faltam Standards nestes 3 mercados e tem sido a fragmentação a atrasar a evolução destas áreas de negócio.

 

Wearables | Automóveis | Home Automation

 

Fica também por esclarecer, se existe sequer interesse em investir nessas áreas? Os relógios vão continuar a ser só relógios? O smartphone não substituiu já o relógio comum, dispensando sequer a necessidade de desenvolver essa área de negócio. O mesmo se aplica aos sensores desportivos. Os Fuelband, Fitbit ou outros não podem ser substituídos pelo smartphone por um lado e pelos próprios equipamentos desportivos com novos sensores que se ligam ao smartphone?

 

Praticamente, podemos dizer o mesmo dos automóveis. Não seria suficiente, desenvolver e optimizar para os smartphones que já nos acompanham? Porque não permitir o acesso facilitar a leitura da telemetria do automóvel e a interacção no volante com o smartphone? Mais uma vez, dá ideia que o caminho que está a ser seguido pelos fabricantes não é o melhor. Só iOS? Apenas Android? Não me parece o melhor caminho, quando temos Wifi e Bluetooth (ou BT LE) como formas standard de ligação entre equipamentos.

 

Chegamos ao Home Automation...com a constante promessa de poupança...optimização...poupança...optimização...poupança...enfim, vocês compreendem o caminho que estou a levar...o investimento para se equipar uma casa "actual" é muito elevado e dispensável. Acredito que fará mais sentido, preparar as novas casas com este tipo de pré-instalação domótica e nesse caso, encontramos novamente o mesmo problema: Não existem standards. Curiosamente, qualquer instalação deverá ter novamente em atenção que a "central" de controlo, o smartphone.

 

Qual será a posição da Apple neste mercado? Não me parece que esteja apostada a entrar a curto prazo nesse mercado. Acredito que esteja de olho...mas muito longe disso.

 

Ou seja...voltamos ao início. O centro de comunicações pessoal é e será, por muito tempo, o smartphone e ainda hoje, vai ganhando novas funcionalidades, seja através de hardware, acessórios ou software. Fica a sensação que estas áreas de negócio terão que olhar para o smartphone (preferencialmente multi-Sistema Operativo) como um elemento central de desenvolvimento.

 

Nesta altura, estão desse lado...bem excitados e aos pulos a questionar: E os televisores? E os televisores?

 

SmartTV

 

Se há mercado onde a Apple ainda pode ter uma palavra a dizer é nesse. Mas, arriscava dizer que é um mercado ainda mais complexo que os outros 3 que descrevi. Acredito que teremos mais cedo novidades nos outros mercados do que nos televisores. A CES 2014 provou mais uma vez, isso mesmo.