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iPhil

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CES 2015 - Dia 0

07.01.15
CES 2015 - Dia 0

 

Automóveis, automóveis, automóveis e mais automóveis. Parece que o cruzamento entre tecnologia e a indústria automóvel veio para ficar. Mas não só... há mais cruzamentos... alguns inesperados, outros nem tanto!

 

No momento em que escrevo este post, a CES vai no primeiro dia oficial e decorre a keynote oficial de arranque do evento, que actualmente é da responsabilidade da Intel. Mas muito já aconteceu, no chamado "Press Day" e será complicado resumir tudo num único post. Vou tentar fazê-lo.

 

4K, 4K, 4K

No último post, apontei que podíamos ter algumas novidades nas resoluções apresentadas pelos fabricantes de televisores. Contudo, parece que houve uma clara aposta em mais e melhor 4K (com o maior ou mais fino ecrã e a tecnologia Quantum), apostando antes em conteúdos, aplicações e mais importante do que isso, uma clara aposta na optimização do interface e menus. É aqui que encontramos o primeiro cruzamento... com tablets. Aparentemente, a experiência "second screen" com tablets, demonstrou aos fabricantes que o caminho a seguir, deveria ser o da implementação de interfaces baseados em tablets. A Sony optou por incorporar hardware optimizado para receber o Android TV da Google (deixando por isso cair o projecto Google TV). A Samsung optou por integrar o seu antigo sistema operativo Tizen e integrá-lo nos televisores. Neste caso, cai o conceito "SmartTV".

 

Samsung 4K TV

Sony 4K TV

 

 

 

Em jeito de "spoiler", diz-se que a indústria chinesa vai responder em força às concorrentes coreanas, como são os casos da TCL e da Hisense (nomes para começar a reter).

 

Fazendo um curto enquadramento com o cenário em Portugal, é curioso ver o aparente desinteresse na adoptação do HD, quando o 4K já está aí, em grande força, porque ao contrário do HD, tudo leva em crer que os fabricantes, a indústria cinematográfica, os produtores de conteúdos, os distribuidores de conteúdos e especialmente os utilizadores e consumidores estão a adoptar muito rapidamente o 4K. O que é um contraditório, quando pensamos nas necessidades em termos de largura de banda e limites de tráfego e a forma conservadora como os operadores de Internet olham para esta tecnologia. Portugal, parece alheado disto tudo.

 

Internet of things e wearables

Este "report" é baseado no que foi possível ver e ler no dia 0 e aparentamente estas duas categorias não surgiram com a força que era esperada. A Alcatel e a Sony apresentaram os seus novos smartwatches, mas a principal novidade ou curiosidade tem a ver com o maior ponto fraco destes equipamentos: autonomia. Tudo indica que estes dois novos modelos apresentam uma autonomia de 2 dias. O melhor apresentado até hoje. Considerando que a Apple se prepara para lançar (em Março) o muito aguardado Apple Watch, ficará a curiosidade em saber se a Apple vai a tempo de conseguir garantir, pelo menos, 2 dias de autonomia. Ou até mais do que isso.

 

sony-watch

 

alcatel-one-touch

 

 

E "Internet of Things"? Eu diria mais "Internet of All Things". Parece que a Samsung tem uma ideia muito clara do futuro e que o futuro é o presente... E começa com a sigla "IoT"!

 

 

 

Eu vejo este vídeo e limito-me a ver alguns conceitos engraçados... todos eles perfeitamente reais e acessíveis a todos nós. Com um pequeno detalhe... o ecossistema. Com a ausência de uma verdadeira standardização entre plataformas, equipamentos e sistemas operativos, ficará complicado alinhar de forma harmoniosa, o nosso carro, com o nosso smartphone, com o nosso smartwatch e que por sua vez, terão que ser compatíveis com os equipamentos de automatização da nossa casa e todos os equipamentos que fazem parte desse universo, desde o televisor até ao frigorífico ou máquina de lavar roupa.

 

 Apesar da existência de alguns SDKs de desenvolvimento para developers, parece que a standardização está ainda distante.

 

Automóveis, Automóveis, Automóveis

Mercedes, Audi, Wolkswagen e Hyundai são algumas marcas de automóveis que marcam presença oficial na CES 2015, confirmando de uma vez por todas, que a indústria automóvel veio para ficar.

 

Depois de uma experiência de cegueira, a indústria automóvel percebeu finalmente que a tecnologia teria que fazer parte do futuro da indústria automóvel. E a vários níveis. A um nível mais básico, incorporando o nosso smartphone e o respectivo ecossistema no dashboard e sistemas do carro. Estou naturalmente a referir os sistemas Android Auto e Apple CarPlay. Quando foram anunciados, estava com algum receio que as marcas acabassem por escolher uma plataforma em detrimento de outra. Felizmente parece isso não vai acontecer a Parrot parece indicar o caminho (especialmente para os automóveis actuais ou mais antigos), isto é, os sistemas incorporados, serão em teoria, compatíveis as duas plataformas.

 

 

 

As marcas estão no entanto, a recorrer à tecnologia também na segurança e a níveis nunca vistos. No ano passado já tínhamos assistido ao estacionamento automático e autónomo, sem condutor, da Audi. Este ano, a BMW apresentou um sistema semelhante e ainda lhe acrescentou as funcionalidades que permitem que o veículo possa colidir com qualquer objecto, seja uma parede, um muro, outro veículo ou um peão.

 

 

 

Mas o que impressiona verdadeiramente são os sistemas da Audi, instalados no Audi A7 e testados nos protótipos RS7, sendo que, parte da tecnologia é da Nvidia, que fez questão de incluir a Audi na sua própria apresentação. Nessa mesma apresentação, o representante da Audi fez questão de resumir o que tem sido desenvolvido, na parceria Audi/Nvidia e que o expoente máximo foi apresentado na última corrida do DTM em Hockenheim, com a demonstração do Audi RS7 em pista, sem condutor em ritmo de corrida.

 

 

 

Para a CES, a Audi decidiu testar a longa distância, transportando jornalistas durante 2 dias entre Silicon Valley e Las Vegas para a CES. O teste em Hockenheim, em ritmo de corrida correu de forma espectacular. Estou curioso por ver o resultado desta primeira viagem longa dos Audi A7 sem condutor.

 

Mercedes

 

 

A Mercedes preferiu apostar num conceito, onde o automóvel é um espaço partilhado de trabalho ou lazer, em que o condutor é dispensável, apesar da existência do volante e que é inteligente o suficiente para interargir com o espaço que o rodeia, através de referências visuais como os LEDs frontais e traseiros.

 

 

 

Resta saber o que aconteceu aos automóveis do Google e qual é o ponto de situação do projecto.

 

Nvidia

 

 

Mas há mais... as marcas estão a desenvolver interfaces baseados em gestos, como o Kinect (é curioso, já não termos necessidade de comparar com o "Minority Report"). Pessoalmente, não sei se me convence, por causa da aprendizagem de que necessidades, quando já estamos habituais aos interfaces multitouch do iOS e Android, quando estes até estarão disponíveis via CarPlay ou Android Auto.

 

BMW Parking

 

 

Algo me parece evidente... tal como nos televisores, também nos automóveis há um cruzamento com os tablets e os enormes ecrãs multitouch no dashboard central dos automóveis. Outra tendência foi a interacção entre os automóveis com os smartwatches, evocando uma certa e determinada memória dos anos 80...

 

 

 

A BMW apostou numa parceria com a Samsung com tablets e smartwatches e a Hyundai apostou numa aplicação para Android Wear, em que é possível controlar algumas das funções básicas do automóvel.

 

Então e motas??

Sim, sendo eu agora uma espécie de motard... (sim, não devo passar da Scooter), não esperava ver absolutamente nada, até ver isto...

 

Gogoro

 

 

 

 

Falo da SmartScooter (acabei de inventar a categoria) Gogoro, uma startup criada por alguns ex-colaboradores da HTC (análise da Forbes).

 

E não há mais nada??

Sinceramente, tirando os habituais "mais rápido, mais fino e com maior resolução", as estranhas keynotes e o louco da ASUS, não há muito mais a destacar deste dia 0 da CES e para ser sincero, pouco mais haverá para mostrar, embora o novo Dell XPS 13 me tivesse impressionado bastante... e é "só" um portátil.