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iPhil

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As compras do Google e o futuro da tecnologia

15.01.14
As compras do Google e o futuro da tecnologia

 

Ontem foi conhecida a última aquisição do Google. Por 3,2 mil milhões de dólares o Google comprou a empresa Nest, fundada pelo "senhor iPod", Tony Fadell. Mas o que significa realmente esta aquisição?

 

Tony Fadell fazia parte da Apple, na "Era iPod", estando mesmo envolvido no seu desenvolvimento. Mais recentemente, fundou a empresa Nest, uma empresa dedicada a criar um termostato de referência, em que o design é uma prioridade e a inovação omnipresente. Uma rápida consulta pelo site e pelos seus produtos, rapidamente identificamos um certo ADN ganho ali para os lados de Cupertino. O projecto tem sido um esmagador sucesso, mas tem tido algumas dificuldades em exportar os seus produtos para fora dos EUA.

 

Ontem, ficámos a conhecer que o Google tinha adquirido a empresa por 3,2 mil milhões de dólares. Para terem uma ideia...nem o YouTube foi tão caro (1,65 mil milhões de dólares).

 

O Google? Foi a pergunta que muitos fizeram, ao ter conhecimento da aquisição. Todos esperavam como natural, a compra por parte da Apple. Por isso, o que significa esta aquisição?

 

Sinceramente, é uma resposta que ficará, por enquanto, por conhecer. Estará o Google a roubar o rebuçado à Apple? O Nest ficará como está, integra-se com o ecossistema Google/Android e utilizará a escala do Google para se expandir? O Google tem um plano, tem uma estratégia para o mercado de Domótica ou Home Automation? Vai realizar mais compras para criar um portfolio de Home Automation, debaixo da mesma estratégia?

 

São demasiadas perguntas...mas numa altura em que se discute, qual será o próximo mercado tecnológico a vingar (da mesma forma que isso aconteceu com os telemóveis e smartphones com o iPhone)?

 

Como tenho vindo adiantar nas últimas semanas, de forma persistente, dois desses mercados, são, sem dúvida: Wearables e Automóveis. O terceiro mercado que poderá ver imensas novidades é o Home Automation. De alguma forma, é interessante perceber que faltam Standards nestes 3 mercados e tem sido a fragmentação a atrasar a evolução destas áreas de negócio.

 

Wearables | Automóveis | Home Automation

 

Fica também por esclarecer, se existe sequer interesse em investir nessas áreas? Os relógios vão continuar a ser só relógios? O smartphone não substituiu já o relógio comum, dispensando sequer a necessidade de desenvolver essa área de negócio. O mesmo se aplica aos sensores desportivos. Os Fuelband, Fitbit ou outros não podem ser substituídos pelo smartphone por um lado e pelos próprios equipamentos desportivos com novos sensores que se ligam ao smartphone?

 

Praticamente, podemos dizer o mesmo dos automóveis. Não seria suficiente, desenvolver e optimizar para os smartphones que já nos acompanham? Porque não permitir o acesso facilitar a leitura da telemetria do automóvel e a interacção no volante com o smartphone? Mais uma vez, dá ideia que o caminho que está a ser seguido pelos fabricantes não é o melhor. Só iOS? Apenas Android? Não me parece o melhor caminho, quando temos Wifi e Bluetooth (ou BT LE) como formas standard de ligação entre equipamentos.

 

Chegamos ao Home Automation...com a constante promessa de poupança...optimização...poupança...optimização...poupança...enfim, vocês compreendem o caminho que estou a levar...o investimento para se equipar uma casa "actual" é muito elevado e dispensável. Acredito que fará mais sentido, preparar as novas casas com este tipo de pré-instalação domótica e nesse caso, encontramos novamente o mesmo problema: Não existem standards. Curiosamente, qualquer instalação deverá ter novamente em atenção que a "central" de controlo, o smartphone.

 

Qual será a posição da Apple neste mercado? Não me parece que esteja apostada a entrar a curto prazo nesse mercado. Acredito que esteja de olho...mas muito longe disso.

 

Ou seja...voltamos ao início. O centro de comunicações pessoal é e será, por muito tempo, o smartphone e ainda hoje, vai ganhando novas funcionalidades, seja através de hardware, acessórios ou software. Fica a sensação que estas áreas de negócio terão que olhar para o smartphone (preferencialmente multi-Sistema Operativo) como um elemento central de desenvolvimento.

 

Nesta altura, estão desse lado...bem excitados e aos pulos a questionar: E os televisores? E os televisores?

 

SmartTV

 

Se há mercado onde a Apple ainda pode ter uma palavra a dizer é nesse. Mas, arriscava dizer que é um mercado ainda mais complexo que os outros 3 que descrevi. Acredito que teremos mais cedo novidades nos outros mercados do que nos televisores. A CES 2014 provou mais uma vez, isso mesmo.