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25.02.12

Uma Aventura...em eBook.

Uma Aventura...em eBook

 

 

Não, não vou recomendar a colecção "Uma Aventura..." (apesar de me dizer bastante, afinal marcou a minha infância e início de adolescência), mas não posso deixar de destacar o lançamento em eBook desta colecção, uma clara noção de que a publicação de livros está a mudar e se as editoras tiverem a mesma visão que houve na música ainda podem ir a tempo de salvar o seu negócio e adoptar os novos modelos de negócio, baseados em lojas online e em dispositivos de leitura como o iPad ou o Kindle.

 

 

Pessoalmente tinha muitas dúvidas na adopção destes formatos do que ao livros diz respeito. No entanto, verifico que existe uma enorme curiosidade em descobrir o Kindle e leitores electrónicos de livros. Já não é a primeira vez, que sou abordado por utilizadores completamente comuns...que nada ligam a gadgets e tecnologia, mas que estão curiosos em relação ao Kindle. Como podem comprar, que modelos estão disponíveis e como poderão transferir conteúdos para o seu leitor.

 

 

Ao descobrir este novo lançamento da Caminho...reparei na existência da MediaBooks da Leya (mediabooks.com). Não foi de todo uma novidade, até porque já tinha instalado a aplicação para iPhone. Mas nunca mais tinha voltado. Mas com o interesse nestes novos formatos a aumentar, a MediaBooks poderá ser uma excelente alternativa à Amazon, uma vez que esta não tem uma grande oferta de títulos em português.

 

 

Uma última nota, para explicar aos senhores do PL118, que a existência de lojas como esta, provam o quão errados estão, em relação ao que pretendem propôr.

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9 comentários

De Ines a 25.02.2012 às 17:38

Ena, boas novidades! Eu adorava esta série e estou mesmo feliz de vê-la à venda em formato electrónico. Eu sou ebook junkie desde que tive o meu iLiber nem sei bem quando (há 4 ou 5 anos talvez) e agora no meu muito amado Sony PRS650. Nunca liguei muito ao formato em papel e acho que estar sempre a mudar de morada exalta como os livros são pesados e difíceis de encontrar no sítio certo. Rendi-me logo ao facto de poder levar 200 livros para qualquer lado comigo sem qualquer peso e ainda poder usar o dicionário com um toque de dedo. Viva a tecnologia! E já agora, também existe o site: http://www.wook.pt/

Agora a crítica: acho que muitas editoras estão a fazer imensa resistência ao futuro e vê-se nos preço de alguns (muitos) ebooks que são mais caros do que a versão em papel. Isto é claramente para obrigar as pessoas a comprar em papel e ligeiramente criminoso na minha forma de ver. Honestamente, às vezes apetece-me que as editoras desapareçam e sejam os autores a venderem os livros deles onde eles quiserem ao preço que eles acham mais justo e parar com os intermediários que estejam a prestar um mau serviço. Mau é também ver o Saramago em formato ebook há um ano e tal na Fnac.es e na nossa nicles.

Vou "copiar" este post para o meu blog com a tua licença ;)

De Phil a 25.02.2012 às 17:40

Força! Estás à vontade! ;)

De Paula a 25.02.2012 às 19:25

Para além da MediaBooks da Leya e da Wook da Porto Editora, também a Bertrand vende ebooks.
Gostava de dizer que esperava que as editoras de livros não seguissem as editoras de música, mas tudo indica que sim, infelizmente.
Os ebooks são vendidos com DRM, o que significa à partida que o leitor nunca terá a segurança de que o livro seja realmente seu, veja-se o que aconteceu com o 1984 na Amazon, e os preços são completamente absurdos para zeros e uns.
A utilização de DRM só fez com que eu deixasse de dar dinheiro a estas três empresas.
Se acrescentarmos que a Porto Editora e a Bertrand até nos livros que estão em domínio público (autor morreu há mais de 70 anos), ao arrepio da lei portuguesa, então a estratégia destas editoras é simplesmente abjecta:
http://paulasimoesblog.wordpress.com/2011/07/21/bertrandporto-editora-ataca-dominio-publico-publicdomain-drm-fail/

De Paula a 25.02.2012 às 19:27

Desculpem, queria dizer
Se acrescentarmos que a Porto Editora e a Bertrand até nos livros que estão em domínio público (autor morreu há mais de 70 anos) coloca DRM, ao arrepio da lei portuguesa, então a estratégia destas editoras é simplesmente abjecta

De Ines a 25.02.2012 às 21:27

Não fazia ideia disto, mas já tinha visto obras de domínio público que estão a ser vendidas na Amazon a 99cents e a custo zero no Gutenberg e afins. Eu também sou avessa ao DRM e acho inacreditável que a Amazon tenha retirado o livro dos Kindle e bibliotecas online sem avisar os clientes sequer. Eu sei como garantir que os meus ebooks ficam guardados no meu computador mas também sei que o utilizador normal não está à espera destas atrocidades. Espero que os autores comecem a bater o pé e a distribuir as suas obras directamente ao público. Afinal estamos na era digital e há ferramentas à disposição para evitar passar pela rede das editoras (música ou livros).

De Paula a 25.02.2012 às 22:02

Pessoalmente, não acho mal que os livros em domínio público sejam vendidos. Qualquer pessoa pode vender livros em domínio público, fazer novas edições, remisturas, etc e isso é saudável e legal.
O que já não é legal, é colocar DRM sem autorização do criador intelectual nas obras (e temos a certeza, neste momento, que os criadores de obras que já estão em domínio público não autorizaram porque há mais de 70 anos ainda não havia DRM).

Quanto a garantir que os ebooks com DRM que compramos fiquem sempre nossos, por enquanto não é possível, pelo menos de forma legal.
A única forma de garantir isto seria neutralizando o DRM, mas em Portugal dá cadeia.
Aliás este é um dos grandes argumentos contra o projecto de lei da Cópia Privada que está em discussão, porque na prática os cidadãos não podem fazer cópias privadas de obras com DRM e quase todas têm. As únicas, nas quais o DRM quase desapareceu, foram os CD. E a qualquer altura os titulares de direitos podem decidir colocar novamente.

Voltando aos ebooks, pode sempre guardar o ficheiro com DRM (isto sim, é legal), mas se a aplicação onde o pode abrir deixar de existir, não vale de nada ter o ficheiro. Por exemplo, no caso destas editoras, os ebooks têm DRM da Adobe e só podem ser lidos nas aplicações que suportem o sistema da Adobe.
Não é expectável que a Adobe deixe de existir nos próximos anos, mas a evolução tecnológica é tão rápida que não sabemos o que nos espera daqui a 10 anos.
O mesmo para os formatos da Amazon e da Apple.
Ainda não há muito tempo, a Walmart, que vendia música com DRM, decidiu fechar os servidores, o que significou que ou as pessoas cometiam um acto ilegal (neutralizar o DRM) ou simplesmente ficavam sem a música.

E se pensarmos que no futuro será impossível preservar este património...
Enfim, pode ser que a pressão dos cidadãos consiga alguma coisa. Afinal, já conseguiu com a música do iTunes, talvez consiga com os ebooks e filmes e audiobooks...

De Phil a 26.02.2012 às 00:08

Pois...infelizmente, não conheço o suficiente do mercado de eBooks, para poder entrar profundamente na discussão.

De resto, o que me tem segurado, na aquisição de um Kindle é precisamente a falta de títulos em português, desconhecendo completamente o que anda acontecer nesse mercado, ou seja, não faço ideia, sequer, se os livros comprados nessas lojas serão compatíveis com um Kindle ou com um iPad.

De Paula a 26.02.2012 às 13:42

Na loja da LeYa, eles dizem que os livros comprados no site não são legíveis em iOS e se forem para ser lidos em iOS deverão ser comprados através da app. Isto para mim é estranho porque se é certo que o iBooks não suporta o DRM da Adobe, tens outras aplicações que podes instalar em iOS que suportam (como o Bluefire Reader, por exemplo). Ou eles próprios não conhecem muito bem o assunto ou talvez existam vários DRM diferentes da Adobe. Se for esta última, então a estratégia é má: significa que se quiseres ler no computador, compras no site, se quiseres ler no iPad, compras novamente o mesmo livro na app.

Na Bertrand (que é o mesmo que a Porto Editora - Wook), os ebooks não podem ser lidos no Nook da Barnes and Noble, no Kindle 1, 2, DX, 3 da Amazon e em Linux.
Em Android e iOS, eles recomendam outras aplicações que permitem fazeres login na Adobe (Aldiko e BlueFireReader).

Agora, eu acho (não tenho a certeza) que há (ou vai haver) um Kindle baseado em Android (mas aí penso que se perde a vantagem do e-ink, que talvez seja o único pro do Kindle). O que já existe são apps do Kindle para iOS e Android que permitem ler ebooks com o formato do Kindle (ou seja não precisas de um Kindle para comprares e leres ebooks da Amazon).

Mas tens razão, toda esta confusão de diferentes DRM e formatos é das razões mais importantes para o consumidor não apostar mais nos ebooks.
Eu gosto muito de livros em papel (tenho cerca de 5000), mas já fui mais resistente aos ebooks do que sou agora. Continuo a não trocar um livro em papel por um ebook, mas há situações onde o ebook dá jeito: situações de espera ou transportes públicos - quando tens de "fechar o livro" rapidamente, basta desligar o ecrã que ele fica automaticamente com um bookmark, à noite se o marido quiser dormir - não precisas de ter a luz acesa e podes optar pelo night mode, que incomoda menos.
Nestas situações o que uso, é o telemóvel porque é suficientemente pequeno para rapidamente guardar no bolso.

Acho que só comprei uma vez um ebook (e porque só havia nos EUA e era um livro técnico), mas uso o Gutenberg e o ManyBooks (livros em domínio público) e o FeedBooks (loja, livros em domínio público e creative commons). Mas, claro, são quase todos em Inglês.
Na app Aldiko para Android, tens acesso directo ao Feedbooks, pelo que podes fazer o download directo. Mas a minha app favorita (também em Android para ler ebooks) é o Mantano Reader porque permite sublinhar, tirar notas, partilhar essas notas e citações (inclusive para o blog), etc.
Outra coisa que costumo fazer (mas isto não é sempre possível) é comprar o livro em papel e ter o mesmo ebook no telemóvel (mas só faço isto para os livros em domínio público ou creative commons, como os do Lessig ou do Cory Doctorow, por o ebook ser gratuito). Nunca daria dinheiro por um ebook que já tivesse comprado em papel.

Já agora e a propósito do bicentenário do Charles Dickens tens aqui uma lista (quase) completa dos livros dele (infelizmente, em Inglês, porque as traduções em Português ainda não estão em domínio público) http://dominiopublicopt.wordpress.com/



De Ines Matos a 26.02.2012 às 16:49

Acho que me expliquei mal, algumas obras na Amazon grátis e a 99cents vêm com DRM (como a "Ilha do Tesouro"). Há algumas que estão livres (como as da Jane Austen se não estou em erro), mas não sei qual o critério que usaram para colocar numas e noutras não.

Quanto ao guardar os ebooks eu queria dizer guardá-los no computador (usando o Calibre) e não confiar/usar apenas a biblioteca da Amazon, pois quando eles retiram os livros não o fazem no nosso computador - senão ia ser bonito.

Eu compreendo o problema e sempre que posso uso os sites que vendem os epub sem DRM. E espero que, caso haja alguma tragédia, se dignem a disponibilizar uma ferramenta de conversão (ainda que saiba que a dada altura deixará de funcionar como os filmes que tenho em VHS e outras coisas que passam de moda, mas que até ao momento temos tido a possibilidade de converter noutro formato).

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