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22.10.14

Uber

Uber

Já alguns anos que ouvia falar e lia sobre o projecto "Uber", criado em 2009 em São Francisco. Foi um sucesso, expandiu-se pelo mundo e chegou finalmente a Lisboa.

 

Lançado oficialmente em Junho de 2010 em São Francisco, o Uber chegou no início do Verão a Portugal, especificamente a Lisboa e já deu que falar, com a habitual desconfiança dos taxistas (problemática que não é um exclusivo nacional). Para quem ainda não conhece, é um serviço de transporte privado personalizado em veículos topo de gama, baseado numa app, disponível para iOSAndroid e Windows Phone.

 

Uber App

 

Actualmente, o Uber está disponível em 45 países, em mais de 100 cidades em todo o mundo e começou o seu negócio com a conceito do UberBlack, uma clara alusão aos automóveis de transporte privado de Nova Iorque. Regra geral são veículos topos de gama e de cor preta. Sim, como aqueles que nos habituamos a ver nos filmes.

 

Dito isto e sendo eu, um curioso por estes projectos que saem de Silicon Valley e que acabam por chegar até nós, seria inevitável que tentaria utilizar o serviço. Na passada sexta-feira foi o dia ideal para o fazer.

 

Numa saída de amigos, decidimos que ninguém levaria transporte pessoal... automóvel, mota, etc. Conseguimos boleia para o local e no regresso, como sempre, o táxi seria a opção (e não me lembrava que já estava disponível uma certa aplicação do Meo).

 

Através de uma dica recebida no final da noite, decidimos na hora, instalar a aplicação, fazer o registo, carregar o cartão de crédito... e chamar um UberBlack. De resto, o processo é extremamente simples e a captação dos dados do cartão de crédito é semelhante ao Apple Pay, através da captação da imagem e leitura dos dados do cartão. No caso do Uber, com utilização de um recurso disponibilizado pelo PayPal.

 

Imediamente, temos acesso ao tracking da localização do automóvel que nos virá buscar, no local onde nos encontramos, bem como o nome do motorista, o modelo do automóvel (BMW Série 5) e a matrícula. Cerca de 8/9 minutos depois, o UberBlack chegou ao ponto de encontro (enquanto não chega, é possível contactar directamente o motorista, por telefone ou SMS). Um fantástico BMW Série 5 branco (sim, não era preto) na versão carrinha. Que maquinão. Do seu interior, saiu o Carlos, com óculos vermelhos na ponta do nariz, como se fosse declamar um poema, de fato e laço, que simpaticamente nos abriu as portas. Apesar de conhecer o serviço, nunca ia imaginar que o serviço prestado chegaria a este nível.

 

BMW Série 5

 

11 minutos e meio depois, num percurso de 9Kms, chegámos ao destino e confirmámos que o trajecto não teria qualquer custo, uma vez que as duas primeiras viagens são oferecidas, apesar do código promocional que tínhamos conseguido durante a noite e que nos fez arriscar contratar o serviço do Uber. De qualquer forma, acabamos por ter acesso ao custo da viagem. Neste caso, seria de 14,58€, com um arrendondamento de 0,58€ (uma prática habitual do Uber), ou seja, o serviço ficaria por 14,00€.

 

Durante a viagem, deu para confirmar mais alguns detalhes e curiosidades sobre o serviço. Os problemas com os taxistas, a entrada em funcionamento do horário 24 horas, a expansão para outras cidades portuguesas, como o Porto, criação de uma tarifa económica no centro de Lisboa com uma frota de Toyota Prius e que a frota actual do Uber é exclusivamente BMW (cerca de 20 veículos).

 

Em suma, recomendo vivamente o serviço, especialmente com as últimas experiências muito penosas com os taxistas de Lisboa, como utilizador, como condutor de veículo automóvel e como condutor de uma scooter. A qualidade de serviço apresentada pelo Uber é completamente imbatível. O automóvel, o trato, a simpatia e a educação do motorista (pelo que percebi, dava ideia que era originalmente motorista da Carris e o Uber é um part-time) e a qualidade geral do serviço não tem sequer comparação com o serviço prestado pelos Táxis, com condutores mal educados, rudes, veículos em péssimo estado e sempre com uma condução perigosa e abusiva.

 

Em relação ao preço... bom, não é, de facto um serviço barato. Mas não é muito mais caro do que uma viagem de táxi. Mas é preciso não esquecer o serviço diferenciador que é oferecido pelo Uber. Eu gosto de dizer que o Uber é low cost, quando comparado com os serviços de transporte com motorista premium, mas é um serviço premium quando comparado com os táxis.

 

Quem quiser conhecer um pouco mais do serviço, passe pelo uber.com ou visualize o vídeo de formação do Uber.

 

 

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13.10.14

Odisseando

Odisseando

"O meu nome é Rafaela. Sou uma tradutora portuguesa, apaixonada pela vida de freelancing e pelo conceito de coworking." Ou a pessoa com o espírito nómada, que todos nós gostávamos de ter.

 

Há algum tempo atrás o meu caro amigo Jorge, falava-me recorrentemente de um projecto que estava prestes a ser iniciado pela sua amiga, Rafaela Mota Lemos e que era tão somente, um sonho antigo de cada um de nós e que a Rafaela acabaria por concretizar dentro de pouco tempo.

 

Não sei precisar quando tivemos essas conversas sobre o projecto da Rafaela... mas fiquei com o bichinho de saber um pouco mais. O tempo passou e quis o destino que a Rafaela já tivesse passado por Lisboa (naturalmente), Milão e Rio de Janeiro. Quis o destino que os mundos da Rafa e do iPhil colidissem nos últimos dias, pouco depois da Rafaela chegar a Nova Iorque ou a New York City, como eu gosto de dizer.

 

Odisseando | New York City

 

 

Neste universo digitalizado, acabei por reparar que amigos comuns tinham feito Like e comentado uma foto e um texto já publicado a partir de NYC. Foi o clique que eu precisava para conhecer finalmente o projecto "Odisseando".

 

"Home is where I am"

 

A Rafaela é tradutora, é apaixonada pela vida de freelancing e pelo conceito de coworking. Na realidade, o projecto tem como premissa "Home is where I am" e surge da necessidade da Rafaela colocar um desafio a ela mesma e de viver em cidades em que sempre desejou viver, como Milão, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Nápoles, Luanda e Telavive.

 

Eventualmente, mais cidades podem ser acrescentadas a esta lista. São 3 meses em cada uma, com o objectivo de se tornar numa local, mantendo uma rotina de trabalho e de vida social, como qualquer pessoa, passando rapidamente de turista a residente e local.

 

Considerando-se uma "nómada digital" (adoro a expressão) que se desafiou a viver durante dois anos pelo mundo fora, seria impossível não partilhar a sua experiência nas plataformas em que nos habituámos a partilhar as nossas experiências e emoções, como os blogs ou as redes sociais, seja através de texto, fotografia ou vídeo (e pareceu-me ser a pessoa ideal para experimentar os mais diversos formatos).

 

Odisseando

 

Pelo Twitter, pelo Facebook, pelo Instagram, pelo Tumblr ou através do Blog, não deixem de acompanhar as aventuras da Rafaela pelo mundo e nos próximos meses, pela "minha cidade"... New York City e futuramente por Nápoles, Luanda e Telavive.

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02.10.14

O iPhone e os operadores - Versão 2014

O iPhone e os operadores - Versão 2014

 

Chegados a Outubro, está na altura de fazer as habituais contas e comparativos no que diz respeito aos preços de aquisição dos novos iPhones 6, para que possamos perceber, porque razão em Portugal são definidos os preços que conhecemos.

 

Para facilitar a explicação, vamos centrar os números no iPhone 6 de 16GB, com preço base definido pela Apple de 699.00€.

 

Em Portugal, o iPhone poderá ser aquirido através dos 3 operadores nacionais: MEO, NOS e Vodafone e poderá ser comprado desbloqueado através da Apple Store online portuguesa ou através das lojas Premium Reseller da Apple, como a Fnac, Worten, GMS, iStore, entre outras.

 

Como já vem sendo habitual, assim que os operadores anunciam o preço dos novos modelos do iPhone, a primeira interrogação que todos fazem é: "Então, mas só 10 euros de diferença entre o preço do iPhone bloqueado e o iPhone desbloqueado? Como é possível?"

 

A realidade é que os operadores em Portugal, em virtude da alteração da Lei que abrange o desbloqueio deste tipo de equipamentos, passaram a incorporar o custo do desbloqueio no PVP do equipamento desbloqueado. Ou seja, no caso do iPhone 6 de 16GB, a Apple apresenta, como já referi, um PVP de 699.00€ e os operadores referem que o mesmo valor é de 862.38€. Um incremento de aproximadamente 160€. Por coincidência, o valor de referência para o desbloqueio do mesmo equipamento.

 

Para quem tem planos pré-pagos, não tenho dúvidas em afirmar, que efectivamente não vale a pena comprar através dos operadores. O desbloqueio terá sempre um custo associado, uma vez que ele será cobrado a quem compra como pré-pago. Com uma diferença efectiva de 10/20€ na compra do equipamento, então não há como justificar a compra a através de um operador.

 

Mas mantém-se a questão... "Valerá a pena adquirir um iPhone 6 de 16GB através dos operadores? Eventualmente através de planos?"

 

Eu diria que em Portugal, efectivamente não vale a pena comprar através dos operadores, seja em que cenário for (especialmente se não considerarmos apenas os valores, mas também a liberdade obtida). Por isso, decidi comparar os valores de aquisição através dos três principais tarifários dos três operadores, para conseguir obter o valor ou o custo total ao fim de 24 meses, somando o custo do tarifário e o custo do equipamento. Na análise que é feita, é preciso considerar alguns vectores. A saber:

 

- Do ponto de vista do custo para o utilizador (equipamento e/ou tarifário)

 

- Do ponto de vista do operador e a rentabilidade obtida através das margens e serviços

 

Para ajudar nesta análise, vamos recorrer a um quadro, que resume os elementos apontados anteriormente...

 

 

 

Como podemos verificar, através da aquisição com planos pós-pagos, o valor mais baixo em que é possível aquirir o iPhone é de 339,89€ na Vodafone. Contudo, através do MEO é possível fazê-lo por 137,90€, mas será uma aquisição a prestações e o valor do serviço será acrescido de 23,00€, relativo ao custo do equipamento. Rapidamente, é possível concluir que a aquisição através do MEO, aproxima-se e muito dos valores, quando o equipamento é adquirido através da Apple... no entanto, é preciso relembrar que esse equipamento será desbloqueado, ao contrário do equipamento comprado no MEO. Também não nos podemos esquecer que a aquisição da através da Apple, não implica a assinatura de um contrato de fidelização de 24 meses, apesar do período em análise, ser sempre de 24 meses.

 

Uma outra conclusão que podemos tirar, está relacionada com o perfil e segmento dos utilizadores em Portugal. Tenho ideia, que a esmagadora maioria dos utilizadores que contratam tarifários pós-pago, ficam-se pelos tarifários de 25€ e 30€. Contudo esses utilizadores são penalizados pelos valores de aquisição do equipamento. Sendo que, estamos a falar de diferenças na ordem dos 100€ e 200€, respectivamente para o PVP desbloqueado. Tem sido o modelo de negócio que tem imperado em Portugal. Mas não é assim noutros países.

 

Segue-se então a apresentação de um novo quadro, que apresenta os valores comparativos de 3 operadores estrangeiros: a AT&T dos Estados Unidos e de Inglaterra, a EE e a Vodafone.

 

Compra nos Operadores Estrangeiros

 

Rapidamente verificamos uma tendência. Nos tarifários e operadores em análise, partimos de equipamentos sem custo para o utilizador, até aos $200 e há uma clara aposta dos operadores em cobrar fortemente nos serviços, que pouco ou nada se distinguem do que é oferecido em Portugal. A oferta da Vodafone é um bom exemplo disso. Tal como em Portugal, estamos a avaliar períodos contratuais de 24 meses.

 

Também podemos verificar que os totais em Euros, se aproximam e muito dos totais de Portugal. Com uma clara diferença: O custo inicial do equipamento.

 

Em suma, em Portugal, quando juntamos o custo de equipamento, com o custo do serviço, não existe uma clara diferença de preços (operador vs Apple). De resto, até podemos sair prejudicados, quando compramos directamente à Apple. No entanto, é preciso não esquecer que estamos a "pagar" o desbloqueio do equipamento, quando fazemos a aquisição através do operador. Por outro lado, percebe-se que os operadores tentam manter o mais possível o valor dos tarifários. Mas esticam-se no custo inicial do equipamento, passando a ideia que os operadores tentam rentabilizar nos serviços e nos equipamentos que vendem.

 

No estrangeiro e nos principais mercados, a lógica muda... os equipamentos têm o menor valor possível, gratuito se possível e depois cobram um pouco mais pelos serviços, que são praticamente os mesmos que são disponibilizados em Portugal, o que me leva a questionar: "Então, mas o core business dos operadores não são os serviços?" Obviamente, que me faz todo o sentido, ver um operador fazer um esforço para pôr os melhores equipamentos nas mãos dos utilizadores e depois fazê-los pagar por isso (em serviços), durante 24 meses.

 

Nas conversas que tenho com colegas e amigos, um dos principais impedimentos para comprar equipamentos de topo, seja qualquer for o sistema operativo, é precisamente o custo inicial do equipamento. Assim que um equipamento custa mais de 200€, dificilmente será comprado pela esmagadora maioria das pessoas. Fica por responder, se essas mesmas pessoas estariam dispostas em ficar com um equipamento desses, de forma gratuita, mas teriam que pagar mensalmente um valor bem mais elevado pelo tarifário contratado.

 

Não vou negar que é uma tarefa complicada para os operadores, que apostam cada vez mais no cross-selling e nos pacotes integrados de serviços, o custo do serviço móvel esbate-se no preço total do serviço. Mas continuamos com o mesmo problema com o custo do equipamento e o MEO é um bom exemplo dessa incapacidade de oferecer preços competitivos para clientes com M5O ou M4O. Se o conseguem com os clientes empresa, porque razão não o conseguem fazer com os clientes particulares?

 

Com estes números, será que os operadores não têm margem (literalmente) para baixar o custo inicial de um smartphone de topo?

 

 

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30.09.14

GoPro 4

GoPro 4

 

Depois dos rumores vindos da Rússia no passado fim de semana, eis que a GoPro confirmou finalmente o lançamento da nova GoPro 4 e o 4K está em grande destaque.

Life is either a daring adventure or nothing at all

 

E como tem sido habitual em cada lançamento, a GoPro lança um novo vídeo de promoção das novas câmaras dando um enorme destaque à funcionalidade de se poder filmar em 4K, um formato que começa finalmente a massificar-se junto dos utilizadores.

 

"Life is either a daring adventure or nothing at all"

 

Esta é a citação de Helen Keller que dá o mote para mais um vídeo fabuloso apresentado pela GoPro e com um "storytelling" absolutamente brilhante.

 

Bem sei que os vídeos costumam ser brutais...mas sempre fiquei com a ideia que o vídeo de 2012, da GoPro 3 continuava a ser o melhor (os leões do vídeo de 2013 não me conseguiram impressionar tanto).

 

Este ano, foi impossível ficar indiferente ao vídeo de apresentação da GoPro 4. Não sei se é a empatia com intervenientes, se é com o storytelling, se é a música... o que eu sei é que não me importo de rever e rever e rever e rever...

 

É verdade... de por falar em música... para os que gostam destas coisas, a música é o "Run Boy Run" dos Woodkid (Link Spotify) que passaram este ano pelo Super Bock Super Rock no Meco e diz quem lá esteve, que deram um super concerto...

 

E agora... o vídeo, claro que pode ser apreciado em glorioso HD ou 4K, para quem tiver um ecrã onde possa apreciar esta brutalidade de vídeo! :)

 

 

 

E já agora, um recado para os senhores da GoPro... isto dos vídeos é muito bonito, mas vejam lá aquela coisa do delay do Preview nas apps para iOS e Android. Obrigado.

 

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28.09.14

Projecto de Férias

Projecto de Férias

 

Já algum tempo que ponderava dar uma nova vida ao meu iMac de 24 polegadas de 2009. Estas férias e a chegada do OS X Yosemite foram o pretexto ideal para avançar com este projecto.


Com a descida constante de preços dos discos SSD, tornava-se cada vez mais apelativo, apostar na substituição do disco original (1TB) do iMac de 2009 por um disco SSD. Após uma pesquisa na web e com a ajuda do pessoal do Twitter, cheguei à conclusão que o Samsung EVO 840 de 250GB seria a melhor opção.

 

Sim, passei de 1TB para 250GB, mas o que perco em espaço (que posso recuperar com discos externos), compenso e muito em performance. Mas ao contrário dos portáteis, o processo de substituição do disco num iMac não é fácil.

 

iMac

 

Utilizei como referência o guia de substituição do disco rígido do iFixit, que indica que se trata de um guia com nível de dificuldade: Moderado. Não sei se será um pouco mais do que isso... alguns sensores que precisam de ser desligado e repostos. E depois de colocado o novo adaptador e o novo disco, apercebi que tudo ali é feito à medida e foi preciso colocar o disco SSD numa posição que é não compatível com o adaptador, por causa do comprimento dos cabos SATA.

 

iMac

 

Depois de tudo montado... chegou o momento de recolocar o vidro e necessitava de garantir que o LCD e o vidro ficariam limpos e imaculados, processo que se tornou quase tão complicado como a substituição do disco.

 

 

Após a substituição do disco, seguiu-se o momento de instalar da versão Beta do OS X Yosemite, para poder fazer uma instalação limpa. A performance impressionou, mas as aplicações de terceiros e limbo criado pelo iCloud Drive (que ainda não é reconhecido pelas actuais aplicações de terceiros), acabaram por criar um problema e acabei por regressar ao OS X Mavericks e voltarei a pensar na questão da instalação limpa, depois do lançamento do OS X Yosemite no próximo mês de Outubro, assim espero.

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28.09.14

Lisbon Mini Maker Faire 2014

Lisbon Mini Maker Faire 2014

 

Nos passados dias 19, 20 e 21 de Setembro, realizou-se em Lisboa, a primeira Maker Faire em Portugal, uma parceria entre o Sapo, o Pavilhão do Conhecimento e a Câmara Municipal de Lisboa.


Como estive de férias, não tive oportunidade de marcar presença na primeira Maker Faire de Lisboa. Fui estando atento ao que ia sendo publicado no Twitter, mas fiquei com a clara sensação que estava perante uma espécie de Codebits, aberto ao público, onde o pessoal que normalmente passa 48 horas a desenvolver projectos, teve agora oportunidade de os apresentar ao público em geral e com um sucesso esmagador.

 

Foram cerca de 100 projetos nacionais ligados ao movimento dos Makers, sendo que o evento recebeu quase 10000 visitantes em apenas pouco mais de dois dias. As previsões da organização apontam para uma Mini Maker Faire com 70 Makers (e não projectos) e cerca de 3000 visitantes.

 

Lisbon Mini Maker Faire 2014

 

Como os números o comprovam... as estimativas estavam completamente erradas e a Maker Faire foi um sucesso. Mas melhor do que palavras, temos o vídeo que mostra bem como foram os dias passados no Pavilhão do Conhecimento.

 

 

Por não ter estado presente, não consegui acompanhar todos os projectos presentes... mas há 3 projectos que não posso deixar de destacar...

 

The RiftCycles - O projecto já tinha estado presente no Codebits deste ano e com imenso sucesso, não só no evento, mas também na blogosfera internacional.

 

Projecto eINKwall - Mais um excelente projecto do Basílio Vieira, que nunca deixe de nos surpreender. Desta feita, com um display integrado numa parede, com uma forma elegante de apresentar dados como se não existisse tecnologia associada, como por magia.

 

Balua - Eu sou um fã de tudo o que esteja relacionado com o Espaço. Acompanhei os voos do Spacebits e estou sempre atento e este tipo de voos, mais caseiros. E foi com surpresa que vi a presença de mais um projecto deste género e com lançamento (com sucesso) marcado para a Lisbon Maker Faire.

 

 

Não sei como será em 2015, mas espero estar presente, nem que seja como simples espectador... numa Maker Faire que se calhar já não será assim tão Mini, como esta já não foi.

 

Lisbon Mini Maker Faire 2014

 

 

Uma palavra ainda para a foto de capa deste post, com um dos "tricopters" do Luís Correia! ;)

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27.09.14

Ello

Ello

 

Há uma pergunta que eu faço mentalmente, de tempos a tempos... "Qual será a próxima rede social de referência?"


Sim, isso vai acontecer... é simplesmente uma questão de tempo. Resta saber qual será e se será alguma rede que já existe ou ainda estará para ser criada. Esta questão volta a ser colocada, sempre que uma nova rede social ganha algum buzz e hype.

 

5 Years of Social Media

 

O caso mais recente é a rede social Ello, que se apresenta como uma rede simples e apelativa, sem publicidade (em que os utilizadores não são um produto, ao contrário das outras redes, que monitorizam toda a actividade para ceder a terceiros por causa da publicidade), criada por um pequeno grupo de artistas e designers. Originalmente, era uma rede social privada, mas o interesse aumentou e acabaram por abrir a plataforma, agora disponível por convite, numa versão Beta pública.

 

Muito do buzz agora criado, está relacionado com a política de "nomes reais e verdadeiros" do Facebook, sendo que, há um número considerável de utilizadores que preferem utilizar outro nome para se apresentarem na web (é questionável, não faltam razões legítimas para o fazer). Não é preciso ir muito longe para descobrirem um... iPhil??

 

A grande maioria dirá que é "mais uma que não terá sucesso", mas será mesmo assim? Quando surgiu o Facebook reinava o Hi5 e recordo-me de suspender a conta do Facebook, porque a esmagadora maioria dos meus amigos, não usava o Facebook ou nunca tinha ouvido falar do Facebook. E acreditem, não foi assim há tanto tempo.

 

Voltemos ao Ello...

 

Pessoalmente, fiquei com a ideia que o conceito do Ello é uma intersecção entre o Facebook e o Twitter ou uma espécie de Twitter, com funcionalidades mais alargadas, em que temos uma timeline, baseada em nicknames com a mesma estrutura do Twitter (@username), em que podemos criar threads de resposta e contra resposta e sem um aparente limite de caracteres. Contudo, a inexistência de apps nativas, poderá ser um problema, apesar do site poder funcionar em browsers mobile.

 

Segundo o Vox, nos últimos dias, o Ello estava a conseguir cerca de 31.000 utilizadores por hora. São números consideráveis...mas, podemos esperar muito mais do que um hype?

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27.09.14

iPhone 6

iPhone 6

 

Uma semana após o lançamento, o novo iPhone 6 foi lançado em mais de 20 novos mercados, entre eles, Portugal. Foi o momento para poder ver ao vivo os novos iPhones.


Finalmente, tive oportunidade de ver ao vivo, os muito aguardados e polémicos iPhones 6 e 6 Plus. As primeiras impressões são evidentes: as dimensões e o peso, especialmente do iPhone 6 Plus. Ou seja, acabei por confirmar o que estava mais ou menos confirmado, isto é, vou acabar por escolhar o iPhone 6. Não, por causa da polémica, mas por causa das dimensões absolutamente gigantescas. Acredito que o Plus possa servir para quem não quiser um iPad ou faça a sua vida com ecrãs grandes como os desenhadores e ilustradores, que são fãs de equipamentos como o Samsung Galaxy Note.

 

Mas não é esse o meu caso. Eu sinto que o ecrã do 5 começa a pedir mais qualquer coisa, mas nada comparado com um ecrã de 5.5 polegadas. Parece-me que 4.7 polegadas aproxima-se mais do tamanho ideal para um smartphone.

 

Sendo eu, um utilizador actual de um iPhone 5, estou bastante entusiasmado com a possibilidade de utilizar o TouchID com o 1Password e com a nova câmara e todas as funções vídeo que o iPhone 5 não tem, especialmente o Slow motion a 240fps.

 

 

Quanto à questão do momento, não posso deixar de destacar a análise da Consumer Reports, que não foi nada meiga com a Apple em 2010, com a AntennaGate e agora vem mostrar algumas medições feitas com vários equipamentos. Digamos que o iPhone não é propriamente o equipamento mais resistente do mundo (com aquela espessura/dimensões e feito de alumínio, estavam à espera do quê?), mas não se fica atrás de equipamentos como o HTC One (M8). Se calhar porque não são equipamentos para dobrar, digo eu.

 

Results of Consumer Reports smart phone bend test

 

Pelo menos, esta análise é um pouco mais científica, quando comparada com os vídeos daquele rapaz que agora até faz vídeos de rua, como se fosse um mágico. Devem ser os dólares a cairem na conta, como se não houvesse amanhã e é preciso prolongar a polémica.

 

(confesso, que gostava de ver um comparativo que incluísse os novos Moto X e Note 4)

 

 

Voltando ao iPhone... pois bem, se conseguir resistir (vai ter que ser), lá para Novembro, devo encomendar o meu... iPhone 6, Space Gray, de 16GB.

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27.09.14

Bananas e Histerismo

Bananas e Histerismo

 

O que têm em comum as bananas, tecnologia, clubite, redes sociais e histerismo em massa? É isso que eu vou tentar explicar com este post.


A última semana, foi marcada, não só pelo lançamento do iPhone, mas também pelo facto, do novo iPhone 6 Plus (especialmente este modelo) poder dobrar-se com alguma facilidade.

 

Será mesmo assim? Segundo a Internet..."SIM. É um drama! Como isso é possível?"

 

Nem um raro problema no lançamento do iOS 8.0.1 (que me pareceu bem mais grave), retirou os holofotes da web e dos media do caso que ficou já conhecido como "BendGate".

 

Em jeito de disclaimer e quem me acompanha, sabe que sou um admirador de produtos Apple, especialmente Macs e iPhones. Mas isso não significa que tenha que estar absolutamente contra tudo o que não tenha uma maçã. Fazê-lo, seria pouco inteligente da minha parte e o contrário também é válido.

 

Agora... o que raio têm em comum, bananas, tecnologia, clubite, redes sociais e histerismo em massa?

 

Bananas é muito simples... elas dobram e partem com extrema facilidade. Isso é senso comum e ninguém se queixa. Será que acontece o mesmo aos gadgets?

 

Segundo o The Washington Post, o iPhone realmente dobra com facilidade se... forem "ratos de ginásio" e "bodybuilders" ou aplicarem força com o objectivo de dobrar o objecto em causa. De resto, muitos dos vídeos publicados na web, são feitos com esse objectivo, especialmente em semanas de lançamento do iPhone, o que não acontece com outros lançamentos (à excepção dos blogs e canais do YouTube que se dedicam a essa matéria).

 

Cheguei a ver um vídeo em que o seu autor, fazia um teste de resistência à queda, de todos os modelos do iPhone lançados até hoje (10). Para além dos erros de continuidade (repetição que não coincide com o take a velocidade normal), dá para ver um martelo em cima da mesa e não tenho muitas dúvidas que terá sido usado. Atentem especialmente ao teste do iPhone 5S. Para quê este tipo de vídeos? Qual é o seu objectivo?

 

Parece-me óbvio que este tipo de equipamentos, especialmente em pisos mais rugosos, danificam com muito mais fácil. Parece-me evidente. Mas não por estes dias.

 

BendGate

 

Voltemos às "dobragens". Como reporta e bem, o Cult of Mac, há uma longa e antiga história de smartphones que se dobram e acabam por quebrar. Há quem ponha em causa a legimitidade do artigo (mesmo não lendo o artigo), por ser do Cult of Mac, mas na lista era possível ver o iPhone 5S, 5 e 4S. Mas também era possível ver o Samsung Galaxy S4, o Sony Xperia Z1, o Lumia 925, o Blackberry Q10, o HTC EVO ou o menos conhecido Oppo.

 

Mesmo eu, que acompanho estas coisas, desconhecia estes casos. Provavelmente, o mesmo acontecerá com muitos dos leitores deste post. Mas o iPhone 6? NÃO! Toda a gente faz a piada... fanboys, hatersboys, utilizadores comuns... lá estava tudo hoje (dia 26 de Setembro)... à volta dos expositores a apreciar o objecto do Demo.

 

Até o MEO, que tentou fazer um evento web com o lançamento do iPhone, praticamente só tinha comentários de haters. Mas houve um comentário que mereceu a minha atenção:

 

"Mas que invejosos!!!! Ao menos o iPhone dobra mas não parte ao meio como o meu galaxy s3. E a Samsung não autorizou a reparação em período de garantia. O argumento foi que eu não devia ter usado o tlm nos bolsos traseiros das calças e não me devia ter sentado num sítio rígido. Hilariante e triste."

 

A Apple, que é sempre acusada de sempre implacável e intransigente, afinal também tem forte concorrência neste campo.

 

Não sei se é só de mim, mas isto parece-me claramente um fenómeno semelhante à clubite. Em vez do Benfica, do Porto ou do Sporting, temos a Apple e a Samsung. O iOS e Android.

 

Evolução Tecnológica

 

Não sejamos cínicos e hipócritas. Já o escrevi há umas semanas atrás. Antes do iPhone, o smartphone não era o smartphone que temos hoje. Vários meses depois, surge o Android. Com o Android, a Samsung começa a mostrar a sua força e outros vieram atrás e acrescentaram features muito interessantes ao smartphone e a Apple copiou. Mas sempre foi assim. SEMPRE. Mas as pessoas têm memória curta.

 

O vídeo apresentado por Dave Wiskus demonstra exactamente o que referi no parágrafo anterior.

 

 

 

Para facilitar tudo isto, temos o megafone das redes sociais em que os utilizadores sentem que a sua voz é relevante e tem peso nos principais acontecimentos da nossa sociedade, como se fossem comentadores do tudo e do nada, como aqueles que agora marcam presença diária nas televisões nacionais. Só para ajudar, ainda há televisões que têm segmentos dedicados aos principais tweets do dia. Não me entendam mal. Sou fã desta forma de comunicação, mas como em tudo, há limites e irrita-me um bocadinho o efeito "rebanho". Chamem-me antiquado...mas nem 8, nem 80.

 

Temas menos relevantes tornam-se virais e outros temas mais relevantes passam despercebidos. Sim... toda a gente gozou com os Pastéis de Nata e ninguém teve consciência da ideia que era defendida. Hoje, há umas quantas startups que facturam e muito à conta disso.

 

Por causa do buzz, mais uma vez, tal como aconteceu com o caso AntennaGate com o iPhone 4, a Apple abriu um pouco a cortina de secretismo e mostrou o trabalho que é feito no controlo de qualidade e construção dos seus produtos, especialmente na produção do iPhone 6. Será que não chegou? Obviamente que não chegou... ainda hoje, me perguntaram se arriscaria comprar o iPhone 6 Plus e tal como em 2010, a minha resposta foi positiva. O meu único problema é mesmo a dimensão. É gigante. Mas adiante...

 

Eu acreditava que a Apple fizesse esse trabalho, até porque em 10 milhões de equipamentos vendidos no primeiro fim de semana, a Apple confirmou 9 devoluções (por utilização normal do iPhone). NOVE! Mesmo assim, não é essa história que ficará para o futuro. Ainda assim, devemos ter em atenção o que acontecerá nos próximos 6 meses, especialmente após a entrada em mercados gigantes, como é o caso do mercado chinês.

 

 

E já agora... anda por aí um bug sério... "ShellShock" é o seu nome e há quem considere que é o pior bug de sempre. Mas a web anda extremamente calma.

 

Este tipo de situações lembra-me aquelas pessoas que entram em absoluta paranóia com um registo de um serviço, com e-mail, password, data de nascimento e dados de facturação, mas não têm qualquer problema em partilhar os dados do cartão de crédito com os filhos para utilização na web.

 

Moral da história? Amigos, é só um smartphone! É só um gadget! Vendido por uma determinada marca, que comercializa um conjunto de produtos que se enquadram numa estratégia onde o ecossistema e os serviços que lhe estão associados se tornaram em argumentos de peso no momento da escolha. Isto é válido para as principais marcas.

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17.09.14

Apple Pay vs PayPal

Apple Pay vs PayPal

 

Parece que o PayPal percebeu que a Apple encostou a empresa de pagamentos contra a parede, após o anúncio do lançamento do serviço Apple Pay, no próximo mês de Outubro.


Efectivamente, das novidades apresentadas na semana passada, Apple Pay pareceu-me ser a novidade mais interessante, porque será o serviço que mais impacto vai provocar no nosso dia-a-dia, porque a Apple poderá ter desbloqueado, de uma vez por todas, a questão dos pagamentos móveis e que poderá resultar na desmaterialização dos cartões de plástico, conseguindo manter o modelo de negócio actual e que perdura há muitos anos, entretanto a Apple como mais um interveniente, mostrando o caminho que outros poderão seguir. Poderá ser o caso do Google, com o Google Wallet e os smartphones Android.

 

Reparem como a empresa que não entra nestas contas, é precisamente, a PayPal, que não foi incluída como parceira do Apple Pay e ou do Google Wallet, porque o modelo de negócio está pensado exclusivamente para cartões de crédito ou débito.

 

Apple Pay

 

Mas as novidades não se ficam por aí. A solução encontrada pela Apple está próxima do perfeito, partindo do príncipio que não há soluções perfeitas, obviamente, uma vez que a Apple está a percorrer o caminho da desmaterialização dos cartões de plástico e da tokenização dos pagamentos, uma solução que não é propriamente nova, uma vez que o modelo utilizado pelo MBNet, não é assim tão diferente, uma vez, que a Apple utiliza dados gerados automaticamente, para realizar cada pagamento, da mesma forma que um utilizador do MBNet pode gerar um cartão virtual para cada pagamento que realiza. Só pode ser utilizador uma vez, porque o valor do cartão virtual é igual ao valor da compra e a informação do cartão original não é incluída na transacção.

 

 

Também já sabemos que o NFC dos novos iPhones 6 só servirá para o Apple Pay. Mas isso não é propriamente uma novidade. É a forma da Apple lançar funcionalidades e tal como no Touch ID, talvez só com o iOS 9, a Apple acabe por criar as APIs para o NFC e Apple Pay e eventualmente continuará a servir apenas para realizar pagamentos.

 

Pessoalmente, estou bastante entusiasmado com o facto de poder reforça a minha utilização do Touch ID, em particular com o 1Password, um serviço que pretendo utilizar ainda mais, para dispensar de uma vez por todas, a utilização de passwords. Estou curioso para saber o que fará a Apple com os outros iDevices e com os Macs, no que diz respeito ao Touch ID.

 

 

Quanto à campanha da PayPal... bom, eu diria que não passa de uma campanha que tem como objectivo aproveitar o buzz de apresentação e lançamento do iPhone 6 e o caso das fotos descarregadas do iCloud. Mas não podemos esquecer que a PayPal não é propriamente uma empresa perfeita e a sua única função são pagamentos. Como sabemos, a Apple está muito para além disso.

 

Por isso, trata-se apenas de uma campanha que fica ali na fronteira entre o fail e o pânico, por tudo aquilo que já enumerei anteriormente.

 

Veremos o que acontecerá nos próximos meses e o quão de depressa, estas novas plataformas chegarão aos restantes mercados, especialmente o mercado europeu.

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